
BRASILEIRÃO
Mais uma noite de tropeço do Coritiba, desta vez em casa. Embora tenha jogado na Vila Capanema, foi da mesma forma desorganizada, sem poder ofensivo, com os atacantes errando muito. Os erros contaminaram inclusive a zaga que, se não errou tanto quanto o ataque, foi prejudicada pela interpretação da arbitragem, ainda no primeiro tempo, dando dois pênaltis para a Chapecoense. Pelo menos o segundo pênalti foi bastante duvidoso.
Além da noite sem nenhuma inspiração, a forte chuva que caiu em Curitiba desde o final da tarde tornou o gramado da Vila Capanema quase impraticável. Mais um dos tantos erros da diretoria, que preferiu pagar por um aluguel mais barato, abrindo mão de jogar na baixada.
Aos 10 minutos de partida, o Coritiba parecia fazer até um jogo tranquilo, quando depois da cobrança de escanteio pela direita, batido por Gonzales, Rafael Marques sobe mais que a zaga e coloca dentro do gol da Chape, fazendo Coxa 1x0.
A partir daí o Coritiba se retrai o oferece espaço para a Chape que trabalha a bola esperam o momento para atacar de forma mais aguda. O Coxa se fecha, mas dá a posse de bola para o time de Santa Catarina. Tanto que dois minutos depois do gol Coxa, Lucas Gomes quase empata com uma bomba da entrada da área. Wilson se estica e vai buscar no canto.
Aos 24 minutos, a Chape finalmente consegue o empate no primeiro pênalti da partida. Silvinho recebe pelo meio e enfia a bola para Bruno Rangel dentro da área. Juninho tenta tirar por baixo e derruba o artilheiro da Chapecoense. Bruno Rangel cobra no canto esquerdo de Wilson. Bola de um lado, goleiro do outro.
Aos 31 minutos o Coxa ainda chega com um bom chute de João Paulo, na cobrança de falta, mandando uma bomba, mas Danilo salva, chegando na bola a tempo para evitar o segundo do Coritiba. Adiante, novamente Silvinho quase amplia, em mais uma bela defesa de Wilson.
Num erro da arbitragem, aos 37 minutos, numa confusão dentro da área, Bruno Rangel faz o segundo da Chape. A arbitragem dá mão de Rafael Marques, mas que na verdade sofre falta do atacante da Chapecoense. Rangel bate o segundo pênalti do jogo, desta vez trocando o canto e vira o jogo para os catarinenses.
Antes do fim da primeira etapa, Wilson faz duas defesas milagrosas, salvando o Coritiba do terceiro gol. O time volta pro vestiário abatido, já bastante vaiado pelo pequeno público que debaixo de chuva mais uma vez preferiu acreditar que desta vez o time responderia em campo.
O Coxa volta pro segundo tempo com duas alterações. Evandro no lugar de Negueba, e Vinicius no lugar de Thiago Lopes.
Mesmo assim, o Coxa vai pra base do abafa, sem obedecer mais o que podia restar de algum esquema tático, apostando em cruzamentos e na sorte. O time se perde e a ansiedade e os nervos atrapalham as poucas finalizações que consegue.
Só aos 21 minutos, o Coritiba consegue uma jogada melhor com Ortega que acaba desencantando, marcado o primeiro dele no Coritiba. Depois de uma boa jogada de Dodô pela direita, colocando o paraguaio dividindo com o goleiro. Ortega levou a melhor e empata a partida, fazendo 2x2.
O gol ainda mexe com a pequena torcida que antes vaiava, e prefere apoiar. Mas a água fria viria em seguida. Aos 36 minutos, novamente com Bruno Rangel. Quando a gente acha que tudo está ruim, nada ajuda e as coisas ficam ainda piores. Vinicius escorrega e entrega um presentão para Lucas Gomes que acha Rangel entrando na frente de Dodô. Desta vez de cabeça, o artilheiro da Chape faz 3 x 2.
Pior ainda foi tomar de goleada para não deixar dúvida que não só o treinador, mas o time, e dirigentes, devem entregar as chaves e apagar a luz.
Lucas Gomes, faz mais um já quase nos acréscimos. 4x2. E Juninho nos descontos diminui para o Coritiba, fazendo 4x3.
O Coritiba despenca na classificação, agora batendo na porta da ZR, espaço da tabela bastante conhecido há anos por todos nós. Os problemas se avolumam tanto no Coritiba que neste momento não será apenas a saída de Kleina que vai resolver as feridas que se escancaram com mais esta tragédia promovida por dirigentes, atletas e comissão técnica.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)