
NÚMEROS
O Coritiba é conhecido historicamente pela formação de defesas sólidas, e essa é também a tônica do time de Dorival Júnior, que em 26 partidas pelo Brasileirão tem uma média de 1,04 gols levados por partida. Essa média de gols levados é a menor entre todos os técnicos efetivos que comandaram o clube nos últimos 10 anos.
Justamente por esse ser um ponto tão forte da equipe é que chama a atenção uma aparente piora no desempenho defensivo do time, que sofreu 7 gols nas últimas 5 partidas. É fato que as equipes enfrentadas não são as mesmas e nem nas mesmas condições. Pesam também as constantes mudanças na defesa, seja por contusão, suspensões ou negociação de jogadores, bastando lembrar que a zaga titular no início da temporada era formada por Henrique e Jéci, ambos fora do Cori atualmente. Mas o gráfico a seguir busca evidenciar o comportamento recente da defesa Coxa-Branca.
Em cinza, com o marcador, está o número de gols sofridos em cada rodada do Brasileiro, e em azul a média histórica do Coritiba em Brasileiros da Série A. É extremamente natural essa variação rodada após rodada, dado que alguns jogos são em casa, outros são fora, alguns contra adversários mais frágeis, outros contra ataques poderosos.
Para minimizar essa variação, pode-se usar a tendência dada pela média dos últimos 5 jogos, representada pela reta verde do gráfico. Nesse caso observa-se que o time sempre esteve em torno da média até a rodada 17, quando houve uma melhora interessante no aproveitamento defensivo que perdurou até a 21ª rodada. Esse período de destaque da defesa corresponde a um período em que o Coritiba enfrentava Ipatinga, Náutico, Grêmio, Santos, Vasco, Sport, Palmeiras e Figueirense. Na zaga, o principal trio foi formado por Nenê, Maurício e Mancha, mas também foi relevante a participação de Felipe, ora na vaga de Nenê, ora na vaga de Rodrigo Mancha.
Após a 21ª rodada houve uma relativa piora na tendência do desempenho defensivo. Esse desempenho é calculado tomando como base jogos contra Vasco, Sport, Palmeiras, Figueirense, São Paulo, Cruzeiro, Botafogo, Vitória e Fluminense, ocasiões em que a escalação da defesa contou com Bernardi, Maurício e Mancha em cinco jogos e Nenê, Maurício e Mancha em outros três.
Com a finalidade de serem mantidos iguais ao menos os adversários enfrentados, poderia se comparar as sete primeiras rodadas do turno com as sete primeiras rodadas do returno. No início do campeonato a defesa foi bastante alterada, inclusive em sua formação, ora com 2, ora com 3 zagueiros. Ainda assim a média de gols sofridos foi de apenas 1,00 por partida. No segundo turno, a zaga foi formada principalmente por Bernardi, Maurício e Mancha, e a média de gols sofridos foi de 1,14 gols/jogo, uma elevação de 10%, mas que sozinha não representa nada.
Confira quais foram as formações de defesa utilizadas nesse Brasileiro*:
| Formação da zaga | N. de Jogos | Média de Gols Contra |
| Nenê, Maurício e Jéci | 3 | 0,66 |
| Bernardi, Maurício e Nenê | 1 | 2,00 |
| Bernardi, Felipe e Mancha | 2 | 1,50 |
| Felipe, Maurício e Mancha | 4 | 1,25 |
| Nenê, Maurício e Felipe | 2 | 1,00 |
| Nenê, Maurício e Mancha | 4 | 0,50 |
| Bernardi, Maurício e Mancha | 5 | 1,20 |
| Bernardi, Evaldo e Mancha | 1 | 1,00 |
| Nenê e Maurício | 4 | 1,00 |
Confira quais foram os zagueiros utilizados nesse Brasileiro*:
| Atleta | Jogos | Média de Gols Contra |
| Nenê | 13 | 0,77 |
| Maurício | 23 | 1,00 |
| Jéci | 3 | 0,67 |
| Bernardi | 9 | 1,33 |
| Felipe | 9 | 1,29 |
| Mancha | 16 | 1,07 |
| Evaldo | 1 | 1,00 |
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)