
Análise de quem entende
Salve, galera! Outra vez jogo às onze da manhã, a tainha assando enquanto rolava o jogo, para comemorar a vitória, mas não deu. Não dá para dizer que o Santos amassou o Coritiba, o jogo foi até parelho no primeiro tempo. Como não tem placar injusto em futebol, saímos em desvantagem na primeira etapa, por causa de lances fortuitos (gostei dessa palavra). No primeiro gol dos caras, a bola sobrou para o atacante e no segundo Henrique deu um azar danado. De bom, outra vez Gamalho se fazendo presente. O Coritiba não se acovardou e encarou o Peixe (a tainha ficou deliciosa) de igual para igual. No segundo tempo, a coisa ficou feia, o Santos, contente com a vitória, não oferecia perigo e o Coritiba não conseguia criar jogadas de perigo.
Na quarta-feira enfrentamos o time do Rei pela primeira partida da Copa do Brasil, e, pelo que vi hoje, dá pra fritar os caras. Ninguém está feliz, vi um time que não temeu o Santos, mas que sentiu a falta de maior rapidez nas jogadas. Que venha o alvinegro praiano, aqui a história vai ser diferente.
Vamos às notas, mas, apesar de parecer contraditório com o fato de eu ter gostado de parte do que vi, tenho que ser justo.
Alex Muralha – 7,0: Foi bem, sem culpa nos gols e ainda salvou de levar o terceiro. Ainda não tem toda confiança ao sair jogando com os pés, mas tem compensado com lançamentos precisos para os atacantes.
Guillermo – 5,5: Jogou pro gasto, na defesa não comprometeu, porém faltou um melhor apoio.
Matheus Alexandre – 4,0: Entrou pouco tempo, estava mais solto, no entanto não agregou nada de diferente à equipe.
Henrique – 5,0: Não fosse o gol contra, levaria uma nota maior, até mesmo porque o Santos contentou-se com a vantagem e não atacou tanto na segunda etapa.
Luciano Castán – 5,0: Saiu jogando de trás algumas vezes. Atrás não comprometeu, entretanto não ofereceu opção ofensiva, como está acostumado a fazer.
Egídio – 4,5: Sofreu muito na marcação e, fora um chute que poderia ter sido o de empate, seus cruzamentos não levaram perigo ao gol santista.
Willian Farias – 5,0: Precisa dar maior rapidez às jogadas, tem deixado espaços no meio, com um time de maior qualidade, pode ser muito perigoso.
Andrey – 6,0: Dá sempre para esperar algo de bom dele. Se não sofresse o pênalti, poderia ser o cara a ter feito o gol. Claramente foi poupado para o jogo de quarta.
Val – 4,0: Estou extremamente à vontade para dar nota baixa, pois já o elogiei muito. Hoje deu dois chutes quase pra fora do estádio. Preocupante as atuações dele, e já faz tempo isso.
Thonny Anderson – 6,5: Jogou muito enquanto esteve em campo. Soltou mais rapidamente a bola e era o dono da meiúca Coxa-Branca no primeiro tempo.
Robinho – 4,5: E olha que o meio ponto foi pelo passe para Egídio, que quase empatou. Mas, só um passe no jogo, daí fica difícil.
Igor Paixão - 6,5: Meio apagado no primeiro tempo, soltou-se mais no segundo e foi muito caçado em campo. Os outros times estão de olho no Piá do Couto. Correu muito mas perigo, perigo, não levou muito ao goleiro do Santos.
Alef Manga – 4,0: Deu somente um chute no gol, sumido na partida. Espero que na quarta-feira jogue duas vezes mais, para compensar esta partida em que nada jogou.
Adrián Martínez – Sem nota: Entrou e não pegou na bola.
Léo Gamalho – 6,5: Dois jogos, dois gols. Não espero muita coisa além disso. Não é a dele.
Gustavo Morínigo – “Não sei se vou ou se fico...não sei se fico ou se vou”. Essa é a frase para definir El Patrón nesta partida. Deu a impressão de querer ganhar o jogo e ao mesmo tempo queria poupar um pouco para a próxima partida. Uma coisa é certa, não dá pra culpá-lo pela apatia de Robinho e Val, nem pelo gol contra. A única coisa estranha foi a opção por Adrián Martínez em vez de Fabrício Daniel, que poderia dar mais velocidade ao Coritiba. Espero que tenha estudado bem o Santos para que passe de fase na Copa do Brasil, mesmo porque o time da baixada (não aquele, o outro, o da Baixada Santista), não é nem sombra de outros tempos.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)