
AVALIAÇÃO
O Coritiba recebeu o Internacional na noite deste sábado, 12, e, novamente, fez um jogo muito abaixo das expectativas, perdendo para a equipe gaúcha pelo placar de 1x0.
Confira, abaixo, a avaliação do editor Thiago Miguel sobre o desempenho de cada atleta:
Wilson - 7,0 - Fez uma defesaça no lance do gol do Internacional, mas faltou um pouco de sorte para que a jogada pudesse ser concretizada a seu favor. Ainda fez uma bela defesa no início do jogo e algumas outras intervenções precisas. Foi um dos únicos que se salvou.
Leandro Silva - 4,0 - Peça nula pelo lado direito do campo. Não atacou e nem defendeu com eficiência. Quando passou para a zaga, não comprometeu. Entretanto, parece que sua melhor fase como lateral pode ter passado.
Walisson - 5,5 - Vinha fazendo uma partida razoável até ser inexplicavelmente substituído por Ney Franco que, ao invés de fazer o simples, preferiu modificar dois setores de sua equipe. Pouco antes de sair do jogo, sentiu uma pancada, o que poderia explicar a alteração, mas não parece que foi o caso.
Juninho - 4,5 - Teve sérios problemas para conter Valdivia e, no início de jogo, errou alguns passes fáceis, além de rebater a bola sempre nos pés dos adversários. Vem sendo regular, mas precisa um pouco mais de calma para atuar.
Carlinhos - 5,0 - Fez o básico, sem comprometer a equipe. No início do jogo, conseguiu a proeza de errar três cobranças de lateral consecutivas, mas depois tornou-se uma das únicas alternativas de ataque da equipe Coxa-Branca.
João Paulo - 6,0 - O melhor do meio-campo. João Paulo subiu de nível e vem fazendo partidas bastante regulares. Marcou forte e tentou algumas boas viradas de jogo que poderiam ter resultado em jogadas de perigo caso fossem melhor aproveitadas.
Cáceres - 2,0 - Foi decisivo para a derrota e a nota tão baixa se justifica por isso. Não vinha fazendo uma partida ruim, aparecendo constantemente pela direita, mas o lance do gol do Internacional é absolutamente bizarro.
Lúcio Flávio - 2,5 - Partida totalmente infeliz do veterano meio-campo Alviverde. Não conseguia acertar passes e, muito menos, cruzamentos na área. Suas cobranças de faltas e escanteios foram inúteis. Foi corretamente substituído.
Ruy - 2,5 - Não fez nada além de Lúcio Flávio. Aliás, Ruy nem deveria ter entrado em campo, visto que Thiago Galhardo fez uma partida muito melhor que ele na quarta-feira. Não dá para entender a insistência de Ney Franco com este jogador, que não vem apresentando nada há muito tempo.
Kléber - 4,0 - Muita luta na frente e só. Está visivelmente sem ritmo de jogo e ainda um pouco longe de sua melhor forma física, o que fica claro com os seus chutes. De positivo, vale destacar a vontade de ficar os 90 minutos em campo e tentar resolver a situação a favor do Coritiba.
Henrique Almeida - 4,0 - Curiosamente, a entrada de Kléber parece ter feito o futebol de Henrique Almeida cair um pouco de produção. Foi buscar diversas jogadas no meio-campo, mas não conseguiu dar continuidade. Entretanto, ainda tem muito crédito.
Thiago Galhardo - 4,5 - Entrou no segundo tempo apenas para mostrar que não pode ser reserva de Ruy. Não que Thiago Galhardo tenha feito uma excelente partida, mas se mostrou para o jogo, sendo mais útil. Perdeu uma chance clara de empatar o jogo.
Ivan - 4,0 - Entrou em uma grande fogueira armada por Ney Franco, visto que a torcida certamente iria pegar em seu pé. Apenas correu pela direita, mas foi improdutivo.
Guilherme Parede - 3,5 - Entrou totalmente perdido no jogo, sem função tática definida na verdadeira bagunça que Ney Franco armou no segundo tempo. Tentou o que pôde, mas sem sucesso.
Ney Franco - Sua incoerência anda irritando. Primeiro, monta um esquema com apenas um volante para enfrentar o Fluminense, que veio a Curitiba com três homens no meio e dominou o setor. No jogo de hoje, quando o Inter tinha apenas Alex para armar as jogadas, preferiu escalar dois volantes. Além disso, suas substituições são totalmente questionáveis e, invariavelmente, Ney Franco mexe em mais de um setor do campo com uma substituição. Por fim, precisa rever as suas escolhas, afinal, nada justifica a titularidade inquestionável de Ruy, por exemplo.
O destaque
Valdivia. O atacante do Internacional foi o grande responsável pelas poucas jogadas ofensivas do Internacional. Com muita velocidade, incomodou a zaga Alviverde durante todo o jogo.
Os bondes
Bonde 1: Cáceres. Não há qualquer justificativa para um lance como aquele. Precisava apenas fazer o simples e errou, sendo decisivo para a derrota Alviverde.
Bonde 2: Ney Franco. Irrita a torcida com suas incoerências e escolhas erradas. Se alguns de seus jogadores estão sendo vaiados, Ney Franco tem boa parcela de culpa nisso, por insistir em jogadores que claramente não estão dando resultado.
Bonde 3: Raphael Claus. Outro que não tem justificativa alguma para sua atuação. Por que não dar um pênalti tão claro como aquele? Qual é a desculpa? Além disso, se mostrou extremamente confuso. É inacreditável que um apitador desse tenha o escudo da FIFA em seu peito.
Bondes 4: Ruy e Lúcio Flávio. Péssima partida de ambos, que deveriam ganhar um banco de reservas para recuperarem a forma. Mas, por algum motivo, Ney Franco os considera "intocáveis".
Imagem: Linkedin
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)