
COXANAUTAS
"No Rio, no jogo contra o Botafogo, no espaço reservado à torcida visitante, éramos dez pessoas. Os dois integrantes do Comando Leste, da Império (que vieram de Curitiba e deram um show de bom relacionamento com a torcida adversária - se todos agissem como eles, não veríamos aquelas cenas lamentáveis de violência entre as torcidas), eu, com minha inseparável bandeira do Glorioso, e mais sete pessoas, com as quais eu conversei um pouco.
Dez pessoas. Mas dez pessoas que acreditaram até o final, e que não arredaram pé do estádio enquanto o jogo não acabou. Acho que eram dez pessoas onde poderia se encontrar a verdadeira definição de fé.
Quisera eu que esse número pudesse ser multiplicado por muitos, no jogo contra o Cruzeiro. Acho que definiremos nossa vida nesse jogo. Não acredito, sinceramente, no time que temos colocado em campo, muito menos na capacidade de um novato em motivar jogadores que parecem não entender o que significa vestir a camisa do Coritiba. Mas sempre acreditarei na nossa torcida. Só ela é capaz de operar esse milagre de transformar o time em campo (como naquela decisão na Baixada que nos valeu o Bicampeonato Paranaense). Só ela é capaz de mexer com a alma dos jogadores.
Amanhã, por uma ironia do destino, acompanharei o jogo em Minas Gerais (para onde vou a trabalho). Estarei em algum lugar, vestido com a minha camisa e sonhando estar no Alto da Glória, empurrando o time do meu coração.
Um grande abraço!"
Marcus Popini
Nota do Editor
Macus Popini é um apaixonado e fiel Coxa-Branca que reside no Rio de Janeiro e acompanha o Coritiba por diversos lugares deste imenso Brasil.
O texto dele e a foto de um anônimo torcedor, que viajou de Curitiba até o Rio de Janeiro para acompanhar o Cori, alheio aos últimos resultados do Clube, é um verdadeiro exemplo de fé, que deveria ser ao menos observado por alguns (alguns) jogadores do Coritiba.
Que entrem em campo logo mais apenas aqueles jogadores que sintam algo ao vestir a Gloriosa camisa do Coritiba Foot Ball Club, nem que seja pelo menos o coração bater um pouco mais forte ao ouvir a fiel torcida Alviverde gritando seus nomes.
Se não quiserem fazer isto por nós, anônimos torcedores, façam isto pelas suas famílias, pelas suas mães, pelos seus filhos.
Tenho absoluta certeza que seus familiares ficarão felizes ao souber que muita gente ficou feliz por modestos noventa e poucos minutos do trabalho de vocês.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)