
AVALIAÇÃO
Por Luiz Carlos Betenheuser Júnior - COXAnautas
Numa noite de um fraco jogo de futebol, o Coritiba apenas empatou com o Vitória, em zero a zero, completando cinco jogos sem vencer e caindo na tabela do Brasileirão, ocupando agora a 16ª posição, uma acima da zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Coxa enfrenta o Fluminense, também no Alto da Glória, no sábado, às 18h20.
Primeiro tempo
O Coritiba entrou em campo contra um Vitória - todo de preto - precisando vencer para subir na tabela. E para isto, Dorival Jr. pensou num esquema tático no qual Marlos e Michael teriam mais liberdade para atacar e se aproximar do centroavante Hugo. Na prática, o Coxa pouco conseguiu fazer em termos ofensivos para sair de campo vitorioso.
Na etapa inicial, o Cori até que buscou o jogo pelos lados do campo, mais pela esquerda, especialmente com Ricardinho, que mostrou vontade e personalidade para ir à linha de fundo.
O Alviverde mostrava um posicionamento onde Carlinhos Paraíba tinha liberdade tanto para voltar para marcar e armar o jogo, como para se aproximar dos meias-ofensivos Michael e Marlos. Rubens Cardoso jogou um pouco mais à frente - o capitão, teoricamente, faria a função de volante -, graças a liberdade que o time baiano dava ao Verdão para avançar ao seu campo ofensivo.
Aos 12, Ricardinho foi bem à linha de fundo e cruzou para Hugo, que cabeceou bem, mas a bola foi para fora.
O time de Salvador teve um dois momentos de perigo, por volta dos 25 e 30 minutos, pela esquerda do seu ataque. No primeiro lance, a bola chutada em diagonal passou perto da trave da meta Coxa-Branca. No segundo lance, o jogador do Vitória se livro do marcador Coxa e, de pé trocado, arrematou a gol, com a bola passando perto da trave.
O Verdão teve mais duas oportunidades na etapa inicial, uma com um chute de Carlinhos, de fora da área e nos momentos finais, num escanteio pela esquerda, com a bola sendo cabeceada perigosamente contra a meta baiana.
No primeiro tempo, Alex Silva mostrava velocidade nos avanços, mas os cruzamentos não eram bem feitos. Com Michael e Marlos pouco aparecendo na frente, Ricardinho se incumbiu de mostrar as principais chances ofensivas, buscando o cruzamento para a área, mas a alta zaga do time baiano cortava os lances.
A saída de bola com Alê não tinha a velocidade e a dinâmica de jogo suficientes para levar o contra-golpe em velocidade. Tanto que Dorival resolveu mexer no time coritibano no intervalo da partida.
Após o apito do árbitro, a galera não perdoou e vaiou o time do Cori.
Segundo tempo
Para o segundo tempo, DJ sacou Alê para a entrada de Leandro Donizete. A mexida trouxe um pouco mais de velocidade pelo lado direito do campo, facilitando os avanços do camisa 2, Alex Silva.
O primeiro momento de perigo do Alviverde surgiu num lance pela direita, quando Marlos fintou três marcadores e entrou na área, arrematando forte, mas a zaga cortou o bom lance do jogador Coxa.
Jogando mais avançado, o Coritiba poderia ter feito o seu gol aos 9 minutos, quando Ricardinho fez uma ótima jogada pela esquerda, se livrou dos zagueiros e fez um passe açucarado para Michael, que entrou na grande área e foi derrubado. Hugo bateu muito mal e a bola subiu muito e explodiu na trave, com o camisa 9 perdendo a oportunidade para marcar.
O erro não abalou o Coxa, que continuou atacando, com total domínio d jogo. Aos 13 minutos, Alex Silva cruzou e Hugo tocou de cabeça, mas a bola saiu fraca. Ansiosos, os jogadores do Coritiba erravam passes e desperdiçavam bons ataques. Aos 20 minutos, Marlos prendeu demais a bola e bateu para longe, levando o torcedor à loucura. O tempo passava e o jejum de vitórias do time da casa parecia perto de aumentar.
O time Verde e Branco se mostrava mais ofensivo, mas o passar do tempo trazia a ansiedade para o time, que não concluía com perigo. Perdendo o meio de campo, o Verdão foi ao ataque, mais na base da voluntariedade e individualidade, facilitando o trabalho defensivo do Vitória.
Por volta dos vinte minutos, Marlos mostrava muita individualidade, tentando o arremate de longe, mas não acertando o meta do Vitória, levando a torcida Coxa à loucura, pois Michael estava livre de marcação, na grande área.
Michael começou a aparecer melhor no jogo, fazendo contra-golpes pela direita. O time do Vitória começava a gostar do jogo, se fechando no meio de campo. Mas sem o gol, o time Verde e Branco começava a mostrar sinais de irritação e desorganização no seu posicionamento. Até os experientes Nenê e Rubens Cardoso chegaram a errar passes relativamente simples, trazendo irritação para o fiel torcedor coritibano, que procurava incentivar o time, cantando.
Com as entradas de Cadu e Henrique Dias (para as saídas de Rubens Cardoso e Marlos), o Coxa perdeu o meio de campo, deixando um buraco entre o a intermediária e o ataque. Carlinhos Paraíba até que buscava o jogo, tentando lançamentos a média distância, mas a zaga baiana cortava os lances.
Com o passar do tempo, o Alviverde mostrava sinais de ansiedade e agitação. Henrique Dias tentava lances, mas concluía de forma errada, assim como os cruzamentos de Alex Silva, que ou eram cortados pela zaga do Vitória, ou saiam muito forte.
O time visitante mexeu no meio de campo e trouxe um melhor toque de bola para o Vitória, que ganhou o meio de campo, trazendo dois lances de perigo contra a meta alviverde, nos quais o goleiro Vanderlei salvou o Coritiba. No primeiro, Marco Antônio recebe de frente para o gol e chuta forte, à meia altura, mas o camisa 1 do Verdão fez ótima defesa. Nos momentos finais, Ramón bateu uma falta e levou muito perigo à meta Coxa-Branca.
Em dois lances, um com Cadu, que cortou errado uma bola que vinha pela esquerda e que seguia a direção da área, e num lance pela direita, com Henrique Dias cruzando muito alto, ficou visível a ansiedade coritibana, cujo ataque foi marcado com certa facilidade pelo sistema defensivo do time de Salvador. A desorganização do time do Cori em campo facilitava o desarme e a marcação do Vitória, que deixava o tempo passar, abusando da cera, sem ser importunado pelo árbitro.
O último momento do jogo, já nos acréscimos, bola parada pela direita do ataque. Paraíba bate com capricho e Hugo acerta uma boa cabeçada, com a bola passando perto da trave do Vitória. Placar final, zero a zero e vaias da torcida para o fraco desempenho do time em campo.
Com o fim da partida, a torcida não perdoou e vaiou o time e o treinador do Coritiba, que está há cinco jogos sem vencer e perigosamente a uma posição da zona de rebaixamento. Na coletiva, Dorival ressaltou que apesar de estar a uma posição da ZR, o Verdão está a uma vitória da 8ª colocação na tabela.
A arbitragem do catarinense Célio Amorim foi fraca, com lances confusos e deixando o time do Vitória abusar da cera.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)