
Máquina do Tempo
Por: Luiz Eduardo Buquera
No próximo sábado, o Coritiba enfrentará o Avaí em partida decisiva para as pretensões de se manter na elite em 2023.
Há quase 11 anos, enfrentou o mesmo adversário, daquela vez lutando para continuar postulando uma vaga na Taça Libertadores da América de 2012.
Naquele 27 de novembro, a situação era diametralmente oposta da que o clube enfrenta atualmente. Porém a cobrança pelo resultado e a dificuldade eram semelhantes.
O Coritiba de 2011 é lembrado com saudades e carinho pela torcida. Contava com uma equipe extremamente qualificada, contando com suplentes do mesmo nível na maioria das posições. Tecnicamente e também do ponto de vista anímico, estavam anos luz à frente do atual elenco.
Exemplificando, o que foi dito no parágrafo anterior, contra o Avaí atuaram Jeci, Tcheco, Everton Ribeiro, Everton Costa e Leonardo, que na maior parte da temporada eram suplentes de Pereira, Leandro Donizete, Davi, Marcos Aurélio e Bill.
Contra o Leão da Ilha, o Coritiba precisava da vitória para depender apenas de si na briga pela vaga na Libertadores da América já na rodada seguinte, que seria a última.
O Coritiba, que em seu território já havia superado com facilidade vários adversários tradicionais, encontrou um cenário completamente diferente. Enfrentou um adversário, já rebaixado, que não tinha nada a perder e que se fechou atrás, esperando uma bobeira Coxa para chegar ao seu gol.
Dentro da proposta deles, os catarinenses atuaram de maneira eficaz, trazendo dificuldades para o Coritiba, que se intensificaram com a demora para abertura do placar. Na primeira etapa, chegaram com perigo em três oportunidades, todas defendidas com segurança por Vanderlei.
As melhores oportunidades Alviverdes foram uma finalização de Everton Ribeiro que foi interceptada pelo goleiro, após grande jogada de Rafinha, e uma bola chutada na trave por Jonas.
O panorama não mudou na segunda etapa. O Coritiba continuou procurando furar o bloqueio do Avaí, que por sua vez pouco atacava e que teve a melhor oportunidade em chute de longe do meia Robinho, atualmente no elenco Coxa-branca e que tem possibilidade de atuar no próximo sábado.
Aos 8 minutos, o Coritiba chegou na meta adversária em finalização de Rafinha para fora após boa jogada de Maranhão. Leonardo, aos 27 minutos, finalizou para fora com a bola passando rasteira próxima à trave. A vitória veio aos 39 minutos, após cobrança de escanteio e cabeçada certeira de Jeci. A bola parada era uma grande arma da equipe Alviverde. Jeci, Pereira e Emerson se consagraram nesse tipo de jogada. Algo inexplorado pela equipe atual.
Ao final do confronto, a torcida Coxa estava orgulhosa e satisfeita com o clube a uma partida da vaga na Libertadores, algo que após 2003, ocorreu apenas nesta ocasião e nas finais de Copa do Brasil.
Ficha Técnica:
Coritiba 1x0 Avaí - 27 de novembro de 2011.
Estádio Couto Pereira
Coritiba: Vanderlei, Jonas, Jeci, Emerson e Lucas Mendes: Léo Gago, Tcheco (Maranhão), Everton Ribeiro (Geraldo) e Rafinha; Everton Costa (Bill) e Leonardo. Técnico: Marcelo Oliveira.
Avaí: Moretto, Arlan, Cássio, Welton Felipe e Fernandinho; Acleisson, Diogo Orlando, Leandro Lima (Batista) e Robinho; Cleverson (Diego) (Daniel) e Fabiano. Técnico: Edson Neguinho.
Gol: Jeci (CFC) 39/2.
Público pagante: 15.680 pessoas.
Público total: 17.331 pessoas.
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)