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Na noite de ontem, o Coritiba desperdiçou uma grande oportunidade de se aproximar ainda mais do primeiro time fora da zona do rebaixamento ao deixar o Fluminense empatar a partida já nos acréscimos, mas de certa forma o empate em casa reascendeu as esperanças de muitos torcedores Coxas-Brancas.
E tudo isso se deve pela excelente atuação de cinco “Piás do Couto”, que começaram a partida como titular e vem assumindo a bronca de tentar manter o Coritiba na primeira divisão. A grande partida de Natanael, Henrique Vermudt, Guilherme Biro, Matheus Bueno e Luiz Henrique, provou que se os técnicos que passaram pelo time alviverde nessa temporada tivessem dado mais oportunidades para os piás, a história no campeonato brasileiro poderia ser bem diferente.
O maior exemplo disso está na lateral-direita. Após a saída de Yan Couto, Patrick Vieira, Jonathan e Mailton tiveram a chance de se firmar como titulares, mas não convenceram. Teve ainda Lucas Ramon, que foi embora antes do início do Brasileiro. Natanael chegou a ganhar oportunidades, mas a desculpa dos treinadores era de que ele com ele em campo, o time ficava muito frágil na marcação, como se não fossem os treinadores os responsáveis por armar esquemas que possibilitassem ao jogador a tranquilidade para desenvolver o seu futebol. Se a característica de Natanael é ofensiva, como bem executada no segundo gol contra o Fluminense, porque não armar uma cobertura por ali?
E por ir “na onda” de treinadores, que o Coritiba acabou contratando quatro laterais direitos em 2020, e quem está dando conta do recado é o menino formado em casa.
Com a confirmação do contágio da COVID-19 do zagueiro Sabino, e sem o experiente Rhodolfo à disposição, sobrou para Henrique Vermudt a oportunidade de vestir a camisa de titular. Com tranquilidade na saída de bola e seguro ao lado de Nathan Ribeiro, Vermudt fez uma partida praticamente impecável, pecando apenas pelo posicionamento no segundo gol do Fluminense, quando deixou o experiente Fred subir sozinho para cabecear. Apenas falta de experiência e malandragem, coisas que ele pegará com rodagem.
Na esquerda novamente Guilherme Biro deu conta do recado. Já é o terceiro jogo seguido que ele assume a titularidade e não decepciona. Para quem viu William Matheus se arrastar em campo já no final de seu contrato e ver Jonathan e Mattheus Oliveira sendo improvisados por ali, o fato do Coritiba estar revelando um bom jogador para a posição já traz uma enorme satisfação para o torcedor.
A meia-cancha foi o grande destaque do time contra o Fluminense. Além das boas partidas de Hugo Moura e Nathan Silva, os “Piás do Couto” Matheus Bueno e Luiz Henrique fizeram uma excelente apresentação. Bueno, jogando mais recuado, iniciava com muita qualidade a saída de bola do time, parecendo ser um veterano. A sua calma para iniciar as jogadas resultou no início da transição ofensiva que acabou no belo gol de Natanael. Após a sua saída no intervalo, o Coritiba perdeu muita qualidade na saída de bola e não conseguiu mais encaixar contra-ataques.
Se o time iniciou muito bem o jogo, isso deve-se ao gol de Luiz Henrique logo aos 2 minutos. Matou bem a bola passada por Hugo Moura e já colocou ela sem sentido vertical. Ergueu a cabeça e disparou uma bomba para abro placar. Um verdadeiro golaço.
A excelente partida dos “Piás do Couto” trouxe o fato novo que faltava ao torcedor Alviverde para ainda acreditar que é possível se manter na primeira divisão. Se o time manter essa pegada e qualidade, as chances existem sim, por mais difícil que sejam.
Mas além da chama da esperança acessa, trouxe a certeza de que o Coritiba pode sim ter uma base formada por jovens feitos em casa para a sequência da temporada, deixando de montar o seu time com forasteiros de aluguel.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)