
BRASILEIRÃO
Semana de AtleTiba é sempre apimentada e esta não foi diferente. Provocações de ambos os lados, algumas absurdas, como por exemplo, a tentativa do A. Paranaense de querer culpar o Coxa por não ter jogado sua partida, na última quarta-feira, na capital paranaense, alegando que o Coritiba não quis ceder o Monumental do Alto da Glória para a realização da primeira partida contra o São Paulo, pela Libertadores.
Mas deixando as provocações de lado, as atenções ficam voltadas para as escalações de ambas as equipes. Como o Coritiba conta com todo o elenco, o técnico Alviverde, Cuca, tem “bons” problemas para resolver. Já o A. Paranaense, atual lanterna da competição, poderá escalar um time misto para a partida, apostando no largo conhecimento do técnico Antônio Lopes sobre o elenco Alviverde que recentemente foi comandado pelo técnico por mais de um ano.
Um dos problemas de Cuca é o que fazer com Jackson. O jogador foi titular em todas as partidas do campeonato até agora. Mesmo com o retorno do meia Marquinhos, Jackson foi deslocado para a ala direita, papel que desempenhou muito bem, mas com o retorno de Rafinha da Seleção Brasileira Sub-20 sendo um dos maiores destaque do mundial, o jovem lateral tem seu retorno garantido ao time, deixando, a princípio, Jackson no banco de reservas.
Solução até existe, mas para tanto o técnico Alviverde teria que mudar o sistema tático para o 4x4x2, atuando com Vizzotto; Rafinha, Flávio, Miranda e Ricardinho; Márcio Egídio, Capixaba, Jackson e Marquinhos, Alexandre e Tiago. Tal hipótese não é descartada, visto que o A. Paranaense deverá usar um time misto, porém, é bastante improvável que Cuca deva optar por tal escalação.
Talvez para o técnico Alviverde, valha aquela velha máxima do futebol que diz: “Em time que está vencendo não se mexe”. Neste caso, que é o mais provável, Cuca deverá manter o sistema com três zagueiros, fechando a zaga com Miranda, Flávio e Vagner, deixando o volante Reginaldo Nascimento no banco de reservas ao lado de Jackson ou Marquinhos, que disputam uma vaga no meio campo.
Com esse sistema, a escalação deverá ser a seguinte: Vizzotto; Miranda, Flávio e Vagner; Rafinha, Marcio Egídio, Capixaba, Jackson ou Marquinhos e Ricardinho; Alexandre e Tiago. Assim, o Verdão Coxa-Branca abusaria de seus fortes alas, principalmente de Rafinha, que logo deverá vestir a camisa da Seleção Brasileira do técnico Parreira.
Outro problema, talvez o menor deles, é a definição se o A. Paranaense irá jogar com um time reserva, misto ou completo, até mesmo porque, atualmente, o Verdão Coxa-Branca é muito superior ao rival, porém “clássico é clássico”, como diz o velho ditado. Sendo assim, o maior problema Alviverde está no banco de reservas do adversário e seu nome é Antônio Lopes.
O técnico Antônio Lopes comandou o Coritiba até maio desse ano, permanecendo no Alto da Glória por mais de um ano, sendo agora o técnico do time da Baixada. Essa vantagem do A. Paranaense é enorme, pois foi Antônio Lopes quem montou, estruturou e trabalhou a equipe do Coritiba, revelando jogadores e conhecendo tudo, absolutamente tudo, sobre o Alviverde.
Por outro lado, os jogadores Alviverdes sabem como o técnico Antônio Lopes trabalha, passando todas as informações para o técnico Cuca, no intuito de que a equipe possa explorar as falhas táticas de Lopes, que como comprovado quando passou pelo Coritiba, não são poucas.
Portanto, independente de qual time o A. Paranaense coloque em campo, o Coritiba, atualmente, infinitamente superior ao rival, deve respeitar sim o adversário, pois Lopes, um dos mentores da equipe Coxa-Branca estará nas fileiras do “inimigo”, utilizando todo seu conhecimento do time Coxa-Branca para segurá-lo.
O caminho para a vitória do Cori será apenas um: a superação! A equipe Alviverde deverá superar suas fraquezas e seus próprios erros, tanto coletivos quanto individuais, pois certamente Lopes sabe quais são, sendo a exploração dessas falhas a única oportunidade do A. Paranaense conseguir um bom resultado, que, pela situação em que se encontra na tabela do campeonato, pode ser até mesmo um empate.
O Torcedor Coxa-Branca que for ao Estádio da Baixada, com certeza, terá sua voz multiplicada por mil, pois estará lá, mesmo mal acomodado, representando a maior e mais vibrante torcida do Paraná, novamente, em uníssono cantando Cooooxxaaaa sem parar!
A. Paranaense x Coritiba
Data: 10/07/2005, doming
Horário: 18h10
Local: Estádio da Baixada
A. Paranaense:
Tiago Cardoso (Diego); Etto, Adriano, Paulo André e Beto (Marcão); Cocito, André Rocha (Alan Bahia), Evandro e Rodrigo; Cléo (Dagoberto) e Jorge Henrique (Lima). Técnico: Antônio Lopes.
Coritiba:
Vizzotto; Miranda, Flávio e Nascimento (Vagner); Rafinha, Egídio, Capixaba, Jackson (Marquinhos) e Ricardinho; Alexandre e Tiago.
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça/PE - FIFA
Assistente 1: Erick Bartholomeu Antas e Silva Bandeira/PE – FIFA
Assistente 2: Irani Pinto da Paz/PE
4º Árbitro: José Ricardo Bigaski Stoller/PR
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)