
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Guto Ferreira iniciou a coletiva explicando sobre a dinâmica do jogo de hoje, e o que pode ter levado à esta derrota. Disse ele: “Começamos com uma postura de 4-5-1, e esta postura inicialmente gerou alguns contra-ataques interessantes para nós, mas deu muito campo para o América, e aí rodou 10 a 15 minutos desta dinâmica de jogo e conseguimos ajustar dentro do campo passando a jogar no 4 – 2 - 3 -1, trazendo o Fabrício para dentro e deixando o Manga do lado esquerdo que vinha bem, e trazendo o Egídio para o lado direito. O time do América é um time que marca muito forte no individual, pressiona muito e a gente tinha que jogar tirando a bola do passe reto e curto, fazendo o passe ultrapassar o primeiro marcador para a gente poder ter a situação de vencimento das linhas de marcação e criar situações. Nós tivemos algumas situações muito boas, tivemos próximos de marcar antes deles e aí o gol deles numa bola de rebote de escanteio, nós bobeamos e acabamos tomando o gol, eles ajustaram a marcação atrás, nós ganhamos corpo, fomos para cima, começamos a criar situações mas eles estavam se defendendo bem, muitas situações de bate e rebate dentro da área, situação de travada de bola, algumas defesas não tão difíceis do Cavichiolli e eles no contra-ataque, que tem um time muito rápido, muito dinâmico, com Benitez, Matheuzinho, Pedrinho e Everaldo, os quatro com uma dinâmica muito intensa e ainda somando o Marlon, e todas as vezes que a gente tomava a roubada de bola era contra ataque e a gente tinha que recuperar bem e até acho que recuperamos bem. Termina o primeiro tempo com a gente melhor dentro do campo deles, eles mais defendendo, mas eles tinham o placar de 1 x 0. Eu faço as mudanças, nós entramos muito bem no segundo tempo, conseguimos empurrá-los em determinado momento, conseguimos chutar uma bola na trave, mas eles logo no início do segundo já tinham chutado uma bola na trave também, então se vê a paridade e aí depois das trocas deles que foram após os 30 minutos, eles ganharam de novo um ritmo mais intenso e conseguiram num contra-ataque uma situação de gol e fizeram o segundo gol o que trouxe um banho de água fria para nós. Acho que a equipe não deixou de lutar, não deixou de buscar, teve várias chances criadas, teve um volume bom de ataque, acho que temos que ajustar o equilíbrio entre a defesa e o ataque e conseguirmos ser assertivos na bola decisiva, ou seja, fazer o gol e à medida que a gente consiga fazer o gol, vamos ter um controle melhor do jogo também. Acho que no todo foi um jogo bastante disputado onde eles tiveram a felicidade de fazer os gols e nós infelizmente não fizemos nas oportunidades que tivemos.”
Guto foi questionado a respeito do Egídio, que anteriormente pediu para jogar na posição de meia, não quer mais jogar de lateral, o que estaria faltando para ele jogar o que se espera dele naquela posição, sem contar que hoje como no jogo passado, foi substituído novamente após o primeiro tempo. O técnico Coxa respondeu: “Ele passa por adaptação de situação, acho que hoje ele foi muito melhor do que o jogo passado, e até o jogo do Fluminense, ele vem crescendo jogo a jogo, mas tem hora que você precisa ter um especialista, nós temos vários jogadores que estão saindo do DM e ganhando ritmo no meio das partidas, são jogadores que ficaram 20, 30 ou 40 dias no DM e isso tira o ritmo, tira a embocadura do jogador e ele precisa ganhar novamente jogando, não tem outra maneira, o treinamento ajusta mas não é o todo, o jogo é diferente, o jogo vai lá em cima, o treinamento por mais intenso que seja, você chega num nível 7, o jogo é nível 10, então sempre tem essa diferença e temos que ajustar jogando, por isso vamos colocando, ajustando A, ajustando B. Acho que mesmo tendo perdido não fomos tão mal assim, fizemos um jogo com volume de jogo maior do que tivemos contra o Avaí, a diferença é que com o Avaí nós não tomamos gol e fizemos um e hoje infelizmente nós não fizemos e tomamos dois, mas o volume de jogo, a maneira que tivemos durante a partida, acho que tivemos um volume de jogo maior e à medida que a gente consiga estar mais equilibrado nessas situações de defesa e ataque, com certeza as vitórias vão estar surgindo. Mais do que nunca, nesse momento, nós precisamos do nosso torcedor e não é dando dura que vai conseguir ter o melhor nosso, o melhor nosso é a gente junto porque eles fazem a diferença e os jogadores sentem essa vibração e conseguem fazer a diferença dentro de casa, é guerra até o fim. Esse jogo infelizmente nós não vencemos, mas também ele não decide nada, pode nos jogar na zona de rebaixamento, mas também pode não acontecer nada, pode nos manter na posição de 16º colocado, tudo depende da rodada de amanhã, nesse momento é o momento de acreditar, de se unir e trabalhar muito, é o que a gente vem fazendo, trabalhando, tentando melhorar jogo após jogo, os resultados daqui a pouco começam a melhorar, é um processo e daqui a pouco nós vamos conseguir atingir o que a gente quer.”
O técnico Coxa-Branca falou também sobre a péssima campanha do time fora de casa, que continua já considerando o histórico anterior à sua chegada: “É uma questão que passa muito também por quem você está enfrentando. Pegamos o Fluminense, um time que joga muito, e nossa equipe estava bem desmantelada em relação a quem tinha condições de estar dentro de campo, ainda num processo de conhecimento do grupo, e hoje acho que a equipe teve coragem de jogar, a equipe não se omitiu de buscar o resultado, não sei como era a postura antes, mas acho que o primeiro passo para você conseguir é não se acovardar, é ter coragem de ir para o jogo e ir ajustando jogo após jogo, nós temos ainda vários jogos fora de casa e vamos ter que somar pontos e fazer resultado, o campeonato é muito difícil, muito equilibrado e uma hora nós vamos conseguir, na verdade temos que conseguir o mais rápido possível, não ficar esperando, temos que conseguir o quanto antes. Mais do que nunca é não fazer terra arrasada, é procurar valorizar o que nós conseguimos evoluir e trabalhar mais para buscar os resultados, não tem por onde fugir, não é num estalar de dedos que vamos conseguir resolver todos os problemas do Coritiba, até porque o Coritiba vem buscando, vem tentando, vem trabalhando muito, conseguiu quebrar uma sequência de quatro derrotas, hoje voltou a perder, agora não podemos voltar para outra sequência, nós temos que ganhar de novo e mais do que nunca agora é hora de estarmos unidos, temos que chegar na última rodada com a pontuação de manutenção dentro da série A.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)