
HÁ UM ANO...
Em 2004, o Coritiba recebeu o Vasco da Gama no Couto Pereira em 27 de outubro, uma quarta-feira à noite, em jogo válido pela 38ª rodada da competição. O Coxa era o 12º colocado na competição, com 50 pontos, e vinha de um incômodo jejum de 4 jogos sem vitórias (derrotas para Paraná e Juventude e empates contra Cruzeiro e Corinthians). Já o Vasco vinha animado pela vitória por 1x0 no clássico contra o Flamengo, na rodada anterior. O clube carioca ocupava a 16ª colocação no certame, com 45 pontos.
Antonio Lopes, contando com o retorno do goleiro Fernando, e do meia Capixaba, que ficou no banco de reservas, armou o Verdão no 4x4x2, com Fernando; Jucemar, Miranda, Vagner e Adriano; Ataliba, Brum, Vital e Ricardinho; Tuta e Aristizábal. Já o técnico vascaíno, Joel Santana, desfalcado de Róbson Luiz e Ygor, ambos suspensos, armou sua equipe com Cássio; Thiago, Fabiano, Henrique e Chiquinho; Coutinho, Emerson, Silva e Petkovic; Anderson e Marco Brito.
O jogo começou sem muitas emoções, chegando a dar sono nas pouco mais de duas mil e oitocentas pessoas presentes no Monumental.
Até os 30 minutos de jogo, o Coxa criou apenas duas chances de gol: uma com Ricardinho, chutando forte de fora da área, aos 2 minutos, assustando o goleiro vascaíno; e Tuta, tentando uma bicicleta após cruzamento de Jucemar. O Vasco, por sua vez, pouco ameaçou a meta alviverde, e ainda perdeu o atacante Marco Brito, que atuou pelo Coritiba em 2003, contundido.
Aos 32 minutos, a melhor chance coritibana no jogo. Vital puxou o contra-ataque pelo lado direito do campo e cruzou, e o zagueiro vascaíno colocou a mão na bola. Pênalti! O artilheiro Tuta foi para a cobrança, e chutou fraco, para fácil defesa do goleiro Cássio, que ainda espalmou nos pés de Ricardinho, que, de frente para o go, novamente chutou sem força, facilitando a vida do goleiro vascaíno.
O Coritiba ainda teria mais duas chances de abrir o placar na primeira etapa, com Ataliba e Vágner, mas o placar ficou mesmo em 0x0.
Para o segundo tempo, Lopes sacou Vital, dando passagem ao atacante Laércio. O Coxa tinha o domínio do jogo e criava boas chances, mas o gol insistia em não sair. Ricardinho tentou de longe, mas o goleiro cruz-maltino defendeu. Roberto Brum acertou o travessão, em cobrança de falta frontal. Laércio também teve chance cara a cara, mas o goleiro vascaíno novamente levou a melhor.
Aos 35 minutos, o Verdão ficou com um a menos em campo. Miranda levou o segundo amarelo e foi pra o chuveiro mais cedo. Lopes recuou o time, substituindo Aristizábal pelo estreante Romeu.
Aos 45, o golpe de misericórdia nos bravos torcedores que saíram de casa no insólito horário das 21h50 para ver seu time jogar. Petkovic bateu escanteio, a bola bateu na trave e voltou para ele. O árbitro Rodrigo Cintra deveria ter anulado o lance, pois a bola não bateu em ninguém, configurando, portanto, dois toques do jogador sérvio, mas não o fez. Pet invadiu a área e fintou Laércio, que o derrubou. Pênalti para o Vasco! Pet mostrou a Tuta como se faz, batendo com extrema categoria para vencer Fernando e decretar a vitória do Vasco da Gama pelo placar mínimo.
Ao final do jogo, a torcida, mais uma vez, pediu a cabeça do técnico Antonio Lopes.
Ficha técnica
Campeonato Brasileiro da Série A – 38ª rodada
Coritiba 0x1 Vasco da Gama
Local: Estádio Couto Pereira
Data : 27/10/2004 (quarta-feira)
Horário: 21h50
Renda: R$ 20.387,50
Público: 1.908 pagantes (público total: 2.844)
Coritiba:
Fernando; Jucemar, Miranda, Vagner e Adriano; Ataliba, Brum, Vital (Laércio) e Ricardinho (Capixaba); Tuta e Aristizábal (Romeu). Técnico: Antônio Lopes.
Vasco:
Cássio; Thiago, Fabiano, Henrique e Chiquinho (Diego); Coutinho, Emerson, Silva e Petkovic; Anderson (André Lima) e Marco Brito (Rubens). Técnico: Joel Santana.
Gol: Petkovic, de pênalti, aos 45 minutos do segundo tempo
(VAS).
Cartões Amarelo: Ataliba, Tuta, Adriano e Miranda(COR); Chiquinho (VAS).
Cartão vermelho: Miranda (COR)
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Assistente 1: Márcio Luiz Augusto (SP)
Assistente 2: Nilson de Souza Monção (SP)
4º Árbitro: Carlos Jack Rodrigues Magno (PR)
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)