
Julgamento do Botafogo
Por: Jorge Junior
É de conhecimento geral a frase “Todos são iguais perante a lei”, o que nem todos sabem é que George Orwell, no livro A revolução dos bichos, fez uma pequena alteração; que, aliás, deveria ser a regra. Diz ele, “Todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais que outros.”
A introdução acima deve se confirmar no julgamento do Botafogo, na próxima segunda-feira (22), que pode ser incluído no artigo 243-g do Código de Justiça Desportiva por causa de ofensas partindo de torcedores contra a árbitra Katiúscia Mendonça, na vitória da equipe contra o Brusque no Engenhão em 20 de outubro. Por conta deste mesmo artigo, o Grêmio foi excluído da Copa do Brasil em 2014, quando torcedores do time gaúcho chamaram o goleiro Aranha em partida contra o Santos
Vale lembrar que o mesmo Brusque também foi penalizado, mas em virtude de atitudes racistas de um dirigente do clube. No julgamento o time catarinense foi penalizado com a perda de três pontos.* Ambos os comportamentos são completamente reprováveis e devem ser coibidos e extirpados da cultura do futebol. Agora, isso fica difícil quando “alguns são mais iguais que outros”. O Coritiba que o diga, depois de amargar longos anos na Série B por causa de uma “canetada” da CBF.
* Acontece nesta quinta-feira, às 11h, no STJD, o julgamento do recurso do Brusque à decisão que determinou perda de três pontos em consequência do episódio de injúria racial cometida por um dirigente do clube ao jogador Celsinho, do Londrina.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)