
AVALIAÇÃO
O formato tático que o treinador coritibano tem levado aos jogos demonstra-se algumas vezes confuso, variando muito de jogo para jogo. Na tentativa de ajustar-se ao desempenho do adversário, Cuca (foto) altera o tipo de jogo do Cori.
Estas variações à busca da tática ideal não têm permitido que o time Coxa-Branca tenha uma dinâmica de jogo necessária para apresentar a regularidade esperada em pelo menos duas partidas consecutivas.
Sem dúvida, as duas expulsões que o Coritiba teve no clássico frente ao Paraná Clube, tidas por muitos integrantes da mídia esportiva local como sendo equivocadas, foram muito danosas ao Coxa. Assim como o fato de novamente o Cori ter sofrido um gol com menos de 10 minutos de jogo. Mas além disto, existem outros erros que precisam ser corrigidos e isto cabe ao Departamento de Futebol profissional do Verdão resolver.
O Coritiba, de Cuca, tem pecado em alguns pontos que são cruciais: expulsões às vezes desnecessárias, às vezes injustas; a falta de tarimba para cadenciar o jogo e garantir o resultado, demonstrando-se um time muito imaturo dentro do gramado; a disposição espacial em campo, que em muitas vezes faz os jogadores do Verdão perderem as divididas, por chegarem atrasados no lance, como ocorreu no segundo gol do Paraná Clube, onde o primeiro rebote defensivo coritibano não funcionou e o jogador adversário chutou de fora da área, livre de marcação.
Além disto, o técnico Coxa-Branca tem errado na seleção dos jogadores que vão para o banco, em algumas das partidas, bem como na intensa troca de atletas, seja no time titular, seja no banco de reservas.
A decisão de Cuca, à Lá Lopes, que leva para cada jogo um novo time, parece ser um fator que tem diminuído o rendimento do Alviverde neste Brasileirão. Se em determinado jogo, o atleta joga bem e vira titular, algumas rodadas depois ele acaba sumindo.
À distância, o rendimento do futebol do Coritiba neste Campeonato Brasileiro varia a cada jogo. Apesar dos jogadores em sua maior parte apresentarem determinação, alguns deles têm um desempenho tático e técnico insuficiente, tanto individual como coletivamente.
E se não bastasse tudo isto, alguns jogadores do Alviverde não tem tido o desempenho dentro de campo (e alguns fora) muito aquém do desejável para um jogador do Coritiba Foot Ball Club.
A opção de Cuca pelo 3x5x2, seja com Ricardinho, seja com Rubens Jr. parece fadada ao insucesso. Vez porque Ricardinho não tem o fundamento do cruzamento para ser ala; vez porque Rubens Jr. não tem a vontade para ser um atleta profissional, aparentemente mais preocupado com seus afazeres extra-campo.
Um elenco inchado dá mostras que algo além das dispensas de Negreiros, Pepo, Nunes, entre outros, precisa ser feito para mobilizar o time. Atitudes como a do goleiro Vizzotto, que não queria concentrar dentro dos critérios estabelecidos pelo Clube, precisam ser analisadas friamente. Não é mais hora para desobediência. É hora de rever o planejamento.
O clássico AtleTiba está chegando e o Coritiba tem que ganhá-lo, para presentear a sua torcida.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)