
COLETIVA
Vendo seu nome envolvido em especulações que davam conta de sua saída para o exterior, o atacante Ariel (foto) mostrou certa surpresa quando perguntado sobre o assunto após o treino da última terça-feira, 30.
O jogador disse que desconhece as origens das especulações, declarando que seu foco é apenas no Coritiba e no Brasileirão. "Sinceramente não sei o que aconteceu, que falaram. Sempre há rumores, sondagens, mas aqui estou bem, Curitiba é minha casa, e agora quero vencer com o Coritiba. Mas estou pensando em reverter o resultado contra o São Paulo, já que fomos mal contra o Internacional, foi um jogo muito difícil", declarou, mostrando-se bastante chateado pelo mau momento do time.
Ariel acredita ainda que se realmente se concretizar uma negociação, os dirigentes falarão com ele, mas diz que no momento o objetivo é mesmo fazer um bom jogo contra o São Paulo. "Se depois tiver que acontecer algo fora do Coritiba, a diretoria virá falar comigo, mas sinceramente estou esperando no jogo contra o São Paulo, que tenho que fazer gol e ajudar o time", comentou.
O atacante comentou também uma situação curiosa pela qual passou recentemente: chamado ao STJD apenas para depor, no lance em que foi agredido pelo zagueiro Aírton, do Flamengo, Ariel acabou sendo denunciado "na hora" pela Procuradoria, que voltou atrás de uma decisão anterior de não submetê-lo a julgamento.
Apesar desse fato inusitado, ele não se intimidou na ocasião. "Foi uma coisa de louco, né? Respondi o que tinha para responder, me defendi. Na hora fiquei tranquilo, afinal tenho a consciência muito tranquila. A consciência suja teve o outro jogador, que foi mal. Sinceramente falei objetivamente, breve, falei o que realmente acontece", destacou.
Ciente de suas limitações, Ariel quer aproveitar sua juventude e os ensinamentos do treinador e dos companheiros para crescer, dizendo-se feliz por ter a confiança de Renè. "É verdade, o Renè tem me dado oportunidade, sou muito agradecido a ele. Sei que tenho a melhorar muito, e sei que tenho que melhorar olhando o Marcelinho, tanto ele quanto todo o time, porque é muito importante para mim", afirmou.
Muitas vezes perseguido por árbitros e adversários, Ariel sofre em campo, mas diz que não se considera discriminado. O jogador, aliás, prefere nem falar da arbitragem, mas sobre os adversários ele acredita que a perseguição se deve ao seu estilo de jogo. "Sempre tem diferenças, até porque minha forma de jogo é 'bruta' (risos), e sempre estou a 'brigar', mas não passa do futebol. São coisas da partida, normal, de competição", conclui o atacante.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)