
Análise de quem entende
Salve rapaziada, estou sem vontade alguma de falar do jogo. A derrota era até esperada, afinal os porcos tem um time muito melhor que o Coxa. Não dá nem para esconder isso. Pelo menos o time lutou em campo, e não podemos esquecer que o Verdão estava todo remendado, cheio de desfalques. Então, vida que segue, bola pra frente e vamos atrás de um resultado positivo no próximo jogo.
Mas o que me revolta mesmo foi a batalha campal que aconteceu fora do Couto Pereira, onde um bando de marginais entraram em confronto como uns animais irracionais. Isso é inacreditável. Não tem santo nesta história aí, é um monte de bandido brigando por nada. Como diria o Alborghetti: Cadeia neles!
Tem que trancafiar esses vagabundos, pois só assim deixarão de levar riscos aos cidadãos de bem, que vão ao jogo só para ver futebol.
E para piorar, a polícia taca aleatoriamente spray de pimenta na cara de todo mundo, incluindo mulheres, crianças, idosos. É muito despreparo. Os caras colocam medo, pavor e pânico naqueles que deveriam proteger.
Está tudo errado. Está na hora das autoridades tomarem medidas que acabem de uma vez por todas com essa criminalidade imposta por marginais travestidos de torcedores. Enquanto isso não acontecer, os torcedores de bem vão se afastar dos estádios. Afinal, vão colocar suas vidas e de seus filhos em risco para quê?
Mas, como o pessoal sempre espera a avaliação do Doutor aqui, vamos às notas:
Rafael William - 8,0: O piá demonstrou muita tranquilidade e competência em seu primeiro jogo no Brasileirão. Não teve culpa nos gols e ainda fez boas intervenções. Gostei do que vi.
Guillermo - 6,0: No primeiro tempo, jogando como zagueiro pelo lado direito, foi muito bem. No segundo, como lateral, não foi tão bem assim. Merece ser testado novamente no sistema com três zagueiros.
Henrique - 5,5: Partida razoável. Sofreu com os rápidos atacantes do Palmeiras, mas não comprometeu. Pode render muito mais como homem da sobra.
Luciano Castan - 7,0: Jogou muito. Todas as bolas do Coritiba passavam pelos seus pés. Não comprometeu atrás e ainda tentou ajudar o time na construção de jogo.
Nathan Mendes - 4,0: Fraquinho, fraquinho. Mesmo tendo liberdade para atacar, não atacou. Fez a torcida sentir falta do Matheus Alexandre.
Guilherme Biro - 4,0: Outro que não aproveitou a liberdade para atacar. É impressionante a falta de ousadia do piá. Toca para trás todas as bolas que recebe. Muito limitado.
Bernardo - 4,5: Perdido na marcação mais uma vez. Dá muito mole nas divididas, precisa se impor mais. Sua única boa jogada foi uma arrancada no segundo tempo que quase resultou em gol do Coritiba.
Robinho - 3,0: Cai muito de produção quando entra jogando. Deu muito espaço aos meias do Palmeiras e não ajudou na marcação, nem municiou o ataque.
Alef Manga - 3,0: Passeou em campo. Totalmente disperso, mais atrapalhou do que ajudou. Estava completamente fora de sintonia ontem.
Adrian Martinez - 5,0: É um lutador, mas não conseguiu levar perigo ao adversário, pois o meio-campo não criou absolutamente nada.
Igor Paixão - 3,0: Individualista, de forma displicente perdeu a bola que originou o primeiro gol do Palmeiras. É a principal peça ofensiva do time, mas caiu muito de rendimento nos últimos jogos.
Thonny Anderson - 0,0: Entrou mal e ainda conseguiu ser expulso por ter dado uma entrada maldosa no adversário.
Clayton - 4,0: Deu mais presença de área ao ataque, mas atacante que se preza não pode perder o gol que ele perdeu.
Diego Porfirio - 3,0: Contribuiu mais ofensivamente do que Guilherme Biro, mostrando que pode ganhar mais chances. Porém, lançou de forma equivocada a bola que originou o contra-ataque do segundo gol do Palmeiras.
Natanael - 4,0: Ainda fora de ritmo, pouco pode contribuir para a equipe.
José Hugo - sem nota: Não produziu nada enquanto esteve em campo.
Gustavo Morínigo: Tentou parar o Palmeiras ao escalar três zagueiros, mas esqueceu que o grande diferencial deles é o seu meio-campo. Melhorou o time na segunda etapa, mas mesmo assim o Coritiba pouco produziu. Vem sofrendo com os desfalques, pois os substitutos não conseguem fazer o time jogar. Precisa mudar algumas convicções, como a escalação de Guilherme Biro, por exemplo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)