
AVALIAÇÃO
Por Thiago Miguel Silva - COXAnautas
Na noite desta terça-feira, 28, o Verdão foi até Campinas e empatou com a Ponte Preta pelo placar de 2x2. A ótima partida, contou com uma arbitragem que, literalmente, estragou o espetáculo. De qualquer forma, com uma belíssima atuação, o Coritiba mereceu a vitória, mas aos 48 minutos do 2º tempo acabou sofrendo o gol de empate do time paulista. O próximo compromisso é no próximo sábado, 2, diante do Santo André, no Couto Pereira
Primeiro tempo
O Coritiba entrou em campo com Triguinho na lateral-esquerda, que levou a melhor com Dênis pela disputa da posição deixada pela lesão de Tcheco. Com isso, Enrico deixou a ala e passou a atuar no meio-campo, em aproximação com o ataque.
Logo no primeiro minuto de jogo, Rafinha levanta na área, a zaga corta para trás e a bola sobra para Leonardo, que ajeita para Jeci. Praticamente na linha do gol, o zagueiro fura e perde excelente chance.
Aos cinco minutos, Léo Gago ganha disputa na intermediária e toca para Triguinho. No bico da grande área o lateral demora para chutar, é travado e perde outra boa chance. No contra-ataque, Ivo desce pela esquerda, cruza muito fechado e acerta o travessão de Edson Bastos, mal colocado na jogada.
Quatro minutos mais tarde, a Ponte ataca pelo meio, novamente com Ivo. O meia chuta, Cleiton rebate mal e a bola sobra para Reis, que fuzila. Edson Bastos, dessa vez seguro, faz boa defesa no chão.
No lance seguinte, de novo Ivo. Ele desce pelo meio com total liberdade. O jogador da Macaca arremata para o gol, Edson Bastos desvia levemente a bola que outra vez vai na trave. O jogo começava extremamente movimentado e aberto em Campinas.
Aos 14', a Ponte sai jogando mal. Enrico rouba e habilita Rafinha, que vai ao fundo e cruza. Leonardo chega atrasado. Um minuto mais tarde, o próprio atacante e Enrico fazem linda tabela na esquerda. O meia vai ao fundo e cruza. Triguinho, no comando de ataque, complementa para o gol e Eduardo Martini opera um verdadeiro milagre, embora o chute do lateral do Verdão pudesse ter sido mais forte.
Aos 22', Fabinho Capixaba erra na saída de bola, Souza toma e toca para William. Ele chuta e Jeci desvia para escanteio. Na cobrança, Léo Oliveira cabeceia para fora.
Depois de vinte minutos alucinantes, as equipes começam a colocar mais a bola no chão e tentam cadenciar a partida. Aos 28’, em lance polêmico, a Ponte reclama (com razão) de pênalti de Jeci em William, mas o árbitro ignora as reclamações do atacante e ainda o adverte com cartão amarelo.
Aos 36', Jeci comete falta em Ivo na intermediária defensiva. Souza vai para a cobrança, exagera na força e a bola vai sobre a meta de Edson Bastos.
Quatro minutos mais tarde, Ivo traz novamente a Ponte Preta para o ataque, ele arremata e Cleiton desvia para escanteio. Na cobrança, Josimar cabeceia e Edson Bastos faz a defesa. O goleiro vê Triguinho livre e faz rápida reposição de bola. O lateral desce pela esquerda e faz um lançamento primoroso para Enrico. O meia domina nas costas de Guilherme, espera a saída do goleiro e toca de pé esquerdo para o fundo das redes de Eduardo Martini, finalizando um belíssimo contra-ataque do Verdão. O Coritiba saía na frente em Campinas.
Depois do gol, a Ponte parece ter sentido o baque e não ameaçou mais o gol do Coritiba no 1° tempo. Aos 48', o fraco árbitro apita o final de uma ótima primeira etapa em Campinas, com vitória parcial do Verdão.
Segundo tempo
A Ponte volta para o 2° tempo com uma alteração. Mal no jogo, Everton Silva sai para a entrada de Moacir na lateral-direita.
Logo ao três minutos, Bruno Collaço bate escanteio, William aparece entre a zaga, mas, sem perigo, a bola vai para a linha de fundo. Sete minutos depois, a Ponte faz nova substituição, sai William para a entrada de Pablo Escobar.
Aos 11', é a vez do Coritiba reclamar de pênalti. Leonardo é segurado e empurrado na área, mas o juiz, fazendo vistas grossas ao lance, ignora a infração, iniciando a sua série de lambanças até o final da partida.
Aos 16', Ney Franco faz a primeira substituição. Aparentando sentir alguma lesão, Leandro Donizete cede lugar para Andrade. No lance seguinte, Pablo Escobar corta Cleiton e bate firme, Edson Bastos pratica a defesa no centro do gol.
Um minuto mais tarde, Bruno Collaço desce pela esquerda e cruza. A bola bate na zaga do Verdão e sobe. Pablo Escobar faz falta visível em Cleiton, ganha o lance e manda para as redes, empatando a partida. De frente para o lance, o juiz potiguar ignora a falta e confirma o gol.
A Ponte se empolga com o gol e vai pra cima. Aos 21’, Ivo bate falta e Edson Bastos faz boa defesa. No lance seguinte, o meia pontepretano se joga na área, o árbitro, passivo, não dá cartão para o jogador da Ponte.
Aos 23', Marcos Aurélio entra no gramado em substituição a Fabinho Capixaba. No lance seguinte, Léo Gago bate forte na cobrança de falta. Eduardo Martini rebate, Rafinha pega de primeira e a bola sai com perigo à esquerda do goleiro pontepretano.
Um minuto mais tarde, Léo Gago ganha dividida no meio, Enrico desvia de cabeça e o volante, em velocidade alcança na frente. Inteligentemente, Marcos Aurélio sai do lance, pois estava impedido. Léo Gago segue com a bola e bate na saída de Eduardo Martini, recolocando o Verdão na frente.
Aos 30', o técnico Jorginho arrisca tudo e tira o zagueiro Léo Oliveira para a entrada de Daniel Lovinho. A Ponte Preta partia para o ataque buscando o gol de empate nos minutos finais.
Dois minutos mais tarde, Triguinho faz outro excelente lançamento, mas dessa vez a zaga da Ponte Preta chega antes e corta para escanteio. No minuto seguinte, Andrade puxa contra-ataque e toca para Leonardo, ele finta o zagueiro e bate de esquerda para boa defesa de Eduardo Martini. A Ponte ia desorganizada para o ataque e abria espaços na defesa.
Aos 36', Ney Franco promove a última alteração no Verdão. Apagado, Leonardo dá lugar a Bill, no comando de ataque. Um minuto mais tarde, Marcos Aurélio briga e sofre falta. Andrade cobra na barreira. O ataque segue e o Verdão sofre nova falta, dessa vez mais próxima. Na cobrança, Marcos Aurélio bate com maestria, Eduardo Martini defende e a bola ainda bate na trave. Bill pega o rebote e chuta, a bola desvia em Guilherme e, inacreditavelmente, sai pela linha de fundo.
Aos 42', Bill recebe na entrada da área e sofre falta perigosa. Na cobrança, Marcos Aurélio bate bem novamente e Eduardo Martini faz outra ótima defesa. Dois minutos mais tarde, depois de escanteio na área em que até o goleiro paulista foi a área, Moacir pega rebote e bate para o gol. Edson Bastos defende firme e ainda sofre uma trombada proposital de Pablo Escobar. Além de não dar cartão ao atacante paraguaio, o juiz ainda acrescenta mais um minuto de acréscimo, beneficiando o infrator.
Aos 47', depois de falta escandalosa em Edson Bastos no início da jogada, Daniel Lovinho recebe na entrada da área e chuta, a bola desvia em Andrade e encobre o goleiro Alviverde. A Ponte chegava ao empate.
No último lance da partida, o péssimo árbitro potiguar inventa outra falta para a Ponte Preta. Souza bate, a zaga afasta e finalmente o juiz encerra a partida.
Destaque Positivo: Conjunto e postura do time. Jogando bem nos três setores do campo, o Verdão mostrou um bom futebol em Campinas. Além disso, foi em busca da vitória mesmo em um jogo complicado fora de casa e, por pouco, não saiu do interior paulista com uma grande vantagem na tabela.
Destaque Negativo: O terrível árbitro Suélson Diógenes de França Medeiros. O juiz potiguar fez todas as lambanças possíveis na partida. Inverteu faltas, deu um cartão amarelo a Rafinha que ninguém soube dizer ao certo o motivo – tirando o meia da partida contra o Santo André -, ignorou pênaltis para os dois lados, usou a chamada "lei da compensação" no 1º gol da Ponte, não coibiu as jogadas violentas do time de Campinas e ainda beneficiou o infrator no final do jogo, ao dar um minuto de acréscimo depois de uma jogada desleal de Pablo Escobar sobre Edson Bastos. Resumindo, uma lástima.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)