
ELENCO
Se por um lado o ataque, mesmo com os três gols diante do Cruzeiro, supera apenas os de Guarani (18º) e Ponte Preta (6º) neste Brasileiro, a inesperada defesa, em doze rodadas, levou apenas dez gols, ficando somente atrás da do Figueirense (2º).
O que era motivo de preocupação tornou-se segurança. Após as saídas de Edinho Baiano, Odvan e Ceará, todos perguntavam o que seria da defesa que ajudou o time a chegar na Libertadores. Para a felicidade da torcida e do técnico Antônio Lopes, os jogadores que foram entrando durante a competição, a maioria oriunda das categorias de base, espantaram o clima de insegurança, e, surpreendentemente, atraíram os holofotes alviverdes, antes voltados ao ataque.
O que mais chama a atenção é a variabilidade na escalação do quarteto, bem auxiliado pelo goleiro Fernando. Nas doze rodadas, a escalação variou nada mais nada menos do que oito vezes - só nas laterais, sete jogadores atuaram. No geral, destaque para o zagueiro Miranda (foto), o que mais atuou (11 vezes) - ficou de fora, por suspensão, apenas do jogo contra a Ponte Preta, pela 6ª rodada da competição. Rafael, Miranda, Nascimento e Adriano foram os que mais atuaram juntos (três vezes, contra São Caetano, Grêmio e Paraná Clube).
Outro fator positivo da zaga, que não levou sequer um vermelho, é o baixo número de cartões amarelos tomados. Miranda e Rafael foram os que mais levaram, apenas três cada um. Danilo, que foi para o futebol português, figurava com Adriano, na Seleção, na segunda colocação (2). Destaque para o lateral-esquerdo Ricardo, que em sete partidas não levou nenhum cartão.
O fato é que toda zaga é desejo de muitos técnicos do país... o problema será contratar todos os dez jogadores juntos que já atuaram neste setor durante a competição.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)