
AVALIAÇÃO
O Coritiba foi até a cidade de Joinville para fazer um confronto decisivo com a equipe da casa na noite desta quarta-feira, 14, mas o que se viu foi um time apático em campo, sem qualquer desejo pela vitória. Assim, o Alviverde conseguiu perder por 3x1 para o fraquíssimo time de Santa Catarina e voltou para a ZR.
Confira, abaixo, a avaliação do editor Thiago Miguel sobre o desempenho de cada atleta:
Antes de mais nada, é preciso dizer que a vontade do avaliador era de dar um ZERO COLETIVO para a atuação do Coritiba, tamanha a falta de atitude e vergonha na cara dos jogadores que estiveram na Arena Joinville. Mas, por respeito aos leitores, serão dadas notas individuais.
Vaná - 3,5 - Não teve culpa no resultado, porque claramente sofreu falta no lance do segundo gol do Joinville. Apesar disso, poderia ter ido mais decidido na bola. Visivelmente passa certa insegurança à defesa. Entretanto, acabou sendo o melhor jogador do Coritiba no jogo, pois salvou o time de um vexame maior com duas boas defesas.
Leandro Silva - 2,0 - Uma verdadeira avenida (mais uma vez). Completamente perdido em campo, conseguiu tomar dribles até de Marcelinho Paraíba. No ataque, uma lástima. Vem atuando mal seguidamente e só está de titular porque os reservas são Ivan e Rodrigo Ramos.
Walisson - 2,5 - De longe, a pior partida com a camisa do Verdão. Totalmente inseguro, errou uma bola igualzinha ao lance que habilitou Walter no AtleTiba. Não fez o pênalti, mas poderia evitar o encontro com Kempes dentro da área, faltou malícia e experiência.
Juninho - 2,5 - Praticamente a mesma avaliação que seu companheiro de zaga. Esteve longe de ser aquele jogador que ganhou a posição com autoridade. Errou antecipações e passou boa parte do jogo correndo atrás dos atacantes do Joinville.
Carlinhos - 1,5 - Incrivelmente descompromissado. Errava passes de dois metros. Esqueceu da marcação, tanto que Edson Ratinho poderia ter aberto o placar logo aos 10 minutos em uma jogada às suas costas. Uma partida deplorável do lateral-esquerdo Coxa-Branca.
João Paulo - 3,0 - Assim como o time, também esteve abaixo do normal, mas estava tendo que marcar por ele e por Alan Santos, que conseguiu ser ainda pior. Acabou sendo substituído por aparentemente sentir uma contusão quando o jogo já estava 2x0.
Alan Santos - 2,0 - Sua marcação esteve muito frouxa e suas viradas de jogo invariavelmente iam pela linha de lado. Parecia estar sem confiança e sequer lembrou aquele jogador que vinha bem no time até se machucar.
Lúcio Flávio - 1,5 - Parece que compromete menos quando joga de volante mesmo. Praticamente não pegou na bola durante todo o jogo, isso porque era o principal articular do time. Não está na hora de Ney Franco rever a sua titularidade?
Negueba - 1,5 - Outro que errou absolutamente tudo que tentou. Quando faz o simples, acaba sendo útil ao time. A partir do momento que joga o que pensa que joga, compromete, perdendo bolas infantis com tentativas de dribles desnecessários. Precisa manter a humildade que lhe deu a condição de titular.
Kléber - 1,0 - E essa nota é apenas por ter recebido os pênaltis. No restante, não fez mais nada. Tentou bater o pênalti da mesma maneira que fez contra o Flamengo, mas deveria ter pensado que o goleiro poderia estar preparado para isso. Perdeu um gol incrível na segunda etapa e ainda saiu sem falar com a imprensa sendo que deveria, pelo menos, pedir desculpas à torcida.
Henrique Almeida - 2,0 - Recebe essa nota apenas pelo gol. Outro que perdeu um gol inacreditável quando a partida estava 2x0. Rendeu pouco no ataque e esteve longe de ser aquele jogador útil ao time.
Ruy - 3,0 - Depois de algum tempo, sua entrada melhorou o rendimento da equipe. Pelo menos mostrou disposição e vontade. Ney Franco poderia pensar na possibilidade de testá-lo no lugar de Lúcio Flávio na partida contra a Ponte Preta.
Thiago Galhardo - 2,5 - Praticamente a mesma avaliação que Ruy. Entretanto, apesar da bola na trave, Thiago Galhardo fez um pouco menos que seu companheiro. Invariavelmente entra nos jogos com o placar adverso.
Juan - sem nota - Entrou no final, no lugar de um apático Carlinhos e ainda teve o azar de se machucar em um dos últimos lances do jogo.
Ney Franco - À exceção de Vaná, cuja presença por si só já transmite insegurança a todo mundo, inclusive ao time dentro de campo, escalou corretamente a equipe e não pode ser responsabilizado por isso. Entretanto, sua capacidade de motivar os atletas deve ser questionada. Afinal de contas, o Coritiba fazia um jogo importantíssimo na luta contra o rebaixamento. Sua entrevista após a partida foi muito fraca. Precisa demonstrar mais fibra e atitude. Essa passividade de encarar as coisas levará o Coritiba à Série B.
O destaque
Sem dúvida alguma, a torcida Alviverde. Esperava-se que os torcedores Alviverdes comparecessem à Arena Joinville, mas o número surpreendeu. Parecia que o Coritiba jogava em casa, tamanha a facilidade da torcida do Verdão em impor seus gritos. Pena que faltou respeito dentro de campo.
Os bondes
O time inteiro. É uma verdadeira palhaçada o que os jogadores fizeram dentro de campo na noite desta quarta-feira. Todos devem ser responsabilizados. Se o Coritiba está honrando os seus compromissos, a partida diante do Joinville é aquelas em que, ao final, os diretores deveriam olhar nos olhos de cada jogador e perguntar se estão a fim. Uma falta de respeito com a torcida e com a história do Coritiba.
Rogério Bacellar. Não pelo jogo de ontem, mas dizer que o Coritiba está nesta situação só por causa da arbitragem? Menos presidente, bem menos.
Entrevista de Ney Franco. Surreal. A impressão que passou é que o Coritiba tinha jogado novamente contra o Atlético/MG. Tem a obrigação de demonstrar mais atitude e fibra e se incomodar com o resultado. Parece que nada disso aconteceu.
Marcelo de Lima Henrique. Deu um pênalti que não foi e não viu a falta em Vaná no lance do segundo gol. Mas de maneira nenhuma pode ser responsabilizado pela derrota porque, da maneira com que jogou diante do Joinville, o Coritiba sequer precisa ser prejudicado para perder uma partida.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)