
AVALIAÇÃO
Em matéria anteriormente editada pelo site COXAnautas, foi questionada a eficiência tática do sistema com três zagueiros, já que a tendência mundial é aboli-lo dos gramados.
Oportuno trazer tal assunto à tona, relembrando que o Coxa, neste ano, ganhou apenas duas partidas utilizando esse sistema. Uma contra a ADAP, no dia 5 de março, pelo Campeonato Paranaense, e a outra em 27 de outubro, contra o Vila Nova.
Todas as outras tentativas de se utilizar o sistema tático com três zagueiros em 2006 fracassaram, fazendo com que os técnicos alterassem o sistema durante a partida para diminuir o prejuízo, ou ainda, sair no lucro, como por exemplo, a última partida do primeiro turno da Série B contra o Avaí, em Florianópolis.
O importante detalhe a se ressaltar é que as duas únicas vitórias com o sistema 3-5-2 foram fora de casa, jogando contra adversários que precisavam do placar positivo. Ou seja, a tática era se fechar e sair apenas em contra-ataque.
Porém, para o próximo sábado, 04, a situação é bem diferente. Analisando a tábua de classificação, nota-se que o América/RN não tem a obrigação desesperadora de buscar o placar, pois mesmo que empate a partida contra o Cori e o Paulista ganhe seu dificílimo duelo contra o líder Sport, ainda sim permanecerá no G4 pelos critérios de desempate.
Assim, quem jogará mais fechado e buscando os contra-ataques será o América, aproveitando o desespero em busca da vitória por parte do Cori. Se o técnico Bonamigo optar por jogar com três zagueiros e apenas um atacante, o mesmo impasse criado no início do segundo tempo da partida contra o Náutico estará implementado: o Mecão não sai do seu campo, enquanto o Coritiba tenta atrair o adversário para uma arapuca em seu sistema defensivo, deixando para marcar apenas depois da linha do meio campo, para então tentar roubar a bola e sair em contra-ataque.
A fragilidade dessa forma de jogar não apareceu em Goiás, contra o Vila Nova, porque o adversário, em crise e prestes a cair à Série C, se lançou desordenadamente ao ataque, caindo na armadilha do Alviverde. Mesmo assim, ainda conseguiram marcar um gol, numa falha de posicionamento da zaga coritibana, que tinha naquele lance, Leandro no lado esquerdo.
Contra o Náutico, o desastre poderia ser maior, devido ao excesso de jogadores de marcação - aliado ao fato do Timbu não sair para o jogo, não caindo na armadilha idealizada pelo técnico Bonamigo - os alas e os volantes se lançaram ao ataque, abrindo espaços na zaga, que sem a cobertura dos volantes nada pôde fazer a não ser assistir ao gol alvirrubro.
Será que a lição foi aprendida?
O futuro do Verdão Coxa-Branca está nas mãos do técnico Paulo Bonamigo. É óbvio que o técnico não cobra faltas, escanteios, penalidades máximas, não defende, não chuta ao gol. Mas é ele quem escala quem deve fazer isso, além de definir como a equipe deve ser comportar em campo, a famosa obediência tática.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)