
AVALIAÇÃO
Por Marcelo Algauer de Almeida - COXAnautas
O Coritiba foi novamente derrotado de forma vergonhosa, para uma equipe fraca, sem tradição e que apenas luta para permanecer na segunda divisão do futebol brasileiro. A insistência do treinador Ney Franco em atuar com uma estrutura tática desequilibrada, sem apoio pelas laterais do campo e com enorme fragilidade defensiva, somado a escalação de atletas que não possuem condição técnica de vestir a camisa do Coritiba, faz com que um clube de tradição e centenário, passe a perder o respeito frente a outros com poder financeiro e estrutural muito abaixo do Alviverde.
O adversário, de forma humilde e eficiente, veio a Joinville bem postado taticamente pelo seu treinador, Gilson Kleina, que só não volta para o Rio de Janeiro com uma vitória mais elástica, pela infelicidade de seus atacantes, que não transformaram em gols a enorme vantagem que obtiveram frente a defesa coritibana.
O Coritiba iniciou o jogo com Vanderlei, Ângelo, Jeci, Pereira e Lucas Mendes, Leandro Donizete, Marcos Paulo, Rafinha, Dudu, Marcos Aurélio e Betinho. Em relação a última partida, com a entrada de Marcos Aurélio, a equipe passar a ter mais uma opção ofensiva, enquanto a volta de Lucas Mendes, faz com que o Coritiba retorne ao sistema tático com dois laterais que são apenas marcadores.
Primeiro tempo
O jogo começa truncado, com muita marcação de ambos os lados durante os primeiros 5´. A primeira finalização da partida é do visitante, após manter a posse de bola no campo de ataque com uma movimentação eficiente, aos 6´, Juninho de fora da área chuta, para fácil defesa de Vanderlei.
Após 10´, o jogo permanece centralizado com muitos passes errados das duas equipes. O Coritiba tentando pressionar a saída de bola sem sucesso, já o Duque de Caxias demonstra uma organização tática melhor, bem postado na defesa e com eficiência na transição ao ataque.
O Duque de Caxias começa a chegar mais próximo do gol de Vanderlei, em lance de bola parada, após falta inexistente de Pereira, a equipe carioca finaliza novamente para fora, aos 17.
A desorganização e o péssimo padrão tática do Coritiba, começa a sobrecarregar a defesa, aos 19´, Lucas Mendes recebe cartão amarelo.
Passados 20´, é evidente a falta de tranqüilidade e a dificuldade encontrada contra um fraco adversário, o Coritiba insiste em jogar apenas pelo meio campo, com pouquíssimo apoio pelo limitado Ângelo e ausência de jogadas de linha de fundo por Lucas Mendes, que limita-se apenas em defender.
O treinador Ney Franco, passa a orientar individualmente seus atletas na beira do gramado, pede aos meias e atacantes, uma maior movimentação, na intenção de obter melhor condições de chegar ao gol adversário.
Aos 24´, o Coritiba tenta finalizar pela primeira vez, Dudu chuta para fora sem o menor perigo ao goleiro carioca.
O ataque Alviverde permanece inoperante, o meio de campo erra muitos passes, a defesa demonstra fragilidade contra um adversário veloz, que possui um equilíbrio entre os setores do campo de forma satisfatória e eficiente.
O adversário, melhor na partida, abre o placar aos 27´, Lucas Mendes “leva bola nas costas”, o cruzamento é feito para Somália que divide com a zaga, na sobra André Luiz que só tem o trabalho de empurrar para as redes.
O árbitro da partida, expulsa o treinador do Duque de Caxias, Gilson Kleina, após ofensa ao 4º árbitro, aos 34´.
Novamente a equipe carioca chega com perigo, aos 37´, Juninho chuta forte de fora da área, Vanderlei rebate mal, Somália tenta a finalização, mas comete falta em Pereira.
A organização ofensiva do Duque de Caxias juntamente com a fragilidade tática do Coritiba, resulta no segundo gol da partida, aos 38´, após jogada de contra ataque, Somália amplia o placar.
Aos 40´, Lucas Mendes é expulso após cometer falta dura e deixa o Coritiba com 10 em campo.
O treinador Ney Franco faz a primeira alteração aos 44´, quando Dudu preparava-se para sair, Leandro Donizete pede substituição queixando-se de dores na coxa direita, local que o atleta já utilizava uma proteção, o que leva a crer que o volante já sentia algum desconforto antes da partida.
Aos 47, o jogo passa a ter somente 20 atletas em campo, Somália é expulso após cometer falta desleal em Rafinha.
Aos 48´, o árbitro encerra o desastroso primeiro tempo.
Segundo tempo
O Coritiba retorna para a segunda etapa, com uma substituição no setor do marcação da meia cancha, entra o volante Andrade no lugar de Marcos Paulo.
O segundo tempo começa com uma estúpida atitude de algum indivíduo travestido de torcedor, que atira um objeto no goleiro carioca, aos 3´. A arbitragem guarda o objeto que provavelmente será relatado em súmula.
Aos 6´, a equipe visitante quase amplia o placar com Juninho, de cabeça, sozinho dentro da área. O Coritiba responde aos 7´, após boa jogada de Marcos Aurélio, Dudu pede pênalti que não foi cometido pelo goleiro Lopes.
O Coritiba passa a atacar com velocidade, principalmente pelo lado esquerdo com Dudu, aos 11´, o jovem atacante faz boa jogada, entra na área e finaliza para boa defesa do goleiro Lopes.
Apesar da velocidade, o Coritiba demonstra excesso de individualismo nas jogadas de ataque, alguns atletas insistem em jogadas isoladas ao invés do jogo coletivo, o que facilita as ações defensivas do adversário.
Aos 15´, Jéci faz bom cruzamento, o goleiro Lopes sai mal, Betinho cabeceia e quase marca. O Duque de Caxias responde aos 16´, Mancuso finaliza bem de fora da área, mas a bola vai para fora.
O técnico Ney Franco altera novamente a equipe, o inoperante Ângelo deixa o jogo para a entrada de Renatinho, aos 19´.
O Coritiba passa atacar com muita vontade, entretanto sem padrão tático. A equipe do Duque de Caxias passa a construir contra ataques, aos 23´, Jeci comete pênalti em Leo Guerreiro após rápida jogada, irregularidade não anotada pelo árbitro da partida.
Após os 25´, o Coritiba exerce uma pressão, adiantando todo seu sistema defensivo, na tentativa de “abafar” o adversário, entretanto a equipe fica exposta ainda mais aos contra ataques. Após boa jogada de linha de fundo com Dudu, Betinho quase marca de cabeça aos 26´.
Apesar da pressão no campo adversário, as jogadas de perigo são criadas pelo Duque de Caxias, em perigosos contra ataques. Aos 28´, Léo Guerreiro quase amplia o placar, em rápida jogada, Pereira salva no momento da finalização.
O Coritiba cria situações, que não resultam em gol em função do excesso de individualismo dos homens de frente, com Renatinho aos 31´e Marcos Aurélio aos 32´.
Aos 35´, Leandro Chaves perde um gol inacreditável, a bola bate na trave após belo cruzamento de Gleidson, aquele que seria o terceiro gol da partida.
O Coritiba tenta responder aos 36´, Andrade chuta forte de fora da área, para boa defesa de Lopes.
A equipe carioca deixa novamente de ampliar o placar aos 39´, Gleidson recebe pela esquerda, entra na área e chuta forte, a bola “carimba” a trave do goleiro Vanderlei. No rebote Leandro Chaves chuta para fora.
Novamente aos 43´, o Duque de Caxias chega com perigo, Vanderlei faz uma defesa extraordinária após finalização de Gleidson, a bola vai para linha de fundo.
O Coritiba ainda tenta de fora da área com Andrade aos 45´e Marcos Aurélio aos 47´, sem precisão.
Aos 48´, a arbitragem encerra mais um vexame do Coritiba frente ao seu torcedor.
Com a derrota, o Coritiba perde a liderança da competição para a equipe do Figueirense, que venceu a partida frente ao América-RN, fora de casa pelo placar de 3x1. A equipe paranaense permanece com 30 pontos, agora com apenas 3 de vantagem frente a Portuguesa, 5º colocado. Nas ultimas 4 partidas o Coxa disputou 12 pontos, obteve apenas 3 ( 25%), marcou 4 e sofreu 9 gols. A próxima partida será sábado, 28, ás 15:50, contra o líder Figueirense, na cidade de Florianópolis.
Destaque Positivo: Destaque aos 795 heróis pagantes, que desceram até a cidade catarinense, para assistir, ás 21:50 uma equipe sem brio, que foi goleada na última rodada pelo vice lanterna da competição. Menção honrosa a diretoria do Duque de Caxias, uma equipe sem tradição no futebol brasileiro, que consegue ter em seu elenco, dois atacantes de qualidade na referência, tanto o titular como reserva, melhor do que o único camisa 9 alviverde.
Destaque Negativo: Apesar de vários atletas demonstrarem baixa atuação na partida de hoje, Ângelo, provou mais uma vez que não possui nenhuma condição de vestir a camisa do Coritiba. Destaque também para o treinador Ney Franco, que peca novamente pela fragilidade de seu sistema tático e na escalação de atletas que já demonstraram incapacidade técnica.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)