
RESULTADO
O Coritiba foi até Joinville na noite desta quarta-feira, 14, e talvez tenham esquecido de falar aos atletas do time que a partida era de Campeonato Brasileiro, um jogo decisivo, em que era necessário suar sangue. Medíocre e absolutamente descompromissado, o frouxo Coritiba tomou três do lanterna e, merecidamente, voltou para a ZR. A falta de gana e vontade foi tamanha que fica a pergunta: está tudo em dia no Alto da Glória?
O primeiro tempo na Arena Joinville justificou totalmente a situação das duas equipes na tabela de classificação. Um jogo sofrível, de dos times com muito pouca qualidade técnica e rezando para aparecer uma bola decisiva. O Joinville até foi melhor no início e, aos 9 minutos, Edson Ratinho desceu livre pela direita. Entretanto, Walisson teve boa recuperação e atrapalhou o lateral na hora do chute. Com mais posse de bola, o JEC rondava a área de Vaná, mas não chegava a ameaçar a meta do goleiro Alviverde. Aos 19 minutos, Marcelinho Paraíba bateu falta de longe, mas também sem nenhum perigo. O Coritiba só foi chegar ao gol de Agenor dois minutos mais tarde, mas Kléber não aproveitou cruzamento na área.
O jogo, que continuava fraquíssimo, ficou emocionante aos 28 minutos. Kléber fez jogada individual e sofreu pênalti de Edson Ratinho. O atacante bateu fraco, no meio do gol, e Agenor fez uma simples defesa. Realmente é inacreditável que qualquer jogador bata um pênalti deste jeito em uma decisão. Três minutos mais tarde, no melhor estilo "compensada", Marcelo de Lima Henrique arrumou um pênalti para o Joinville. Kempes recebeu na área, segurou Walisson e o apitador, inacreditavelmente, apontou a marca da cal. Marcelinho Paraíba mostrou a Kléber como se bate uma penalidade decisiva e deu a vantagem ao Joinville. Depois disso, o Coritiba teve mais posse de bola e passou a rondar a área do goleiro catarinense. Entretanto, criou pouco. Fim de uma primeira etapa inaceitável para um time que jogava um confronto decisivo contra o rebaixamento.
A segunda etapa foi ainda pior. Quando se esperava uma reação do time Alviverde, o que se viu foi um time ainda mai frouxo em campo. Nos primeiros minutos, o Coritiba até chegou a ameaçar a meta de Agenor, mas sem qualquer objetividade. Quem chegou ao gol foi o Joinville. Aos 10 minutos, Marcelinho Paraíba bateu falta na área, Vaná sofreu carga de Kempes e Rafael Donato concluiu para o fundo das redes. Depois do segundo gol do JEC, Ney Franco tirou Negueba e João Paulo para a entrada de Ruy e Thiago Galhardo. Entretanto, quem mais ameaçou foi o Joinville. Primeiro, Marcelinho bateu falta para a área, a zaga rebateu para trás e quase fez contra. Depois, Vaná fez uma bela defesa em cabeçada de Kempes. O CORITIBA ERA MASSACRADO PELO LANTERNA DO CAMPEONATO!
O merecido terceiro gol do Joinville veio aos 27 minutos. Kempes desceu pela direita, invadiu a área e tocou para Kadu apenas completar para as redes. "Olé" do Joinville em um medíocre Coritiba. No final, Thiago Galhardo ainda carimbou o poste de Agenor e deu tempo para Kléber sofrer outro pênalti. Dessa vez, Henrique Almeida foi para a cobrança e Agenor novamente defendeu. Entretanto, o árbitro mandou voltar o lance alegando que o goleiro se adiantou. Na segunda cobrança, Henrique Almeida finalmente fez o gol e diminuiu. Final de jogo, mais um vexame. Aliás, o maior vexame do Coritiba neste campeonato. Um time morto em campo, que deu sinais claros de desinteresse na partida. Justamente na partida mais importante até aqui. O Coritiba está de volta à ZR, em um momento muito perigoso.
No próximo domingo, 18, 11h, o Coritiba encara a embalada Ponte Preta, que luta por uma vaga no G4 do Brasileirão. Se mostrar a mesma "vontade e determinação" em campo, o Coritiba sairá goleado de Campinas.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)