
AVALIAÇÃO
Apesar da garra dos jogadores e do apoio da torcida, o empate em 1x1 contra o Ceará ficou engasgado na garganta. Jogando um futebol movimentado no meio-campo, mas com más finalizações e falta de criatividade, o Coritiba conseguiu fazer apenas um gol, com Alberto aos 33 minutos do primeiro tempo, que diga-se de passagem surgiu de uma bela troca de passes na boca da área. Ao final, a lição: só correria não basta para ganhar um jogo da Série B.
O maior erro foi o espaço deixado para que o Ceará fizesse contra-ataques, que de tanto insistir acabou por marcar aos 14 minutos da segunda etapa. Embora tenha tentado reverter a situação durante o final do jogo, fazendo grande pressão, não foi dessa vez que o Coritiba conseguiu a vitória.
Com Jackson e Caio novamente demonstrando baixíssimo rendimento em campo, dificuldade para sair jogando da defesa para o ataque e com as jogadas agudas mais pelo lado esquerdo do campo, com Ricardinho, especialmente no segundo tempo, o Coxa novamente não soube ganhar uma partida com a vantagem numérica em campo. Desta vez, dez contra onze, desde os 11 minutos da etapa final.
O gol do time cearense foi marcado numa falha gritante de posicionamento da defesa coritibana, que não marcou o primeiro rebote na bola parada. De dentro da área, o atacante alvinegro estava livre de marcação e arrematou direto para as redes de Kleber.
Com o empate, Bonamigo mexeu no time, colocando Marlos, Pedro Ken e Jefferson no time, tirando um zagueiro (Nivaldo) e mexendo no ataque (Anderson Gomes) e no meio-campo (Jackson). As substituições não trouxeram o resultado esperado.
Mesmo mudado, o Alviverde continuou pecando: erros de passes, lentidão na saída de bola da zaga, jogadas de linha de fundo sem perigo. A pouca qualidade no meio de campo, com Caio e Jackson apagadíssimos trouxeram mais problemas ao Verdão, que teve seus atacantes e alas tendo que buscar na base da individualidade os espaços para armar o jogo.
O Ceará mostrou novamente que a Série B tem diversos times experientes, matreiros até: cadenciou o jogo, dividiu todas as bolas, jogou firme e forte na marcação, fazendo o tempo passar e a ansiedade do Cori bater à porta.
O Coxa é um time com valores individuais superiores aos adversários enfrentados até aqui. Mas sem a tarimba necessária para ganhar os jogos. Quando os adversários forçam a marcação nos meio-campistas, fazendo os zagueiros ou o volante saírem para o jogo, o Cori mostra-se um time totalmente previsível para ser marcado.
Contra o Ceará, uma dúvida ficou: apesar de alguns torcedores ainda relutarem com o rendimento de Ricardinho, o ala tem se mostrado bastante eficiente no ataque, mesmo que jogando isolado pela esquerda, sem contar com o apoio de um meia-esquerda. Quando Ricardinho não jogar, o Coxa deverá ter dificuldades para armar seu posicionamento tático por aquele setor do campo.
Com o resultado em casa, Bonamigo fica de sobreaviso para mudar e corrigir os erros do time Coxa-Branca, enquanto é tempo. Apesar de terminar a noite de terça-feira na quarta colocação, com os jogos que completam a rodada, o Cori pode perder posições, caindo até para o sexto lugar na tabela.
Destaque negativo para a arbitragem, fraquissima e confusa. Com pênaltis não marcados a favor do Coritiba, cartões indevidamente assinalados, assim como um pênalti para a equipe adversária, que por justiça, não entrou. Mais uma vez nesse capeonato, um árbitro catarinense tem péssima atuação dentro do Alto da Glória.
Destaque positivo: a torcida do Coritiba, sempre ela.
Novamente a torcida Alviverde esteve demonstrando o seu amor e, mesmo em se tratando de um jogo de terça-feira à noite, colocou quase dez mil Coxas-Brancas dentro do Couto Pereira, fazendo a união torcida/Clube, que foi primordial para que o Coritiba buscasse a vitória, embora não a tenha conseguido, caindo agora para a quarta colocação do campeonato.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)