
Análise de quem entende
Salve, galera Coxa-Branca. Outra vez jogo às 11 da manhã, parece horário daquelas partidas de veterano pelos campos da suburbana. E olha que, falando a verdade, já vi jogo da rapaziada do cabelo branco muito melhor que o primeiro tempo do Coritiba contra os gaúchos da terra do vinho. No encontro dos dois alviverdes, um tempo pra cada. Ficaram naquela de decidir quem perderia, com nenhum dos dois querendo ganhar, ou sendo competente pra isso.
A primeira etapa do Alviverde foi um show de horrores, no segundo, até que lembrou um pouco daquele time das primeiras rodadas; que fez a torcida sonhar com um futuro melhor no campeonato. Jogando contra um dos piores times da competição, o Coxa fez tudo de errado que poderia se imaginar. Placar justo para o time da serra gaúcha.
No segundo tempo o técnico fez o que deveria ter feito no primeiro. Com a porteira arrombada, voltou com Natanael, pra alegria da minha gata, com Egídio, que, pelo menos foi melhor que o Biro, além de Martinez; para ver se conseguia mudar o panorama. Logo no começo, Igor Paixão, que vem sendo o melhor atleta do ano, cruza para o Léo Gamalho marcar. Indo pra cima e sofrendo nos contra-ataques, o empate veio com Martinez, em outro passe de Paixão. O argentino, na matada de bola, se livrou do zagueiro e chutou sem chance pro goleiro.
O resultado foi terrível, mas poderia ter sido pior, se é possível dizer isso. Nem de longe a equipe vem mostrando o futebol do início do campeonato. Esse filme a gente já viu no ano passado: começar bem e no final estar caindo pelas tabelas.
Para fechar o turno, duas partidas fora, contra os times de maior torcida do país. No sábado que vem é o queridinho da mídia, o Flamengo em Brasília, num jogo em que 28 torcedores Coxas-Brancas, de acordo com fontes não oficiais, calaram os quase 70 mil rubro negros em 2015. Depois vem o Corinthians. Mas isso é papo pra outra hora.
Vamos às notas:
Rafael William – 5,0: No primeiro gol, ficou olhando a bola passar por cima dele, depois espalmou a bola pra frente, fazendo tudo o que um goleiro não deve fazer. E no pênalti, com aquele tamanho todo, me cai antes do cara bater, facilitando a vida do batedor. Fica parado, meu goleiro. A chance de pegar é muito maior. Mas não adianta chorar, é o que temos por enquanto.
Matheus Alexandre – 3,0: A pior partida dele desde que deixou de jogar mal e começou a jogar bem. Não fez nada, sofreu demais com o atacante do verde de Caxias.
Natanael – 5,0: Sempre que entra dá pra perceber a qualidade do piá. Voltando à condição física normal, vai ajudar muito por aquele setor.
Henrique – 3,0: Muito triste ver a torcida vaiando, infelizmente deu motivos pra isso. Tem comprometido muito. Não é à toa que temos uma das defesas mais vazadas do campeonato.
Luciano Castán – 4,0: Leva uma nota um pouco maior porque não fez pênalti infantil, mas é outro que ficou devendo nesta partida.
Guilherme Biro – 2,0: Completamente perdido em campo. Lembra dos veteranos que falei lá em cima no texto? Pois é, acho que até pra eles perderia as jogadas. Triste, lamentável.
Egídio – 4,5: Pelo menos cruza a bola pra área, marcar que é bom já temos consciência que ele não sabe.
Willian Farias – 5,5: É melhor colocar um cilindro de oxigênio do lado do campo, porque só com dois pulmões é difícil correr e marcar tanto.
Matías Galarza – 5,0: Até que deu uns chutes pro gol, mas vai ter que mostrar muito mais pra tomar o lugar do limitado Val. Como dizia um comentarista antigo, “Cada enxadada, uma minhoca”.
Régis – 4,5: Entrou sasaricando pra lá e pra cá, mas pouco contribuiu. É mais do mesmo.
Fabrício Daniel – 3,0: Pode ter sido armador lá no começo da carreira, ficou provado que não é mais. Aliás, ontem não foi nada de nada.
Adrián Martínez – 6,5: Deu dois chutes e fez um gol. Entrou bem. É um dos poucos que conta com alguma esperança da torcida.
Alef Manga – 3,5: Não chutou, não fez gol, não fez nada além de deixar o torcedor irritado. Cadê aquele cara que pôs um sorrisão na cara do torcedor Coxa-Branca contra o time lá de baixo?
José Hugo – 3,5: Entrou, pegou a bola e deu umas corridas que não resultaram em nada.
Léo Gamalho – 6,5: Vamos falar a verdade, dá tristeza ver o artilheiro correndo que nem bobo lá na frente atrás dos zagueiros enquanto o restante do time não pressiona a saída de bola. Ontem quando pressionada, a zaga dos caras entregou a rapadura.
Igor Paixão – 7,5: Falta ao Piá um pouco mais de inteligência na definição das jogadas. Quando tiver isso, não vai ser somente o garçom, vai cansar de levar abraço de tanto fazer gol. Hoje é o jogador indispensável no Coritiba.
Gustavo Morínigo: Sem muito se alongar, a pergunta que fica é: por que não entrou com a equipe do segundo tempo? As próximas duas partidas fora de casa terão um peso enorme na cabeça do “treinero”. Acho que é a hora dele mostrar o que pretende à frente da equipe, tentar algo novo com os mesmos jogadores ou ficar na mesma. Ontem me chamou a atenção o fato de ter pedido reforços e jogado um pouca da responsabilidade nas costas dos jogadores. Alguns vão dizer que é papo de vestiário, outros vão dizer que a culpa é toda do treinador. No final da história, já sabemos de que lado a corda arrebenta.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)