
AVALIAÇÃO
Por Luiz Carlos Betenheuser Júnior - COXAnautas
Num domingo de frio em Curitiba e bom público no Alto da Glória, o Coritiba encarou o Cruzeiro e empatou por 1x1, com gol de Michael para o Verdão, numa partida onde o árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon foi bastante contestado pela imprensa por não ter marcado uma penalidade máxima em Michael e um gol de Hugo que foi anulado ainda no primeiro tempo, com o assistente José Javel Silveira anotando impedimento.
Com o resultado, o Cori subiu um ponto na tabela do Brasileirão, mas agora ocupa a 8ª colocação devido às combinações de resultados da rodada. Agora, o time Coxa tem outra parada complicada, dia 8, no Rio de Janeiro, contra o Botafogo, que vem de uma desclassificação na Copa do Brasil e de uma derrota por 3x0 para o Náutico, e precisa se recuperar perante seu torcedor.
Primeiro tempo
O Cori teve maior posse de bola no primeiro tempo e não soube aproveitar algumas jogadas de grande área. Apesar disso, o time mineiro mostrava velocidade no contra-golpe, usando seus laterais e seus volantes que atuam mais avançados, como se fossem meias.
O Coxa teve em seu goleiro Édson Bastos um bom nome, fazendo uma grande defesa no primeiro tempo e evitando o gol do time azul. Alê, improvisado mais pela direita, foi mal e acabou sendo substituído no intervalo. O volante levou nítida desvantagem ante os cruzeirenses, e mostrou que não tem velocidade para atuar nesta função.
Com dois zagueiros de ofício - Nenê e Maurício, que fez um bom jogo - e Douglas Silva se desdobrando fisicamente para jogar numa função mista de volante e de zagueiro da sobra, o Cori conseguiu melhores opções pelo lado esquerdo, com Rubens Cardoso - que jogou de meia-esquerda - e Ricardinho, já que Pedro Ken fez uma partida apagada numa função mais pela direita do campo ofensivo.
Na frente, Hugo mostrou vontade, mas pouca condição técnica para finalizar as jogadas que chegavam na grande área.
O meio-de-campo da Raposa teve espaço para sair jogando, já que o Verdão marcava só no seu campo de defesa, não aproveitando a lentidão da zaga do time de Belo Horizonte.
Michael foi o jogador de bons lances no tempo inicial, buscando o jogo em velocidade, mas jogou muito isolado, sem poder contar com a aproximação de qualidade dos meias, com Carlinhos Paraíba - muito voluntarioso, sempre buscando o jogo - e Rubens Cardoso bastante marcados pelos velozes volantes cruzeirenes.
O Alviverde teve duas boas oportunidades para marcar no tempo inicial, mas parou em erros de arbitragem. Num lance, o assistente assinalou um impedimento inexistente de Michael, o que fez com que o árbitro anulasse um gol legal do Cori e, em outro, apontou falta fora da área numa penalidade máxima sofrida por Michael. A falta foi assinalada pelo assistente José Javel Silveira, mas o árbitro Carlos Eugênio Simon - que ia mandando o jogo seguir, até ver a marcação do bandeira - apitou como sendo fora da área.
Segundo tempo
Dorival Jr. mexeu no time do Cori durante o intervalo, trocando Alê, que foi mal no primeiro tempo, por Leandro Donizete, que trouxe uma melhor colocação no meio campo do Verdão e mais velocidade na saída de bola, apesar de deixar espaços pela ala direita.
O Coxa chegou ao seu gol num lance que iniciou com Ricardinho, pela esquerda. O camisa 6 se livrou dos marcadores e cruzou. Hugo dividiu a bola com os dois zagueiros, com o goleiro cruzeirense saindo da meta e a bola batendo em Michael, que se virou rápido e mandou para o fundo das redes: Coxa 1x0, quando eram jogados 3 minutos do tempo final.
O time mineiro não se intimidou com o gol coritibano e chegou às redes alviverdes num lance pela esquerda. O zagueiro Nenê estava fora de campo, sendo atendido em função de uma pancada, e a bola foi cruzada pelo lateral-esquerdo cruzeirense para o bom volante Ramires se antecipar a Maurício e, de cabeça, empatar o jogo.
Com o empate, o jogo ficou mais aberto para o time cruzeirense. A disposição do meio-campo do Cori ficou devendo e o time azul cresceu em campo, jogando em velocidade. DJ mexeu no time Verde e Branco, tirando Michael, que atuava mais avançado, ao lado de Hugo, para a entrada de Marlos.
A mexida do treinador Coxa-Branca não trouxe resultado e, pior, fez o Verdão perder sua ofensividade pela direita. Marlos teve uma fraca apresentação, pouco aparecendo na partida.
O time do Alto da Glória teve um ótimo lance para marcar, num escanteio em que a bola foi na medida para o zagueiro Maurício cabecear, mas o goleiro celeste fez um defesa excepcional, evitando o gol Coxa-Branca.
Como o Cruzeiro tinha o domínio territorial no meio-campo, foi a vez do goleiro Édson Bastos aparecer para salvar o Verdão, com duas boas defesas, em tiros fortes dos jogadores mineiros. EB apareceu bem para o time, trazendo tranqüilidade ao setor defensivo.
Dorival Jr. ainda mexeu no time, de forma pragmática: Ricardinho por Guaru, aos 28 do tempo final, com Guaru pouco aparecendo no time.
As mudanças não mudaram o panorama do jogo, fazendo a torcida perder o embalo. Os times erravam vários passes e o jogo perdeu a sua dinâmica, com as duas equipes parecendo satisfeitas com o empate a um gol.
Nos minutos finais, o bom Carlinhos Paraíba ainda tentou lançamentos e jogadas de bola parada, mas sem sucesso. E foi num vacilo de Paraíba que o Cruzeiro teve a última oportunidade do jogo, num lance de contra-ataque em velocidade, pela direita do ataque celeste, mas Carlinhos conseguiu se recuperar e tirou a bola da grande área.
Ao final, 1x1, numa partida onde Carlos Eugênio Simon e seu assistente José Javel Silveira erraram e prejudicaram o Verdão que, mesmo assim, não mostrou qualidade individual e coletiva suficiente para superar o Cruzeiro, que continua líder e invicto no Brasileirão.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)