
ESTATÍSTICAS
Numa competição de pontos corridos, o aproveitamento de todas as equipes passa por oscilações devido aos jogos dentro ou fora de casa. Isso é comum em várias áreas, como no consumo de bebidas ao longo das estações do ano. Logo, essa oscilação não deve preocupar, a tendência que ela indica é que é importante.
É por isso que cabe aqui uma análise do histórico coritibano, uma comparação de "nós com nós mesmos", só que em momentos diferentes dentro do mesmo campeonato. Assim serão avaliados o aproveitamento, o ataque e a defesa alviverde.
O aproveitamento até aqui
O aproveitamento do time parece estar num momento decrescente, algo natural dentro das oscilações existentes, mas na verdade tem se mantido estável. O desempenho nesses últimos quatro jogos não tem sido pior do que no resto do campeonato e está sendo suficiente para manter o Coritiba no G4.
Porém, o aproveitamento coritibano está assim devido à perfeita campanha dentro de casa. Nos jogos fora de casa, o rendimento do time de René Simões é de apenas 11,1%. E se diz que o aproveitamento é estável porque, infelizmente, o Cori não tem vencido longe do Alto da Glória.
Jogar fora de casa não é fácil e na Série B é ainda pior que na Série A. A média de aproveitamento em jogos fora de casa é sempre baixo e este ano está em 16,7%. Mas não se espera de um time da grandeza do Coritiba que seja apenas um coadjuvante na Série B, é preciso melhorar esse aproveitamento.
O ataque e a defesa
Retirando esse efeito cíclico, os números ofensivos têm apresentado uma leve melhora no ataque alviverde. Algo bom, mas longe de ser o ideal, já que o time está com uma média ruim quando comparado com os números de um bom ataque.
A defesa sim está decaindo. Defesas boas da Série B levam em média um gol ou menos por jogo. A zaga do time Coxa está perto disso, mas está piorando seu desempenho aceleradamente. E isso, independente do efeito dos jogos em casa/fora, é sim um fato preocupante.
Para piorar o próximo jogo do Coritiba é fora de casa, e contra o Marília, time invicto há 10 jogos e que seria líder se não tivesse sofrido a perda de seis pontos pela escalação irregular de um jogador.
A tendência
A tendência não está a favor do Cori, que com o jogo contra o Marília completa nove jogos disputados em 35 dias. Essa seqüência de muitos jogos em um curto espaço de tempo é comum no campeonato de pontos corridos e são nesses períodos que se percebe a qualidade (ou falta dela) de um elenco e do trabalho de uma comissão técnica.
Esses momentos de muitos jogos seguidos decidem campeonatos e mostram quem luta contra o rebaixamento, quem briga pelo título e quem vai sofrer no meio da tabela.
Posicionamento COXAnautas
A nação Coxa-Branca bem sabe disso, pois não esquece a seqüência de fracassos em 2005 e 2006. E por não querer ver os erros se repetindo a torcida, com razão, cobra atitudes.
Dentro do estádio ela apóia, dá o seu máximo, mas não pode ser a única a fazer isso. Time e comissão técnica precisam fazer a parte que lhes cabe. Assim como os dirigentes e do departamento de futebol, que precisam trazer alternativas viáveis para o elenco subir este ano.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)