
Análise de quem entende
Salve, galera Coxa-Branca. Talvez até vocês estivessem se perguntando por onde anda o Dr. X; e vou confessar uma coisa: depois de toda essa chuvarada que não acabava mais, fui aproveitar o solzinho que o domingão trouxe pra gente. Sozinho? Não. Eu a e a gata, cada vez mais linda, ao meu lado.
Falando do jogo, o Coritiba começou à vontade, lembrando, de leve, o melhor time do campeonato no quesito mandante. Fabrício Daniel quase faz o dele, mas ficou nisso. O time do Ceará, aquela terra maravilhosa que não tem um sol para cada, tem uns dois ou três, tomou conta do jogo e o gringo dos caras lembrou muito o Paixão no Alto da Glória. O colombiano infernizou o lado direito da nossa zaga e eu só estava esperando a hora em que um jogador nosso ia ser expulso. Mas isso não aconteceu. O que houve é que o zagueirão Henrique fez uma baita lambança, Castán participou e o resultado foi bola na rede de Muralha. Estava tudo parecendo que seria igual a sina Alviverde fora de casa, mas aí...
Bem, aí começou o segundo tempo, e o time do tal do Vina chutando de fora e Muralha pegando tudo. O goleirão foi bem ontem, apesar de...espera um pouco até eu dar a nota dele. Agora, pessoal, essa eu tenho que contar. Na hora em que entrou o queridinho da minha gata, o “jogador queridinho”, que fique bem claro; quando Natanael entrou, ela suspirou aliviada, um baita de um sorriso e disse: se prepara pra depois. E eu me preparei é claro. E deixem de ser curiosos. O lateral entrou e já tomou conta da situação, o tal gringo cearense não se criou mais por aquele lado.
Quando a máxima do time de pijama parecia que ia se concretizar, eu percebi que os caras tinham enganado, um pouco, a gente. Eles estavam só com uma parte do pijama, a parte de cima era branca da pele mesmo, os caras não tomam sol em Curitiba, pô! Falo isso porque o gol de empate sai num lançamento de Robinho pra Alef Manga, que, de primeira, coloca Adrián Martínez na cara do gol e o nosso gringo coritibano mostrou que também gosta de abraço. Tocando por cima do goleiro, foi só correr pra galera do Verdão que estava no estádio.
Final de jogo, tudo igual. O Coritiba, mesmo não fazendo uma boa partida, trouxe um ponto pra casa e segurou o time do nordeste brasileiro. Vamos às notas:
Alex Muralha – 7,0: Não fosse um susto que deu no torcedor, numa bola que passou por baixo de seu pé e foi em direção ao gol, a atuação seria perfeita. Pegou vários chutes de longe e fez pelo menos duas grandes defesas.
Nathan Mendes – 5,0: Levou azar de, na sua estreia, pegar um colombiano endiabrado pra marcar. Sofreu bastante. No gol do Ceará, sabe-se lá onde estava o menino. Com a volta de Natanael, a parada é muito dura pra qualquer um nessa posição.
Henrique – 4,5: Faltou a categoria, que ele tem, na hora do gol do Ceará. Foi facilmente batido no lance pelo rápido atacante. Não vem fazendo boas partidas. É bom lembrar da zaga reserva do jogo contra o Botafogo. Tem gente fazendo sombra pra ele.
Luciano Castán – 5,5: Ficou sem pai nem mãe na hora do gol que o Coxa levou. Tem mais lucidez na saída de bola, mas está sendo pouco. O campeonato é longo, e ele que não bobeie, senão tomam sua posição.
Guilherme Biro – 5,0: Sumido. Não apareceu muito na frente, não ajudou muito atrás. Porfírio tá na fila. Se cochilar, o cachimbo cai. Essa é velha eu sei, mas eu também sou.
Willian Farias – 4,0: Aconteceu o que todos temiam. Sentiu e teve que sair. Enquanto esteve em campo, pouco fez e também levou amarelo.
Val – 4,0: Todos se perguntam: o que houve com o Val, que não chuta mais de fora da área com perigo? Ontem até tentou, mas parece que está sem confiança. Com Andrey machucado, foi preterido por Bernardo.
Bernardo – 5,5: É injusto com o Piá do Couto exigir muito. Foi bem para um primeiro teste de maior dificuldade. Quando se sentir mais à vontade e perceber que foi titular de um time gigante da Série A, vai render mais.
Robinho – 6,0: Outra vez deu um belo lançamento para uma jogada de gol. Seria bom que mantivesse o ritmo durante o jogo todo, daí teria cacife de ser um dos titulares incontestáveis.
Thonny Anderson – 5,5: É o cara que carrega a bola, que segura até achar alguém em melhor posição. Quando for mais incisivo e os caras se desmarcarem pedindo bola, teremos a combinação perfeita.
Clayton – 5,5: É o cara do qual gente espera, espera e espera...uma hora cansa. Mas hoje não dá para reclamar dele. Ganhou o lance que originou o gol do Coritiba e armou a jogada para Manga, que quase deu a virada pro Verdão.
Fabrício Daniel – 5,0: Não se pode negar que o cara luta o tempo todo. Tá na hora de começar a correr pro abraço.
Alef Manga – 6,0: Entrou, foi pra cima, deu o passe pro gol e inflamou a torcida no Castelão. Esse é o Manga. Falta constância. Parece que levou um susto ao ficar de reserva.
Adrian Martínez – 7,5: Quem faz o gol leva a maior nota. Outra vez foi decisivo. Fez um gol de categoria. Olha o gringo pedindo passagem aí.
Igor Paixão – 6,0: Sumido no primeiro tempo. Melhorou no segundo. Parece que tá faltando gás pro Piá do Couto. Calor não pode ser, ele é do Amapá, ou será que “curitibanizou” já?
Gustavo Morínigo: Ontem teve aprovação quase unânime da torcida ao colocar em campo um time sem um pingo de improvisação. Entrou com quem tinha de entrar e colocou quem tinha de colocar. Fez parecer ser simples comandar uma equipe. Num campo pesado, apostou em dois homens de área pra levar perigo ao gol do Ceará. Vamos ver como será contra dois grandes de São Paulo nos próximos jogos. Vamos precisar muito da lucidez e planejamento seu e da comissão técnica.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)