
AVALIAÇÃO
Foto de arquivo
Por Luiz Carlos Betenheuser Júnior - COXAnautas
Jogando no Moisés Lucarelli, em Campinas, o Coritiba empatou com o time da Ponte Preta por 1x1 e subiu na tabela da Série B. Agora, o Cori soma 62 pontos. No próximo jogo, no sábado, em Curitiba, o Verdão enfrenta o Vitória. Com o resultado, o Coxa segue na liderança e está bem próximo de subir de divisão este ano.
Primeiro tempo: muita marcação, pouca emoção
Usando o uniforme modelo 3, com listras verdes e brancas na horizontal, calções verdes e meias brancas, o Cori entrou em campo no 3-5-2. Com Henrique Dias na frente - Keirrison foi poupado por René Simões, que temia uma contusão devido ao desgaste físico do atleta -, foi do atacante Coxa-Branca a primeira oportunidade do jogo. Com menos de dois minutos de jogo, Henrique fez um lançamento de longa distância e o atacante do Alviverde ganhou na corrida do zagueiro e na entrada da grande área chutou rasteiro, com a bola batendo na rede, pelo lado de fora.
Com menos de cinco minutos, o Coxa volta ao ataque, com Henrique Dias recebendo lançamento rasteiro, pelo lado esquerdo. O jogador Coxa-Branca ganha do marcador e na entrada da área passa para Gustavo, que mata com a esquerda e demora para passar, facilitando a marcação pontepretana, que se fecha na defesa, obrigando o avante do Verdão a recuar a bola para a intermediária.
Nos primeiros quinze minutos, a partida ficou concentrada mais no meio-campo, com os defensores levando nítida vantagem contra os atacantes. O time paulista tentava os arremates com chutes de fora da área, mas sem sucesso. Quem também tentou o chute de fora foi o Cori, com Ricardinho, levando perigo ao gol pontepretano, no lance mais contundente da partida até ali.
Aos 16, o Cori foi ao ataque com Fabinho pela esquerda. No cruzamento à área, a zaga campineira corta, tirando o perigo da grande área.
O árbitro Devarly Lira do Rosário, do Espírito Santo, deixava o jogo correr, o que fazia a partida ter um dinamismo maior do que o habitual para a Série B. Apesar de poucas faltas anotadas, os dois times marcavam muito forte, não cedendo espaços para os atacantes de ambos os times.
Com mais de vinte minutos jogados, o time campineiro mostrava mais serviço com os lances pela esquerda, com Andrezinho, ala-esquerdo jogando mais avançado, como meia-ofensivo. O jogador era o responsável pela maior parte dos lances ofensivos do time paulista, levando trabalho para Anderson Lima e Henrique.
Aos 22, a Ponte vai ao ataque e simula uma penalidade. O árbitro acertadamente nada marca, mas não assinala o cartão amarelo para o pontepretano, por simulação.
Com 25 minutos de jogo, a Ponte aparecia mais no ataque, mas com baixo rendimento nas bolas cruzadas pelo lado do campo e nos chutes de média e longa distância. Édson Bastos era um mero espectador do jogo. Já o Cori, pouco aparecia no sistema de armação, com Pedro Ken e Ricardinho distantes dos atacantes.
Aos 27, dois cruzamentos pela esquerda, com Ricardinho. Na cobrança de escanteio, a bola é cortada e volta para Ricardinho, que cruza errado e a Ponte arma o contra-golpe em velocidade, mas Jeci se antecipa bem e corta a bola, evitando um lance que poderia levar perigo ao gol defendido pelo camisa 1 do Verdão.
Com quase trinta minutos do tempo inicial, a partida continuava sem grandes lances de perigo, seja com o ataque paulista, seja com o ataque do alviverde paranaense, apesar de um lance em que o goleiro da Ponte Preta tocou a bola para fora, depois do cruzamento, antecipando o lance que poderia ser concluído por Gustavo.
A equipe campineira chegou ao campo onfensivo aos 30, depois de uma confusão na zaga Coxa-Branca, com o atacante Wanderley, que ganhou na velocidade e mandou para a área. Na bola disputada, a zaga afastou o perigo, com o capitão Anderson Lima.
Jeci fazia uma marcação especial no principal artilheiro da Macaca, André Terra. Sem ceder espaços e jogando muito sério, Jeci antecipava bem a maior parte dos lances, roubando a bola e saindo jogando. Aos 33, a torcida de Campinas pediu pênalti, num lance em que André Terra tentou se livrar da marcação e teve o pé tocado por Jeci, depois que o zagueiro do Coritiba roubou a bola. A equipe da SporTV avaliou o lance como penalidade, mas o árbitro não anotou.
A vantagem das defesas sobre os dois ataques era nítida. Sem nenhum lance de maior perigo para os goleiros Denis e Édson Bastos. Com quarenta minutos, poucas faltas anotadas - tanto que o Douglas Silva era o único que recebera cartão amarelo até aquele momento da partida -, o jogo tinha dinâmica e velocidade, mas as finalizações eram poucas e sempre sem sucesso, facilitando o trabalho dos goleiros, que não tiveram muito trabalho.
Faltando um minuto para o fim do tempo regulamentar, Ricardinho faz uma boa jogada e lança com qualidade para Henrique Dias, que sai da marcação e cruza para a área, com perigo para o goleiro da Ponte, que sai da meta e chega antes de Gustavo, no principal lance onfensivo do primeiro tempo.
O time coritibano mostrava muita carência na armação de jogo. Ricardinho, isolado e apagado em campo, e Pedro Ken correndo o campo todo, mas atuando mais no campo defensivo, colaborando na marcação com Douglas Silva, deixavam a dupla Henrique Dias e Gustavo reféns dos defensores da Ponte, que jogava com três zagueiros.
No primeiro tempo, o jogo não teve emoções ofensivas. As defesas levaram nítida vantagem sobre os atacantes tanto da Ponte, como do Coxa. Os goleiros pouco apareceram e o pouco número de faltas fez o jogo ser bastante corrido, apesar de não criar lances de perigo.
Segundo tempo: empate no final
René Simões resolveu mexer no time, para corrigir o problema de armação de jogo. Ricardinho, apagado no jogo, cedeu seu lugar para o experiente Caíco.
O segundo tempo começou com mais faltas por parte do time da Ponte, que queria parar o jogo coritibano. O Coxa procurava trocar passes para buscar espaços no campo defensivo da Ponte Preta. As triangulações passavam pelos pés de Douglas Silva.
O primeiro lance ofensivo aos 7, quando Jeci subiu ao ataque. O Cori trocou passes na frente da grande área, Gilberto Flores passou e Gustavo fez um bom toque de bola para Jeci, deixando o coritibano de frente para o gol, mas o zagueiro cometeu falta no pontepretano.
Por volta de dez minutos do tempo final, vendo o Coritiba não ser importunado na defesa, René mexe no time, trocando Gilberto Flores por Keirrison, com Henrique indo jogar na direita e o capitão Anderson Lima ficar como zagueiro central.
Aos 14, a melhor oportunidade no jogo até ali, num lance individual de Pedro Ken. O meia roubou a bola no meio de campo, fintou três marcadores, entra na grande área mas não passa para Gustavo. Na marcação, o zagueiro tira de carrinho e toca a bola, evitando o lance que levaria muito perigo para seu goleiro.
Melhor em campo, o time Coxa-Branca marcou aos 16, numa cobrança de falta. Henrique, de longa distância, acerta um chute muito forte, à meia altura, no canto esquerdo da meta campineira: Coxa 1x0, para a festa da galera coritibana presente no Moisés Lucarelli.
Com a vantagem no marcador, o treinador coritibano muda o time: Gustavo deixa o time para a entrada de Marlos. Quem também mexe no time é o treinador do time da Macaca, que troca João Marcos, meio-campista, por Rafael Ueta, jogador mais avançado.
Aos 22, o time local vai ao ataque, depois de um lance pela esquerda, cuja bola foi cortada pelo zagueiro do Cori para escanteio. Na cobrança, Anderson Boiadeiro, ex-Coritiba, vai ao ataque para tentar o empate, mas sem sucesso.
O time da Ponte Preta fez um bom lance, aos 29, num chute muito forte de média distância do centroavante André Terra, que obrigou Édson Bastos a fazer grande defesa e evitar o gol de empate. Dois minutos depois, o camisa 1 do Verdão evitou novo gol certo da Macaca, ao defender um chute rasteiro, de dentro da área, tocando a bola pela linha de fundo e evitando o empate.
No desespero para buscar o seu gol, a Ponte abriu espaços e quase levou mais um, aos 33. O polivalente Pedro Ken rouba a bola no campo defensivo, avança com ela e faz um lindo lançamento para Keirrison que ganha do zagueiro mas chega um pouco atrasado, com o goleiro pontepretano saindo do gol e evitando o lance do Cori.
Aos 34, a Macaca quase chega ao gol, num lance falho de Édson Bastos, que sai mal no cruzamento solta a bola. Para a sorte Coxa-Branca, Henrique divide na raça e evita que o atacante finalize ao gol, recebendo a falta.
Três minutos depois, novo lance ofensivo campineiro, levando perigo ao gol defendido por Édson Bastos, mas a conclusão do zagueiro Zacarias é mal feita.
O Alviverde do Alto da Glória leva perigo aos 38, num bom lance da dupla PK e K11. Pedro Ken finta os marcadores, entra na área e se desequilibra. Ao tentar arrematar de direita, a bola passa pela grande área e Keirrison chega um pouco atrasado.
Já nos minutos finais, na base da correria, a Ponte Preta faz um ótimo lance aos 41, depois de uma bola invertida, de uma cobrança de falta feita por Marlos - que levou o cartão amarelo no lance. A bola foi cruzada da direita para a esquerda, o jogador da Ponte se livra da marcação e entra na grande área, chutando forte, mas a bola passa por toda grande área e fica com o Cori no lado esquerdo.
Aos 42, o time da Macaca chega ao empate depois de um cruzamento da esquerda, a bola sobrou para Rafael Ueta, que fez um bonito gol, chutando de voleio, indefensável para o goleiro do Coritiba.
Nos minutos finais, o time paulista tentava o gol, mas o Cori segurava bem as ações defensivas. Aos 48, num lance polêmico, Pedro Ken entra na grande área e sofre a carga, mas consegue cruzar para Keirrison, que é interceptado. A equipe esportiva da Rádio Banda B - Fernando César e Dionísio - avaliam o lance como penalidade máxima não marcada. Este foi o último lance do jogo: placar final, 1x1, com o Coritiba chegando a 62 pontos.
Com o ponto somado em Campinas, o Coxa ainda não está matematicamente classificado para a Série A em 2008, mas está bem próximo de subir de série. Sábado, é dia de festa no Couto Pereira, com 38 mil torcedores apoiando o Verdão rumo à vitória.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)