
HÁ UM ANO...
Em 2004, o Coritiba recebeu o Paraná Clube no Couto Pereira no dia 26 de junho. Ambas as equipes cumpriam campanhas irregulares na competição, e vinham para o clássico em busca da recuperação.
O Coritiba, depois de ficar sete rodadas sem vencer, vinha de dois resultados satisfatórios (vitória sobre o São Caetano e empate fora de casa contra o Grêmio), e buscava arrancar de vez na competição, em que ocupava a 19ª colocação, com 11 pontos. Já o Paraná vinha de cinco jogos sem vitória, e o técnico Paulo Campos já balançava no comando técnico do Tricolor das Vilas. O clube ocupava a 16ª posição, com 12 pontos, um a frente do Coritiba.
A semana que antecedeu o clássico apresentou diferenças gritantes no comportamento dos dois clubes. Enquanto, no Coritiba, o técnico Antônio Lopes definiu logo a equipe que jogaria o clássico, com a manutenção de Ricardinho no meio de campo, para ajudar Adriano pelas jogadas da esquerda.
No Paraná, o treinador Paulo Campos fez mistério, realizando treinos secretos e proibindo os jogadores de concederem entrevistas à imprensa.
O público do clássico foi relativamente pequeno, o que se justifica face à irregularidade de ambas as equipes na competição à época: apenas 10.162 torcedores pagaram ingresso, havendo um total de 11.462 pessoas no Monumental.
O Coritiba foi para campo utilizando-se do esquema preferido de Lopes, o 4x4x2, com a seguinte formação: Fernando; Rafinha, Miranda, Nascimento e Adriano; Ataliba, Brum, Capixaba e Ricardinho; Luis Mário e Tuta. O Paraná surpreendeu e, enquanto todos esperavam um 3-5-2, também veio armado no 4x4x2, com Flávio; Cláudio, Baresi, Carlinhos e Edinho; Axel, Beto, Alexandre e Gilmar; Adriano e Galvão.
O jogo começou muito truncado, com forte marcação de ambos os lados. O Coxa procurava mais o gol, mas a defesa paranista estava bem postado em campo.
O jogo seguia sem maiores complicações até que o árbitro Heber Roberto Lopes resolveu dar uma de estrelinha e aparecer: após Gilmar, do Paraná, cometer falta violenta em Capixaba, no meio-de-campo, o jogador coxa protestou pela aplicação do cartão amarelo ao jogador paranista, o que resultaria em expulsão, já que Gilmar já havia sido punido com o amarelo anteriormente. Heber inexplicavelmente expulsou Capixaba, e compensou, botando também Gilmar na rua.
No intervalo, Lopes mexeu na equipe, sacando Ricardinho e colocando Rodrigo Batata em seu lugar, buscando dar mais velocidade à meia cancha alviverde. A modificação surtiu resultado e o Coxa passou a ser mais efetivo.
Aos 10 minutos, o zagueiro Carlinhos fez pênalti em Tuta. O próprio artilheiro bateu e converteu, batendo forte no canto direito do goleiro paranista (que errou ao tentar adivinhar o canto, saltando no lado oposto) e deixando pra trás um jejum de 5 jogos sem marcar.
A alegria da torcida Coxa-Branca, no entanto, durou pouco, já que aos 19 minutos, após pegar o rebote de uma falta cobrada nas proximidades da área Coxa, Axel acertou um tirambaço na gaveta do goleiro Fernando, que nada pôde fazer: 1x1.
O Verdão foi pra cima, em busca da vitória, mas pecou nas finalizações, e o resultado acabou sendo mesmo o empate, ruim para ambas as equipes. O técnico Paulo Campos, inclusive, foi demitido após esse resultado.
Mas o tabu de desde 1996 não perder para o Paraná dentro do Alto da Glória foi mantido. E a equipe Coxan@utas espera que este tabu continue mantido após o jogo de amanhã.
Ficha técnica
Coritiba 1x1 Paraná Clube
Data: 26/06/2004
Local: Estádio Couto Pereira
Renda: R$ 110.800,00
Público: 10.162 pagantes (público total: 11.462)
Coritiba:
Fernando; Rafinha, Miranda, Nascimento e Adriano; Ataliba (Fávaro), Brum, Capixaba e Ricardinho (Rodrigo Batatinha); Luis Mário e Tuta. Técnico: Antônio Lopes
Paraná
Flávio; Cláudio, Baresi, Carlinhos e Edinho; Axel, Beto, Alexandre (Wellington Paulista) e Gilmar; Adriano (Chokito) e Galvão (Wesley). Técnico: Paulo Campos
Gols: Tuta (COR), aos 12 minutos do segundo tempo; Axel (PAR), aos 19 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Héber Roberto Lopes (FIFA/PR)
Assistentes: Rogério Carlos Rolim (PR) e Altemar Roberto Domingues (PR)
Cartões amarelos: Capixaba, Luis Mário e Nascimento (COR); Alexandre, Edinho, Flávio e Wesley (PAR).
Cartões vermelhos: Capixaba (COR) e Gilmar (PAR).
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)