
AVALIAÇÃO
O Coritiba foi até São Paulo na noite deste sábado, 7, e desafiou o Corinthians em busca de um resultado que todos consideravam bastante difícil de ocorrer. A equipe comandada por Pachequinho fez um bom jogo, foi prejudicada pela arbitragem e saiu com a derrota pela placar de 2x1.
Confira, abaixo, a avaliação do editor Thiago Miguel sobre o desempenho de cada atleta:
Wilson - 8,0 - Fez duas defesas de cinema na partida (como de praxe). Na primeira delas, ainda levou sorte no lance com Jadson, visto que a bola ainda bateu na trave no rebote. Depois, fez uma das melhores intervenções do campeonato ao espalmar o chute de Elias para a linha de fundo, em uma jogada em que o árbitro marcou, de maneira errada, o tiro de meta.
Leandro Silva - 3,5 - Vinha fazendo uma partida razoável e sem comprometer muito até o lance capital da partida. Foi frouxo para a disputa e permitiu a antecipação de Lucca, que estava muito atrás no lance. Precisa, pelo menos, estar atento durante os 90 minutos de jogo.
Rafael Marques - 6,5 - Voltou a mostrar aquela postura de liderança que o caracterizou quando assumiu a condição de titular, no meio do campeonato. Foi fundamental ao salvar o gol de Elias em cima da linha e jogou duro a partida inteira. Sua ausência será sentida em Goiânia.
Juninho - 5,5 - Esteve um pouco abaixo de seu companheiro de zaga e errou algumas saídas de bola bastante perigosas, que poderiam deixar os jogadores adversários na cara do gol. No primeiro tempo, ainda levou um drible desconcertante de Vágner Love, batendo nas costas do atacante. Precisa voltar a colocar a cabeça no lugar e se reequilibrar para voltar ao seu bom futebol.
Carlinhos - 6,0 - Foi extremamente infantil e imprudente no lance do pênalti. Carlinhos tem sido driblado, por qualquer um, com extrema facilidade e precisa prestar atenção nisso. No segundo tempo, entretanto, melhorou muito e foi uma das principais armas do Coritiba no jogo, puxando contra-ataques em alta velocidade. Deu uma bela assistência para o gol de Negueba e deixaria Henrique Almeida na cara do gol se não fosse absurda intervenção do bandeira.
João Paulo - 6,0 - Fez uma partida regular. Com um posicionamento diferente, João Paulo se concentrou muito mais na marcação e voltou a fazer um jogo razoável, protegendo mais a zaga do que nas últimas partidas com Ney Franco. Nada excepcional, mas também pouco comprometedor.
Alan Santos - 7,5 - Voltou a fazer um grande jogo. Incansável, teve a difícil missão de controlar Renato Augusto e foi muito bem em sua tarefa, praticamente anulando o seu adversário. Ainda saiu com qualidade ao campo de ataque e apareceu na frente com condições de finalizar. Precisa manter a regularidade.
Juan - 4,5 - Não fez uma boa partida. Esteve apagado durante o primeiro tempo e, apesar de ser o único jogador responsável pela criação, não conseguiu produzir muita coisa. Foi corretamente substituído por Pachequinho no intervalo.
Negueba - 8,5 - O grande jogador do Coritiba na partida. No primeiro tempo, protagonizou dois lances bizarros, se enrolando com a bola. Entretanto, na segunda etapa, Negueba infernizou a defesa corinthiana. Fez um belo gol e, logo após, sem querer, ia fazendo uma verdadeira pintura na Arena Corinthians. Além disso, certamente fez com que Guilherme Arana se lembrasse de sua velocidade. É outro que precisa ser mais regular.
Kléber - 3,5 - Péssimo outra vez. Esteve mais preocupado em lutar contra os zagueiros do Corinthians que em se concentrar na partida. Não acrescenta muita coisa ao ataque Coxa-Branca. Será desfalque em Goiânia, o que pode ser positivo para a equipe.
Henrique Almeida - 4,5 - Também não esteve em seus grandes dias, mas deu um passe açucarado para Thiago Lopes virar o jogo e ainda se posicionou com muita inteligência no lance que poderia ter decidido a partida caso o bandeira não atrapalhasse. Terá a chance de voltar a atuar na sua posição diante do Goiás.
Thiago Lopes - 4,0 - Não entrou bem no jogo e parece ter sentido a responsabilidade de atuar em um estádio lotado, com clima de decisão. Perdeu uma chance de ouro aos 25 minutos do segundo tempo ao dominar a bola de maneira errada. Ainda parece um pouco imaturo para o profissional.
Luis Cáceres - 4,0 - Entrou no lugar de Alan Santos e esteve longe de manter a atuação do titular. Se enrolou com a bola por algumas vezes e travava os contra-ataques do Coritiba na partida. Difícil voltar à equipe titular deste jeito.
Lúcio Flávio - sem nota - Entrou no final do jogo e mal tocou na bola.
Pachequinho - Seu grande mérito foi trabalhar a cabeça de seus atletas, que entraram com uma postura totalmente diferente daquela mostrada nas últimas rodadas. Entretanto, falar apenas da parte motivacional seria injusto com Pachequinho. Ele fixou João Paulo à frente da zaga, como legítimo primeiro volante e somente Alan Santos chegava ao ataque, o que contribuiu para a qualidade da equipe na frente. Além disso, fixou Negueba em um dos lados do campo, impedindo que o meia-atacante não tivesse função definida, como invariavelmente ocorria na época de Ney Franco. Ainda teve tato ao substituir Juan. Seu único pecado talvez tenha sido não tirar Kléber da partida.
Os destaques
Negueba e Alan Santos. O meia-atacante fez um excelente segundo tempo, no que foi talvez a sua melhor partida com a camisa do Coritiba. Negueba apenas precisa manter a regularidade para se tornar um jogador melhor.
Já Alan Santos esteve incansável na marcação, apareceu no ataque e foi muito importante na questão tática. Uma pena ter cansado ao final da partida.
Os bondes
Bonde 1
Leandro Silva. Sinceramente? Levar uma antecipação daquela aos 43 minutos do segundo tempo mostra que o jogador não estava 100% concentrado na partida, o que é inaceitável em um confronto decisivo. Precisa acordar para os últimos jogos.
Bonde 2
Kléber. Mais uma vez, não acrescentou absolutamente nada para o Coritiba na partida. Pior que isso, voltou a ser aquele Kléber muito mais preocupado em acertar os adversários do que em jogar bola. Não joga em Goiânia, o que pode ser positivo.
Bonde 3
Trio de arbitragem. Teve participação fundamental no resultado da partida deixando de marcar um pênalti claro e ainda apontando um impedimento inexistente na segunda etapa. Além disso, o árbitro Dewson Fernando Freitas sempre estava preparado para apontar faltas e distribuir cartões para o Coritiba, deixando de utilizar o mesmo critério para o outro lado. É um bom exemplo do estado em que a arbitragem nacional se encontra.
Imagem: Linkedin
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)