
Pós-jogo
Por: Ricardo Honório
Faltou técnica, mas sobrou entrega. Na base da raça, o Coritiba foi buscar o empate contra o Vasco nos minutos finais, ficando no 1x1 após sair atrás no placar.
O time carioca abriu o marcador ainda no primeiro tempo, com Tchê Tchê, após um cochilo da marcação alviverde. O lance escancarou um problema que tem se repetido: a desatenção em momentos decisivos da partida.
Apesar da desvantagem, o Verdão teve a chance de empatar ainda na etapa inicial. Pedro Rocha recebeu em boas condições, mas finalizou em cima do goleiro, desperdiçando uma oportunidade clara.
No segundo tempo, o Coritiba voltou mais presente no campo de ataque e criou as melhores chances. A mais inacreditável veio com Keno: após chute de Ronier no travessão, a bola sobrou limpa, mas o atacante, sozinho, acabou chutando para fora.
Quando o empate parecia improvável, ele veio na insistência. O gol alviverde saiu em lance contra, marcado por Saldivia, após cruzamento de Felipe Jonathan, premiando a luta de um time que, mesmo com limitações técnicas, não deixou de competir até o apito final.
A partida também ficou marcada pela atuação irregular da arbitragem de Ramon Abatti Abel, que travou o jogo em diversos momentos e foi permissivo com a cera dos jogadores vascaínos, contribuindo para um duelo mais truncado do que jogado.
O empate não é o resultado ideal dentro de casa, mas a forma como ele foi conquistado mostra um time que ainda acredita e briga até o fim.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)