
AVALIAÇÃO
Por Marcelo Algauer de Almeida - COXAnautas
Em partida vergonhosa no litoral paulista, o Coritiba foi derrotado e humilhado pela equipe do Santos. Sem interesse em vencer a partida e escalado por seu treinador para jogar defensivamente a equipe perdeu por 4x0. Com a combinação dos resultados o Coxa passa a ser um dos fortes candidatos ao rebaixamento, ao lado do rival A. Paranaense e da dupla carioca Botafogo e Fluminense, este que será o último adversário do Coritiba no Campeonato Brasileiro 2009.
Primeiro Tempo
O jogo começou e o Santos já mostrava muito mais vontade de vencer a partida e logo aos 2’, a equipe teve sua primeira chance, mas que acabou em fácil defesa de Vanderlei. Da mesma forma a defesa Coxa-Branca já demonstrava toda a sua desatenção e desorganização e Jeci, aos 6’, recua perigosamente ao goleiro Vanderlei que quase se complica com a chegada do atacante santista.
O goleiro Coxa-Branca, apesar dos quatro gols sofridos, foi um dos poucos que salvou-se do vexatório resultado. Tanto é que aos 8’, ele fez uma defesa espetacular em cabeçada no ângulo, evitando o primeiro gol do jogo. Os primeiros 10’ foram de muita marcação no campo defensivo, ambas as equipes com muitos jogadores no meio, o que dificultava as ações ofensivas, já que ninguém se arriscava em marcar sob pressão a saída de bola do adversário.
Aos 13’ o primeiro suspiro ofensivo do Coxa. Makelele entra na área e finaliza fraco sem grande perigo ao goleiro Felipe, inaugurando a primeira jogada ofensiva da equipe paranaense.
Passados 15’, o Coritiba passa a ser envolvido pelo meio campo santista. O principal atleta coritibano, Marcelinho Paraíba, recebia forte marcação o que dificultava qualquer ação ofensiva que ficou a cargo de atletas como Leandro Donizete e Makelele. Como não possuem essa característica a sucessão de passes errados proporcionava rápidos contra ataques do Santos.
Aos 18’, após mais um erro de passe no meio de campo do Coritiba, o Santos cria ótima oportunidade com Kleber Pereira que finaliza para fora. Logo depois a strong> superioridade santista se refletiria em gol. Em jogada de bola parada Madson cobra falta pela ponta direita em direção a área, toda a defesa do Coritiba falha e observa o primeiro gol do jogo.
Logo aos 25’, novamente a defesa se atrapalha e Kleber Pereira recebe dentro da área “cara a cara” com Vanderlei e faz o segundo gol. A esta altura do jogo o time alvinegro já decretara a vitória e o time Alviverde ficava cada vez mais perdido no campeonato, sem poder ofensivo, desorganizado na defesa e com um meio campo inexistente.
O segundo gol desestabiliza totalmente a equipe do Coritiba, que passa a ficar ainda mais perdido no jogo, errando passes em demasia, que transforma o jogo em treino para a equipe santista, que toca a bola com grande facilidade.
Ney Franco faz a primeira substituição aos 31’, sai Pereira para a entrada de Marcos Aurélio, deslocando Jailton para a defesa, Makelele como segundo volante, Luciano Amaral posicionado defensivamente com Carlinhos Paraíba atuando como ala pelo lado esquerdo.
A substituição não surte efeito e aos 33’ Neimar recebe sozinho, avança para o gol e chuta para grande defesa de Vanderlei.
O Santos continua jogando com grande facilidade, fazendo jogadas de efeito contra o passivo e perdido time do Coritiba. Em toque de calcanhar Kleber Pereira recebe dentro da área e finaliza para fora aos 35’. Logo aos 37’, Madson entra sozinho na área, Vanderlei defendo “nos pés” do atacante santista, evitando o terceiro gol.
O Coritiba, todo perdido no setor defensivo chega pouco ao ataque, aos 41’ o inoperante Rômulo chuta fraco, para fácil defesa de Felipe.
Quando o Coritiba torcia para que o árbitro finalizasse o primeiro tempo, a equipe santista ainda teve duas oportunidades com Madson, na primeira Vanderlei defende um chute muito forte, na segunda ao atacante chuta para fora um cruzamento dentro da pequena área. O primeiro tempo poderia ter terminado com um placar bem mais elástico que os 2x0.
Segundo Tempo
O Coritiba retornou com Thiago Gentil no lugar de Carlinhos Paraíba, na tentativa de corrigir o sistema defensivo e ofensivo.
A alteração melhora a equipe do Coritiba, que passa a marcar no campo adversário, aos 5’, Thiago Gentil recebe em direção ao gol sendo derrubado por Leo, em situação clara de gol, a arbitragem omissa mostra apenas o cartão amarelo ao lateral santista, enquanto deveria ser expulso. Na cobrança da falta, Marcelinho toca para Marcos Aurélio que finaliza, a bola desvia na defesa e quase engana o goleiro Felipe.
A partida fica equilibrada até os 15’, quando a equipe santista volta a ter facilidade no toque de bola, com o Coritiba errando muitos passes sem força ofensiva e com uma defesa fragilizada.
A superioridade santista logo se refletiu em gol, aos 20’, Rodrigo Heffner tenta drible na defesa, Madson rouba-lhe a bola, avança até a área e cruza para Neimar marcar o terceiro gol da partida. O treinador Ney Franco aos 21’, faz a ultima alteração, entra Bruno no lugar de Rômulo.
O Coritiba permanece um “amontoado” em campo, com falhas grotescas no setor defensivo. Aos 23’ o Santos perdeu uma grande chance de ampliar ainda mais o placar. Jeci fez pênalti claro em Neimar, que Kleber Pereira bateu, mas Vanderlei defendeu e evitou um vexame ainda maior.
A partir do penalti até aos 40’, o Santos passa literalmente “andar” em campo, tocando a bola de lado, ouvindo a torcida gritar olé, contra um adversário derrotado que não demonstrava qualquer poder de reação.
Quando a partida parecia chegar ao final sem grandes emoções, o Coritiba erra mais um passe no ataque proporcionando rápido contra-ataque do Santos que deixa Neimar “cara a cara” com Vanderlei, que dessa vez nada pode fazer, marcando o quarto gol do jogo aos 43’.
Enquanto a torcida que compareceu em bom número e se fez ouvir durante um bom tempo na transmissão do PPV esperava o apito final, o vexame quase foi maior ainda. Vanderlei fez mais uma defesa espetacular nos acréscimos, garantindo os 4x0 para o Santos.
Final de partida. O Coritiba agora terá pela frente uma missão complicada que é vencer o Cruzeiro no Mineirão. Enquanto a equipe mineira terá a obrigação de vencer para ficar mais próximo da libertadores, o Coritiba tem a obrigação de vencer para se afastar definitivamente do fantasma do rebaixamento, que está mais próximo do que nunca.
Destaque Positivo: O goleiro Vanderlei. Apesar dos quatro gols sofridos fez milagres durante a partida, evitando um vexame ainda maior.
Destaque Negativo: Todos que participaram da partida, sem exceção. Destaque para treinador Ney Franco, que mais uma vez joga fora de casa para não perder, escalando uma equipe extremamente defensiva sacrificando Marcelinho Paraíba como única opção ofensiva com Marcos Aurélio na suplência. A insistência em atuar com cinco atletas no meio de campo deixando isolado um atacante referência, já demonstrou ser ineficaz fora do Alto da Glória. A escalação de Rodrigo Heffner na lateral direita, retornando de lesão muscular, deixando Marcio Gabriel inclusive fora do banco de reservas é inexplicável, pois trata-se de um lateral de velocidade e uma ótima opção ofensiva.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)