
ADVERSÁRIO
O jogo mais difícil do Cruzeiro até agora no Brasileiro
Diogo Finelli, de Belo Horizonte
Especial para o Coxanautas
Campeão da Série B de 2007, atual campeão paranaense. Isso é mais do que o bastante para que os cruzeirenses façam questão de pregar respeito ao próximo adversário da Raposa no Campeonato Brasileiro: o Coritiba. Mais do que isso, a equipe do Alto da Glória ainda é dirigida por Dorival Júnior, treinador responsável por ‘arrumar a casa’ celeste no ano passado, após a fatídica passagem de Paulo Autuori pela Toca da Raposa.
Foi justamente com Dorival Júnior que o Cruzeiro, que teve os três primeiros meses de 2007 jogados no lixo (o time foi eliminado da Copa do Brasil para o Brasiliense/DF, além de ter perdido o título do Mineiro para o rival Atlético), que a equipe celeste se reencontrou, ganhou confiança e conseguiu uma vaga na Copa Libertadores da América deste ano. A Raposa chegou a incomodar o São Paulo, líder absoluto do último Nacional, porém, com alguns vacilos (18 pontos perdidos em derrotas no turno e returno para Paraná, Juventude – ambos rebaixados à Série B – e Figueirense), não teve fôlego para tirar o troféu do tricolor paulista.
Isso tudo é passado. O Cruzeiro agora é um outro time, com um outro treinador, Adílson Batista, que, apesar de receber algumas críticas de parte da imprensa mineira e da torcida cruzeirense, já mostrou sua capacidade (levou o time às oitavas-de-final da Libertadores, sendo eliminado pelo Boca Juniors; e faturou o título do Mineiro de forma incontestável com duas vitórias sobre o Galo (5 a 0, e 1 a 0). Porém, na Toca, a ordem é respeito ao Coritiba.
O Alviverde paranaense é tido como o adversário mais complicado que o Cruzeiro vai enfrentar neste Campeonato Brasileiro. Os outros foram Vitória (fora de casa), Botafogo e Santos (em casa). Três vitórias, 100% de aproveitamento, sete gols marcados e nenhum gol sofrido. O Coxa, por sua vez, vem embalado pela volta à elite nacional, pelo título estadual sobre o rival, A. Paranaense, além da vitória na estréia sobre o Palmeiras, campeão paulista, e do empate fora de casa contra o São Paulo. O único tropeço foi diante o Figueirense, em Florianópolis.
Chegar à liderança do Campeonato Brasileiro não é algo tão complicado, mas sim, se manter na ponta. Todos no Cruzeiro sabem que o fato de o time ter vencido todos os jogos que fez até aqui na competição o tornam mais visado, sendo o alvo principal de todas as equipes. Ganhar do líder dá motivação e respeito.
Formação
O técnico Adílson Batista deve repetir a mesma formação do Cruzeiro pela segunda vez nesta temporada. Dos 28 jogos disputados pela equipe em 2008, Adílson só manteve o time em dois jogos seguidos (na vitória por 3 a 0 sobre o Caracas, pela fase de grupos da Libertadores, e no empate sem gols com o Atlético, pela primeira fase do Mineiro, ambos no Mineirão).
Para o duelo deste domingo, contra o Coritiba, o treinador deve manter a mesma equipe que goleou o Santos por 4 a 0, no Mineirão, o que culminou na saída do técnico Emerson Leão da equipe paulista. A Raposa deve ir a campo com Fábio; Marquinhos Paraná, Espinoza, Thiago Heleno e Jadílson; Fabrício, Charles, Ramires e Wagner; Jajá e Guilherme.
Vale lembrar que Marquinhos Paraná é volante, mas tem sido usado pelo treinador cruzeirense como uma espécie de coringa, atuando muitas vezes como lateral-direito. Ou seja, o treinador tem preferido improvisar no setor do que utilizar Jonathan. No entanto, foi este último quem se destacou na goleada contra o Santos, entrando no segundo tempo no lugar de Jadílson, e participando diretamente com passes para dois gols.
Se o boliviano Marcelo Moreno já é página virada na Toca – o atacante foi vendido na última terça-feira para o Shakthar Donetsk, da Ucrânia, por cerca de R$ 23 milhões – o jovem Jajá é a esperança da torcida celeste. O jogador foi contratado há dois anos junto ao Bahia, para as categorias de base da Raposa. Emprestado, disputou as duas últimas edições do Campeonato Mineiro pelo Guarani, de Divinópolis, onde se destacou com gols. Em 2008, inclusive, acabou como artilheiro do Estadual, com sete gols. Em sua estréia, contra o Santos, foi muito bem.Tem como característica a velocidade, e finaliza bem. Resumindo: o Cruzeiro não terá em campo um centroavante fixo. Apesar de que Guilherme é um jogador de muita presença de área, mas que não atua parado.
Reflexão: (sem esperança pelas coisas neste país)
Aproveito a oportunidade para descrever aqui uma situação chata, vivida no aeroporto (sem caos aéreo). Na semana passada, fui impedido pelo pessoal da GOL de embarcar no meu vôo para Florianópolis por chegar 4 minutos depois do encerramento do check-in (o vôo estava marcado para as 21h10, com o encerramento do check-in às 20h40, e eu cheguei 20h44).
Remarcado o vôo para a última sexta-feira, no mesmo horário, cheguei mais de 1 hora antes ao aeroporto. O vôo das 21h10 saiu de Confins às 22h, e, a conexão, em Curitiba, que estava marcada para 00h10, só saiu às 3h.
Paguei pela minha falha, pelo meu atraso. Tive que remarcar o vôo e ainda paguei uma diferença para obter a nova passagem. E a GOL, o que vai pagar? O que vai me pagar? Alegaram que houve fortes chuvas no Rio de Janeiro à tarde, por isso o atraso. Porém, pelo que me recordo, na semana anterior, ninguém me perguntou os motivos pelo qual atrasei. Pouco importou.
Pergunto: quatro minutos fazem diferença; três horas não?
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)