
AVALIAÇÃO
Por Alex Meger de Amorim - COXAnautas
O placar de 0x0 desta tarde de domingo, 19, na Baixada acaba não sendo bom resultado para qualquer das equipes, que continuam mal posicionadas na tabela. Na próxima rodada, o Coritiba recebe o Sport no Couto Pereira.
Primeiro tempo
O começo de jogo foi muito estudado. Muita marcação e poucos espaços para criação. Marcelinho Paraíba esteve muito marcado e o juiz deixava o jogo correr. As criações alviverdes iniciavam nos pés de Pedro Ken e Leandro Donizete.
Aos 16', entrada perigosa do time da casa pela direita, nas costas de Douglas Silva. No cruzamento, a bola passou por Vanderlei, mas Dirceu tirou com o peito. Apesar das reclamações, não houve pênalti.
O jogo seguia muito truncado e nenhuma das equipes conseguia finalizar com perigo. A equipe coritibana prendia muito a bola, sempre tentando um drible a mais e perdendo a bola.
Aos 32', um cruzamento de muito longe. Ariel, desequilibrado, cabeceou para fora.
Cinco minutos depois, após sofrer três faltas duras em sequência, Ariel acabou sentindo o joelho numa dividida. Bruno entrou em seu lugar.
Os últimos minutos do primeiro tempo foram marcados por maior posse de bola alviverde, mas com excesso de erros de passe e nenhuma criatividade.
No último minuto, cruzamento perigoso pela esquerda do ataque atleticano. Vanderlei espalmou com a ponta dos dedos, tirando da cabeça do atacante rival.
No intervalo ainda foi possível presenciar cenas grotescas de provocação das duas equipes. Inúmeras explosões de bombas caseiras e apenas cordas e alguns políciais separando as duas torcidas. A segurança, indubitavelmente, não foi uma preocupação da diretoria atleticana.
Segundo tempo
A segunda etapa começou parecendo que seria diferente. Já nos primeiros lances, Vanderlei teve que trabalhar por duas vezes. Um minuto depois o Coritiba tentou com Pedro Ken, mas o cruzamento saiu errado.
Aos 11', o Coritiba chegou bem pela direita. Na disputa de bola, Rodrigo Heffner conseguiu deixar para Pedro Ken, que entrou na área chutando. O goleiro atleticano espalmou para o lado e Bruno não conseguiu chegar no rebote.
O jogo seguia travado e com muitas faltas. Os jogadores não conseguiam receber a bola com espaço, um marcador sempre estava pronto para o desarme. Heffner se destacava nos erros infantis de passe, que dificultavam muito as ações ofensivas.
Aos 20', Marcelinho tentou de fora da área, com o goleiro atleticano colocando para escanteio.
Dois minutos depois o Cori teve as duas melhores chances da partida. Em cobrança de escanteio, Marcelinho Paraíba quase fez o gol olímpico. Na sequência, novamente com Marcelinho, o Coritiba acabou perdendo a melhor chance da partida. O craque recebeu lindo passe de Leandro Donizete, saiu livre na frente do goleiro, driblou e chutou, mas o zagueiro Rhodolfo cortou em cima da linha.
O jogo permaneceu morno o restante do segundo tempo. Muita marcação e escassez de criatividade das duas equipes, com clara satisfação de parte a parte com o empate.
Aos 42', o árbitro marcou falta muito contestável na entrada da área alviverde. Mesmo com a "colher de chá" dada por Seneme, Paulo Baier desperdiçou na cobrança, colocando para fora.
Assim terminou a partida. Sem dúvida o clássico mais monótono dos últimos tempos. Os poucos momentos de inspiração de Marcelinho Paraíba desta vez não foram suficientes. A atuação apagada de Bruno Batata e dos alas alviverdes foram cruciais para o desempenho infeliz do setor ofensivo.
Destaques da partida
Destaque positivo: Jaílton. O setor defensivo alviverde funcionou muito bem. Tanto Jailton, como Dirceu e Demerson trabalharam bastante não dando espaços para Paulo Baier e Rafael Moura.
Destaque negativo: Alas. Pela segunda partida consecutiva, os alas alviverdes pouco ou nada produziram. Rodrigo Heffner, mesmo com Pedro Ken ao seu lado, errou muitos passes infantis complicando demais o setor ofensivo alviverde. Bruno Batata também nada criou na partida.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)