
AVALIAÇÃO
O Coritiba recebeu o São Paulo na tarde deste domingo, 25, e chegou a sua quinta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro 2015. Mais uma vez, o time de Ney Franco fez uma partida medíocre e foi merecidamente derrotado pela equipe paulista.
Confira, abaixo, a avaliação do editor Thiago Miguel sobre o desempenho de cada atleta:
Wilson - 8,0 - É o único que se salva neste mar de mediocridade que é o Coritiba de Rogério Bacellar e Ney Franco. Não teve culpa alguma nos gols. Aliás, foi o principal responsável pelo fato do Coritiba não ter tomado cinco ou seis gols do São Paulo. Definitivamente, não merece estar nesta situação.
Ivan - 1,5 - Fez o de sempre, ou seja, nada. Não defende com precisão e não apoia o ataque. É um jogador que está em campo exclusivamente para fazer número. Pelo menos, parece ter melhorado um pouco nas jogadas de bola parada.
Rafael Marques - 2,5 - Na verdadeira "zona tática" que Ney Franco armou, foi obrigado a jogar de zagueiro e volante ao mesmo tempo, visto que sempre existia um buraco à sua frente. Foi bem nos desarmos e tentou se desdobrar na marcação. No final do jogo, fez dupla de ataque com Juninho.
Juninho - 3,0 - Recebe esta nota pela sua luta e vontade dentro do gramado. Não teve culpa nos gols. Assim como Rafael Marques, no final da partida jogou de lateral-esquerdo e de centroavante.
Carlinhos - 2,5 - Vinha, pelo menos, tentando realizar algumas jogadas pela esquerda até ser substituído por Ney Franco. Fez um desarme providencial em Michel Bastos no primeiro tempo, evitando o 2x0.
João Paulo - 1,5 - Fez uma partida muito ruim, especialmente no segundo tempo. Ficou perdido na marcação e não conseguiu acertar muitos passes. Ainda pegou um Paulo Henrique Ganso inspirado pela frente e ficou correndo atrás do meia durante boa parte do jogo.
Luis Cáceres - 2,0 - Se salva apenas pelo bonito gol. No mais, entregou uma bola no pé de Alexandre Pato e errou diversos passes. Parece ansioso. Além disso, foi outro a ficar absolutamente sem função no jogo.
Lúcio Flávio - 1,0 - Uma lástima. Não pode mais ser titular do Coritiba. Ficou perdido no meio-campo, correndo para o nada. É um dos principais articuladores da equipe e deve, pelo menos, aparecer para o jogo. Vai encerrar sua carreira de forma melancólica.
Ruy - 1,5 - Outro a fazer uma partida bisonha. Aliás, poucos notaram a presença de Ruy em campo, tamanha a sua discrição na partida. Ganhou uma nova chance, mas dá todos os indícios que não irá aproveitá-la.
Kléber - 1,0 - Péssimo. Perdeu mais um gol feito por pura displicência, pois tinha o lance inteiro à sua disposição. Ainda parece fora de forma e, até agora, não justificou o investimento feito pelo Coritiba em sua contratação.
Henrique Almeida - 0,5 - Deveria ter sido expulso com quatro minutos de jogo. Também perdeu um gol feito e ficou apagado do jogo até finalmente conseguir ser expulso com uma entrada criminosa. Merecia ser multado.
Juan - 1,5 - Entrou no lugar de Lúcio Flávio e não conseguiu fazer muito mais do que o titular. Também entrou perdido em campo, sem saber a sua real posição. Apareceu pouco no ataque.
Negueba - 2,0 - Entrou no lugar de Carlinhos, mas foi jogar no lado direito do campo. Deu um pouco mais de movimentação ao time, tentou alguns dribles e só. De qualquer forma, não pode ser reserva de Ruy.
Alan Santos - sem nota - Entrou para ser zagueiro (!), visto que Ney Franco mandou Juninho e Rafael Marques para o ataque. Teve pouco tempo em campo e viu Alexandre Pato aparecer duas vezes à frente de Wilson.
Ney Franco - Não é possível que tenha utilizado a semana para treinar. Desde o primeiro minuto, o Coritiba foi um amontoado em campo. Lúcio Flávio e Cáceres ocupavam o mesmo espaço do campo. Os atacantes não acompanhavam os zagueiros do São Paulo e havia um enorme buraco no meio, onde Ganso deitou e rolou. Suas substituições foram bizarras e o final do jogo, quando mandou Juninho e Rafael Marques ao ataque, com Alan Santos de zagueiro, patético. Parece técnico de time de pelada. Deveria pedir para sair se realmente gosta da instituição.
O destaque:
Wilson. Definitivamente é o único que não merece estar na situação em que a equipe se encontra. Wilson se desdobra para tentar manter o Coritiba na primeira divisão e merece todo o respeito da torcida, que gritou o seu nome ao final do jogo.
Os bondes:
Bonde 1: Rogério Bacellar. Falou um monte de bobagens no início da semana (ao lado de seu companheiro Mário Celso Petraglia), criticou a imprensa e seu antecessor. Disse que o time não cairá e etc. O problema é que Bacellar parece não mandar nem em seu próprio quintal, quem dirá no Coritiba. É o responsável direto pela verdadeira bagunça que se instaurou no clube.
Bonde 2: Ney Franco. O que este treinador vem fazendo na questão tática é absurdo e surreal. Parece que o time não treina durante a semana e se encontra antes do jogo para atuar em uma partida profissional. O time é fraco, mas Ney Franco trata de potencializar as fraquezas.
Bonde 3: Henrique Almeida. Entrou pilhado no jogo e merecia ter sido expulso no começo. Perdeu um gol inacreditável. Depois, já no segundo tempo, conseguiu o que vinha perseguindo desde o início.
Bondes 4: Lúcio Flávio e Kléber. Pelo bem do time, deveriam inventar uma lesão e sair da equipe.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)