
Coritiba 1 x1 Grêmio
O Coritiba volta a decepcionar e praticamente se despede da série A, com o empate em um a um com o Grêmio, jogando em casa, apresentando um futebol muito distante do que poderia se esperar de um time que deveria lutar desesperadamente pela manutenção na série A.
Desde o início da partida, o Coxa foi um time apagado, acovardado, que só se defendeu. O Coritiba não jogou na primeira etapa. Assistiu o Grêmio trocar a bola do meio pra frente. Mesmo depois do gol gaúcho, aos 19 minutos, com Paulo Miranda de cabeça, o Coxa só esteve próximo do gol de Paulo Vitor no começo da partida, aos 7 minutos com um chute perigoso de Neilton e foi só.
A troca de Sarrafiore por Cerutti, ainda na primeira etapa, depois dos 30 minutos, o Coritiba melhora um pouco, conseguindo mais posse de bola, mas não foi suficiente para chegar ao gol gaúcho.
Precisando da vitória, o Coritiba fez muito pouco para sequer empatar a partida. Um a zero foi um resultado justo pelo que fizeram Coritiba e Grêmio no primeiro tempo.
Rafinha desceu aquecido para o vestiário. Era tudo ou nada. Porque se o empate não servia, a derrota praticamente encerraria qualquer pretensão alviverde.
Morínigo precisava colocar o Coritiba à frente, mas com poucas opções para isso. A necessidade era tirar o time de trás e colocar pra jogar na defesa do Grêmio. Sem mágica e com o que tinha no banco, Rafinha volta pra segunda etapa no lugar de um dos volantes escalados para conter o Grêmio. Então, Morínigo também arrisca com Ricardo Oliveira, gastando seus últimos trunfos, para as saídas de Hugo Moura e Fogaça, que pouco fizeram durante o primeiro tempo.
Com Rafinha de um lado e Neílton do outro, as possibilidades de ataque deveriam aumentar, mas não foi o que se viu.
O Coritiba melhora mas não chega. Pelo contrário, quem chega primeiro é o Grêmio carimbando a trave de Wilson com pouco mais de 20 minutos de segundo tempo.
O jogo começa a mudar aos 22, com dois personagens: Rafinha e Wilson. Primeiro com Rafinha que numa bela jogada, se trançando entre a zaga do Grêmio, é puxado dentro da área. A arbitragem marca pênalti. Wilson bate com força, alto no gol de Paulo Vitor. O empate que poderia sugerir um Coxa pra cima do Grêmio, não aconteceu.
Ainda aos 41, Wilson, aniversariante do dia, defende um pênalti infantil cometido por Cerutti.
Nova motivação que deveria colocar o time pra cima do Grêmio, mas novamente o time parecia não ter força pra isso.
O time volta a desperdiçar mais uma oportunidade dentro de casa, se afundando cada vez mais na possiblidade de queda para a série B.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)