
COLETIVA
Foto de arquivo
Após a partida em que o Coritiba empatou com o Goiás pelo placar de 2x2 no Serra Dourada neste sábado, 12, o treinador do Coritiba Dorival Júnior falou à imprensa e mostrou muita irritação com a arbitragem e com a postura do seu time em certos momentos da partida.
O técnico alviverde falou também sobre o gol perdido por Michael aos 47 minutos do segundo tempo, quando desperdiçou um lance com o goleiro já batido, a menos de meio metro da meta adversária. "Em razão de tudo que se passa, detalhes pequenos têm feito com que alguns pontos importantes sejam deixados para trás. E amanhã podemos chorar muito mais em razão da própria classificação que, pra mim, ainda não é aquilo que o Coritiba estaria merecendo neste momento", disse o treinador.
Sobre a arbitragem, Júnior foi duro com a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio, além de ter criticado as arbitragens da competição de um modo geral, principalmente para os visitantes. Sobre o apitador na partida diante do Goiás, Dorival afirmou: "Eu não reclamo nem do pênalti que ele deixou de anotar, eu reclamo da maneira como ele conduz uma partida, com interpretações sempre dúbias com a mesma jogada. Lógico que se aceita o erro quando se deixa de anotar uma penalidade, um impedimento numa jogada muito rápida. Agora nos momentos em que se visa apenas um lado, olha-se apenas um lado e o visitante é sempre prejudicado, aí as coisas começam a apertar um pouco mais. E hoje mais uma vez isso acabou acontecendo. Não é tirar o mérito do Goiás, mas acho que as arbitragens têm de ser qualificadas, pois é difícil pra quem visita".
Ainda sobre a arbitragem, o treinador Coxa-Branca opinou pela aplicação de penalizações aos árbitros que cometem erros durante as partidas. "A maioria dos técnicos que se alteram fora das quatro linhas é porque acontece esse tipo de atuação, e está na hora de melhorarmos um pouco, estamos encobrindo muita coisa. Está na hora de se apontar um pouco mais. E aquele que erra, como nós erramos, e às vezes ficamos fora de um trabalho porque somos mandados embora, o que erra tem que ficar à parte da rodada seguinte ou das rodadas seguintes, ele tem que se reciclar, tem que melhorar, tem que saber que está prejudicando", afirmou.
Os problemas no setor de marcação para a próxima rodada e as improvisações na equipe também foram abordadas na coletiva. "Fiz um levantamento outro dia e, em 11 partidas que disputamos, em oito eu não substituí como gostaria. Eu tive a necessidade de substituir em razão de lesões e repôr cartões. Então é muito difícil, estamos praticamente perdendo a nossa zaga, finalizamos essa partida praticamente só com o Felipe inteiro, perdemos o Bernardi (suspenso), o Maurício ainda vai passar por uma avaliação, Nenê não está plenamente recuperado e isso tem sido problemático pra nós. Você perder dois ou três elementos de uma rodada pra outra é normal, mas desde a primeira partida começamos já perdendo seis jogadores naquela semana e a coisa veio se estendendo. É muito difícil pra quem está com uma equipe que está tentando criar uma identidade e estar alterando a todo o momento, tendo que buscar reposições e fazendo com que essa equipe mantenha o mesmo nível de atuações de partidas anteriores é muito complicado".
Sobre o alto número de passes errados, Júnior apontou a velocidade do jogo como fator preponderante. "Hoje em dia, infelizmente, a velocidade diminui a precisão. Isso é um ponto que estamos observando desde as categorias de base. As equipes juvenis e juniores já cometem um número de erros de passes excessivos e vem sendo trazido para o trabalho dos profissionais, infelizmente, pecando em demasia. Perdemos a qualidade, nós estamos perdendo a qualidade. O futebol brasileiro infelizmente está pagando um preço muito alto neste momento. Nós temos que voltar a ter aquilo que nós sempre tivemos e o europeu usa à revelia. Tem usado aquilo que foi o modelo do futebol brasileiro durante muitas épocas", comentou.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)