
BRASILEIRÃO
Tivesse o resultado que fosse, Coritiba e Flamengo teria valido mesmo só pelos três pontos disputados, como tem sido no futebol brasileiro. Porque mais uma vez os dois estiveram longe de mostrar uma bela partida de futebol. Qualidade que não se vê há anos no Brasileirão.
Ao Flamengo interessava brigar para se manter pelo menos entre os quatro primeiros do Brasileirão e precisava vencer, sair da incômoda situação de acumular empates em casa.
Ao Coritiba interessava sair da fase em que se meteu, tendo para esta partida o comando técnico improvisado, já que no meio da semana demitiu seu treinador. Ao Coxa, mais importante que um resultado positivo contra o resultado Flamengo, seria saber o que Marcelo Oliveira pode fazer para salvar o time a partir de agora?
Só que dos 11 escalados para sair jogando, o que se esperava era que entrassem com raça e dedicação. Era o mínimo, mas não foi assim, pelo menos no primeiro tempo. Tanto que o gol do Flamengo nasceu de uma bola perdida infantilmente por jogadores da frente, oferecendo uma defesa toda aberta, permitindo que Everton Ribeiro escapasse pelo lado direito e tocasse para Berrío entrar pelo meio da zaga, tocando na saída de Wilson e fazer Flamengo um a zero.
Isso foi aos 8 minutos e parecia acabar com qualquer pretensão que o Coxa pudesse ter na partida. O gol foi determinante a quem ainda sonhava com algo que pudesse esboçar uma reação do time no campeonato, mesmo jogando fora de casa.
O primeiro tempo foi de um Coritiba apagado, nervoso, errando passes, sem criação e sem motivação. Da arquibancada, o novo treinador, Marcelo Oliveira, imaginava ganhar um novo problema: como dar confiança, recuperar a autoestima de um time que se arrasta em campo, parecendo não ter motivação e nem alegria de jogar futebol?
Na segunda etapa tudo mudou. Alan Santos ainda fora de forma, deu lugar a Neto Berola, que deu novo gás ao time. O futebol de Tomas Bastos cresceu e o time ressurge em campo.
O gol de Henrique Almeida, logo a um minuto, era tudo que precisava o Coritiba. Numa bela enfiada de bola Tomas Bastos, acha o atacante Coxa entrando pelas costas da zaga. H. Almeida toca com a ponta dos pés, quase sem ângulo. O goleiro Thiago só acompanha a bola que passa do seu lado. O empate dava a confiança ao time, que passa a dominar o jogo. E assim foi até os 20 e poucos minutos. A partir daí, o Flamengo equilibra a partida tendo o goleiro Wilson mais uma vez em duas belas defesas salvando o Coxa.
Nos 15 minutos finais, o Coritiba recua e aceita a pressão natural do Flamengo, que era cobrado pela torcida, ao caminhar para mais um empate dentro de casa, no ninho do urubu.
Numa bobeira na marcação de Márcio, lhe restou fazer o pênalti no rápido atacante Vinicius. Pênalti cobrado e convertido dando a vitória de 2 x 1 ao Flamengo e a terceira derrota seguida do Coritiba.
Agora, o Coxa volta pra casa, com nova pressão, precisando vencer. Desta vez o Atlético Mineiro, mas de treinador novo, tendo uma semana cheia para tirar a poeira, arrumar a casa e sair desta incômoda situação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)