
BRASILEIRÃO
O torcedor coxa-branca está acostumado a ajudar seu time a susperar obstáculos. Mas hoje, às 18 horas, essa ajuda vai ser fundamental.
O jogo contra o São Paulo vale muito mais do que três pontos. É a oportunidade da torcida aplaudir Ataliba, que não teve a menor culpa no problema do BID mas foi um dos que mais sofreram com essa história. É também a oportunidade do Coxa mostrar para o Brasil que a CBF comprou briga com um clube poderoso, com uma imensa torcida e que não vai se calar diante de atitudes arbitrárias e injustas.
Para tornar a luta ainda mais difícil, dentro de campo os problemas são muito preocupantes. O nome dos problemas: Ari, Tuta, LM e Adriano, ou seja, os principais jogadores do time.
O técnico Antônio Lopes reconhece a dificuldade que isso vai causar e mudou o esquema tático - o time entra em campo num cauteloso 4-4-2. O que preocupa é o fato de os dois atacantes serem Igor e André Nunes. Apesar de ambos serem bons jogadores, Igor é na verdade meio-campo e será improvisado. Ou seja, o Coxa vai acabar jogando recuado, num 4-5-1.
A referência na área adversária vai ser André Nunes, que é uma das maiores promessas das categorias de base, mas que até agora não conseguiu o mesmo futebol que o levou à artilharia dos juniores durante vários anos.
Do outro lado, o adversário é fortíssimo e vem com a equipe completa. Ramalho, aquele "grande jogador" do rival, faz sua estréia no time paulista, no lugar de Fábio Simplício, fritado pela diretoria tricolor.
O meia ganhou a antipatia de todos após ser expulso ainda no primeiro tempo contra o Rosario Central, quinta passada, na Argentina. Mesmo com um a menos, o time do São Paulo jogou de igual para igual e poderia ter conseguido a vitória. Aos 42, porém, sofreu o gol e perdeu por 1x0.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)