
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Qual sua percepção com a arbitragem de hoje, a conivência com a cera do Vasco, o final do jogo onde, nos acréscimos, deu mais dois minutos, deu vantagem para o Coritiba, mas daí acabou o jogo? “A arbitragem foi controversa, muitas situações de contato no primeiro tempo foram consideradas normais, o que acabou beneficiando os contra-ataques do Vasco. As decisões do árbitro favoreceram consistentemente o Vasco, especialmente em relação a faltas e ao tempo de reinício de jogo, o que contribuiu muito para a cera. Tenho críticas à decisão do árbitro de dar vantagem quando o Coritiba estava com um jogador a menos nos acréscimos, uma decisão infeliz que foi consistente com a arbitragem parcial geral.”
Deixando esses aspectos de arbitragem de lado, qual a avaliação que faz da equipe hoje? “Tivemos um aumento geral na agressividade da equipe e uma competitividade crescente tanto na defesa quanto no ataque ao longo da partida. Apesar de algumas dificuldades na circulação de bola, a equipe evoluiu ofensivamente ao criar associações pelos corredores e espaços interiores, causando problemas ao Vasco. A equipe enfrentou um Vasco forte, mas conseguiu dominar o jogo, demonstrando caráter, competitividade e coragem, melhorando em qualidade e cooperação em relação aos jogos anteriores. No geral, o jogo demonstrou uma evolução significativa em aspectos chaves, apesar de ter sido penalizado por alguns ajustes pontuais, especialmente considerando o alto nível do adversário. Enfrentamos um adversário forte e conseguimos ser assertivos com os jogadores disponíveis. Os desalinhamentos defensivos iniciais foram devido aos movimentos do Vasco e alguns erros de leitura da equipe, apesar de termos treinado para tais situações. Precisamos de fazer ajustes rápidos para não dar tempo e espaço aos adversários, especialmente em bloco baixo, para prevenir oportunidades de gol. A equipe teve uma melhora na capacidade de arriscar, pressionar e criar chances de gol, indicando uma evolução positiva em seu controle de jogo e volume ofensivo”.
Sobre o comportamento da torcida após o gol, com vaias ao Willian Oliveira, isso influenciou na decisão de substituí-lo no intervalo? “O futebol é feito de pessoas e união, quero aqui destacar a importância do William como profissional e sua dedicação exemplar, apesar de ter coisas para melhorar. As vaias, embora não venham de toda a torcida, são sentidas por toda a equipe, causando tristeza e um sentimento de dor compartilhada devido à empatia entre os companheiros de equipe. A substituição de William foi uma decisão tática para tornar a equipe mais ofensiva e agressiva no terço final, não uma reação às vaias, e ressalto a importância da união e do apoio da torcida durante o jogo.”
Como vê o Lucas Ronnier nesse time do Coritiba hoje? Um dos principais jogadores do time e que mais atacou? “Ronnier é um jogador ofensivamente agressivo e competitivo, que teve um bom desempenho em todas as fases do jogo, especialmente nas transições. O jogador estava fresco para o jogo o que permitiu que ele respondesse positivamente, demonstrando confiança e prontidão mental para missões táticas. Ele é de natureza competitiva, rebeldia positiva e capacidade de não aceitar a derrota, sempre buscando dominar seus adversários.”
Pode explicar sobre a entrada do Fabinho? E a opção de não colocar Renato Marques? “O Fabinho está num ritmo melhor em comparação com Renato Marques, que ainda está se adaptando à equipe. A janela recém fechou, mas estou satisfeito com o desempenho da equipe no mercado. A construção de um elenco competitivo após o retorno à Série A é um processo contínuo que leva tempo, e temos que focar em maximizar o potencial dos jogadores atuais. A equipe tem uma forte dinâmica de grupo, tem o respeito interno e o compromisso com a melhoria, que acreditamos serem cruciais para o sucesso, ainda mais do que contratações caras.”
Acredita que hoje foi o melhor jogo do Coritiba em casa, tirando os minutos iniciais até o gol do Vasco? “Acredito sim que o jogo contra o Vasco foi a melhor atuação do Coritiba em casa nesta temporada, apesar do empate, e destaco o controle ofensivo e defensivo da equipe. Estamos ainda na sétima colocação na tabela, e reconheço que, embora sempre haja a sensação de pontos perdidos, a competência e o jogo coletivo da equipe estão sendo fundamentais para nossa posição na tabela. É importante nos desafiarmos, ter coragem e ambição, e manter a identidade como uma equipe competitiva que luta por resultados. A equipe evoluiu em desempenho e consistência desde o início da competição, reconheço que oscilações são comuns na Série A, mas continuaremos focados no trabalho e desempenho que os resultados virão.”
Em jogos em casa, fica mais explicito apresentar soluções táticas e outros repertórios? “As variações e soluções táticas são cruciais, dependendo das circunstâncias específicas de cada jogo, seja em casa ou fora. Dou exemplo de mudanças táticas realizadas em partidas recentes, por exemplo contra o Remo, como ajustar formações para buscar um resultado ou para defender uma vantagem.”
Acha que foi importante esse empate, até para quebrar a narrativa de não conseguir pontos em casa? “Concordo. O fato de conquistarmos um ponto, especialmente no final do jogo, demonstra a força da equipe e tem que ser muito valorizado no campeonato. Estávamos enfrentando uma equipe que vinha muito bem, com série invicta sobre grandes adversários. Logicamente que o objetivo era a vitória, mas dentro das circunstâncias, esse ponto tem que ser valorizado, principalmente porque freamos a reação deles.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)