
AVALIAÇÃO
Num jogo de dois tempos distintos, empurrado por 3 mil torcedores, o Coritiba reverteu um placar que lhe era desfavorável e virou o jogo contra o Avaí, vencendo por 2x1, com gols de Cristian e William. Com o resultado, o Verdão terminou o primeiro turno na liderança do Brasileirão, com 35 pontos. Na próxima rodada, o Cori encara o Remo, penúltimo colocado na tabela
A vitória conquistada em Florianópolis teve uma marca toda especial: a força da torcida Coxa-Branca que cantou sem parar durante todo o segundo tempo, levando o time à vitória e à liderança da Série B.
Mesmo com praticamente três torcedores avaianos para cada torcedor do Alviverde, a força da torcida foi fundamental. Fazendo um barulho ensurdecedor durante todo o segundo tempo, os 3 mil coritibanos literalmente calaram 8 mil torcedores do alviceleste catarinense.
No primeiro tempo, no 3-5-2, o Verdão fez uma partida com poucos lances de perigo. Nas duas principais oportunidades, em lances de cruzamento em escanteios, a pontaria não foi certeira.
O time da casa abriu o placar numa cobrança de pênalti, indevidamente assinalado por Leandro Pedro Vuaden (RS), que teve uma péssima arbitragem. O início da jogada foi uma inversão de marcação: o arremesso lateral era coritibano (como assinalado pelo auxiliar), mas o apitador inverteu, assinalando para o Avaí.
No primeiro tempo, duas expulsões, uma para cada lado. O adversário já tinha um jogador expulso quando o Cori perdeu Guilherme, meia, num lance discutível, em que ele acabou recebendo o segundo amarelo e deixando o jogo mais cedo.
Na etapa inicial, o Cori apresentou um futebol confuso e sem velocidade, com Índio iniciando as jogadas, Ricardinho atuando por diversas vezes como meia-esquerda. Outra variação foi a subida de Egídio pela esquerda, quase como meia, fora de sua posição original. Batatinha pouco conseguiu fazer perante a alta zaga do Avaí. Luís Paulo teve um fraco rendimento nos cruzamentos e Jefferson, isolado no ataque, saiu muito da grande área.
O melhor jogador Coxa-Branca na etapa inicial foi Henrique, muito bem na partida.
Para o segundo tempo, Bona manteve o mesmo time, apesar do placar adverso. Numa entregada de bola da defesa alviverde, o Avaí quase fez o segundo, com Artur tocando na bola, que acertou a trave e saiu.
Empurrado pela torcida, que teve um comportamento fundamental para o time, o Coxa foi ao ataque, empurrado por 3 mil vozes em uníssono, gritando sem parar Coooxxaaaaaaaaaaaa!!!. Calando a torcida local, o apoio do torcedor Coxa-Branca foi decisivo.
Jefferson marcou gol de empate, mas o árbitro errou, anulando o lance, que era legal. Mas nem isso desanimou a torcida alviverde, que continou a cantar alto.
Bona arrumou o time, ao tirar Índio, que saiu mancando, para a entrada de Eanes. Com mais opções, o ataque Coxa apareceu mais na partida, sufocando o time catarinense em seu campo de defesa. Egídio foi para sua posição de origem, melhorando muito de desempenho, chegando a ser um dos melhores em campo.
Os alas começaram a aparecer no jogo, com Luís Paulo e Ricardinho levando muito trabalho aos defensores do adversário. Ricardinho foi o principal nome ofensivo do Cori no tempo final.
Numa cobrança magistral de falta, Cristian (foto) empatou a partida, para delírio da massa Coxa.
Com o empate, o Verdão foi para cima do time azul, perdendo uma grande chance de marcar, num belo chute de primeira de Ricardinho, dentro da área, para uma incrível defesa de Adinan.
Neste momento da partida, o Coritiba dominava o jogo, incentivado pela sua torcida, que não parou de cantar durante todo o tempo final.
Bona sacou Jefferson para a entrada de William, que acabaria sendo o autor do gol da vitória, depois de sofrer um pênalti. Ricardinho fez linda jogada pela esquerda, passou por dois marcadores e cruzou para William, que chegou na bola antes do goleiro, sendo derrubado por ele. Na cobrança o próprio William bateu e fez: Coxa 2x1, para explosão de alegria da torcida do Alviverde, que lotou todo o espaço a ela destinado.
O treinador Coxa trocou Cristian por Peruíbe, compactando mais o sistema defensivo.
Nos minutos finais, Ricardinho e Egídio apareceram muito bem na partida, tendo um desempenho muito bom, protegendo e mantendo a posse da bola e preocupando a defesa adversária em arrancadas pela esquerda.
Após o apito final, a festa Coxa-Branca continuou nas arquibancadas do Estádio da Ressacada, que se transformou num Couto Pereira, tamanho o apoio da torcida Coxa.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)