
Análise de quem entender
Sábado, quatro e meia, até que enfim um horário decente pra assistir jogo do Verdão. A gata do lado, bebida para acompanhar; uns petiscos, esquenta com o povo do Vem, Coritiba.
Meio ressabiado depois da lambada no último jogo, mas confiante, porque já fazia dez anos que o time da cruz não sabia o que era ganhar do Coxa. Começou o jogo. E com o Matheus Alexandre fazendo o papel que o Igor fazia com Natanael rodadas atrás. Não deu certo, o cara, com meia hora de jogo, já estava com meio palmo de língua pra fora e perdidinho em campo. Antes dos quarenta minutos do primeiro tempo, foi sacado pelo técnico, que pensou uma coisa, e, na prática, não funcionou. Desta vez demorou bem mais pra levarmos o primeiro gol. 18 minutos, numa jogada pela esquerda, chute meia bomba da entrada da área, Wilsão Peito-de-Tábua dá rebote e estende o tapete vermelho pro Cano fazer o gol do time carioca. Um a zero e o Coxa numa ruindade de dar dó (melhor dizendo, de dar raiva). Não dá pra dizer que o Vasco poderia ter liquidado a partida porque o time também é ruim, esse sim, de dar dó. Ah, o Coxa não levou perigo no primeiro tempo.
Segundo tempo começa, ainda estava colocando a gelada no copo e não é que o Coritiba empata. Leo Gamalho, num tapa lindo que só, lembrou como é que se marca um tento. Festa pra cá beijo pra lá, mão na...bem...mão na cabeça, quase arrancando os cabelos de desespero. Não deu nem tempo de comemorar e o placar, de novo, era do time da colina. Nenê (só se for o Benjamin Button que tá morando no Rio agora) com 40 anos nas costas, entra livre pela Avenida Biro e faz o gol. Gol, aliás, que demorou uma eternidade pra ser validado pelo VAR.
Foi um jogo de dois tempos distintos. No primeiro uma covardia enorme, que até Rafinha, no intervalo, botou a boca no trombone, dizendo que faltou jogar como líder do campeonato. Talvez não seja à luz das câmeras que isso deva ser dito, mas no vestiário, xingando até a terceira geração um do outro. Só não vale “guspe”. Já no segundo tempo o time correu, sentiu dificuldades porque muitos jogadores, ao mesmo tempo, não vêm rendendo. Pelo menos mostraram que sabem jogar como líder. Na próxima terça vai ter que começar ganhando no par ou ímpar já. A gordura acabou, ficou uma pelanquinha. Vamos às notas:
Wilson – 3,0 - Aquela história de “tem crédito” acabou. Já está no Serasa, devendo pra torcida Coxa-branca.
Natanael – 3,5 – Deixou o piá do Vasco fazer umas firulas perto dele, o chute do segundo gol vascaíno saiu da direita, lugar do polaco Coxa. Tem que ajeitar posicionamento.
Henrique – 4,0 – Faz tempo que está mostrando nervosismo. E isso tem sido passado pros companheiros de zaga. Como sempre, se aventura pelo meio, mas perde a bola e daí é um deus-nos-acuda.
Luciano Castán – 3,5 – Tem sido companheiro de nervosismo de Henrique, ontem deu sopapo até no Biro. É outro em fase ruim.
Guilherme Biro – 2,5 – Se o piá não amadurecer com essa gangorra de às vezes vai bem, muitas vai mal, pode pegar a mochilinha e fazer cursinho pra passar no vestibular.
Johny Douglas – 2,0 – Na hora que é pra mostrar serviço, colocar dúvida no treinador e mostrar que pode brigar por uma vaga na volância, o cara se esconde. Deveria talvez montar uma banda e tocar pandeiro, vocês entenderam, não façam essa cara de desentendidos.
Gustavo Bochecha – 5,0 – É o cara que tá sentado na outra ponta da gangorra com o Biro. Entrou várias vezes só pra fazer número, mas ontem deu uma boa melhorada na meiúca. Qual é o verdadeiro Bochecha? Aguardamos ansiosamente cenas do próximo capítulo.
Val – 2,5 – Ele entrou no jogo ontem? Lembrei, entrou sim, deu um chute pavoroso no gol, em cobrança de falta e foi só. Minha gata quase teve um acesso de riso, mas de nervosa. Foi quem mais caiu de rendimento no elenco.
Robinho – 3,0 – Parece que cansou. Um banco pra ele começa parecer a melhor solução para o time hoje.
Waguininho – 3,5 – Deu uma ajeitada de cabeça pro Gamalho e foi só. Entrou no segundo tempo como esperança. Mas, dessa vez, nossa esperança se foi mais cedo do que imaginávamos.
Matheus Alexandre – 1,0 – Leva nota só porque tem o nome na escalação inicial.
Rafinha – 3,5 – Entrou ciscando pra todo lado, deu maior movimentação, mas não teve efetividade. Pra quem já viu ele fazer golaços, aquele chutinho de primeira ontem foi pra juntar as coisas e sair do estádio.
Léo Gamalho – 5,0 – Fez o gol, deu esperanças à torcida, daí fizeram o favor de jogar um balde de água fria na nossa cabeça. Fazia tempo que não marcava. Espero que tenha lembrado que ele é o artilheiro da equipe.
Igor Paixão – 2,5 – Cadê o piá que mostrou um futebol convincente até rodadas atrás? Tem que parar com a mania de levar encontrão e ficar fazendo drama. Cair, só com voadora, no mínimo.
William Alves – 3,0 – O cara parece que tem futuro. Não seria de dar mais oportunidades pra ele? Entrou, deu uns tabefes e levou outros. Mas seguiu o ritmo do time nas últimas partidas, ritmo de férias, mas é muito, muito cedo mesmo.
Gustavo Morínigo – 2,0 – Tudo bem que a seleção paraguaia andou levando de 4 da Bolívia, mas o Patrón tem que entender que está no Brasil e treinando o líder da Série B. Não aceitaremos mais ver o Coritiba jogando de forma covarde e se borrando de medo dos adversários. Tá na hora dele fazer o time voltar a jogar bola.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)