
AVALIAÇÃO
Por Marcelo Algauer de Almeida - COXAnautas
O Coritiba foi até Recife para enfrentar um adversário muito pressionado pelo resultado positivo dentro de seus domínios, já que o Sport atualmente é o vice-lanterna da competição e sofre sérios riscos de rebaixamento. O resultado foi um jogo de muita velocidade mais pouca qualidade técnica, já que o adversário com atletas abaixo da média utilizava apenas a jogada área como opção ofensiva, com muita vontade mas pouco futebol. O Coritiba por sua vez conseguiu equilibrar o jogo durante a primeira etapa, acabou sendo pressionado de forma perigosa no segundo tempo, mas mesmo assim saiu com um ponto da Ilha do Retiro
Primeiro Tempo
A equipe do Sport iniciou o jogo a todo vapor tentando já na saída de bola uma jogada ensaiada, todavia, Carlinhos Paraíba antecipou o lance e proporcionou bom contra-ataque, desperdiçado pelo lateral Luciano Amaral.
Aos 2’, após a jogada em velocidade da equipe da casa, as luzes se apagam devido a uma falha da administração do estádio que utilizava um gerador de energia ao invés da rede elétrica externa. Somente aos 24 minutos a arbitragem entende que os refletores apresentam condições mínimas para que a partida seja reiniciada.
Após a paralisação, o Coritiba passa a marcar o adversário a partir do meio de campo e com a posse bola troca passes no setor ofensivo com bastante qualidade. O Sport, por sua vez, insiste pelo lado direito, criando situações de superioridade numérica em cima de Luciano Amaral, já que Carlinhos Paraíba nesta partida não se posiciona por esse lado do campo. O Sport fazia uma marcação forte na saída de bola, dificultando o contra-ataque rápido do Coritiba, facilitado já que Tiago Gentil fazia função de meia e não atacante, deixando Ariel isolado no ataque.
Após 15´, a defesa Coritibana, “abusa” das faltas próximas a área, favorecendo o forte do Sport, o jogo aéreo, agora pelos dois lados do campo e justamente através dessa jogada aos 16´ a equipe da casa marca o primeiro gol de cabeça através do jogador Fabiano.
Contudo, o Coxa não desiste e parte em busca do empate. Aos 20´o time esboça uma reação, pressionado o adversário, quando Ângelo sofre uma entrada durissíma do defensor adversário em uma falta desleal, recebendo apenas cartão amarelo enquanto deveria ser expulso.
Percebendo a necessidade de mudar o panorama do jogo, aos 20´ Ney Franco promove a primeira substituição, sai Pereira e entra Renatinho, com Jailton recuando para a defesa juntamente com Jeci.
O resultado veio quatro minutos depois. Carlinhos Paraíba faz lançamento espetacular, deixando Ângelo com bola dominada no fundo em ótimas condições para o cruzamento, Ariel recebe, gira e marca o gol de empate.
Após sofrer o gol de empate, o rubro-negro de Recife volta a pressionar, mas sem a mesma eficiência, proporcionando ao Coritiba facilidade em trocar passes no campo adversário quando em posse de bola.
O jogo esfria após os 35’, quando o Sport recua a marcação e o Coritiba passa a trabalhar bola com facilidade, mas sem criar oportunidades de gol até o fim da primeira etapa.
Segundo Tempo
No intervalo o técnico Ney Franco promove a segunda substituição, sai Ângelo para a entrada de Dirceu, recompondo o sistema de marcação, com Pedro Ken deslocado pelo lado direito alternando com o zagueiro recém promovido a partida.
O Sport, então inicia uma correria ofensiva, mas com pouca qualidade técnica e muita vontade. O time passa a abusar de sua única opção tática: o jogo aéreo.
O Coritiba sente dificuldades para sair da marcação adversária e ao invés de valorizar a posse de bola, passa a acelerar o jogo fugindo das características da equipe errando muitos passes, que resultavam em contra-ataques do adversário, principalmente em cima do zagueiro Dirceu, que pareceu entrar um pouco assustado no jogo.
As poucas chances de contra-ataque ofensivos são criadas e desperdiçadas com Carlinhos Paraíba aos 12’ e Renatinho aos 14’. Seis minutos depois Ney Franco promove a terceira e última substituição, Marcio Gabriel entra no lugar de Carlinhos Paraíba, que fazia uma boa partida, distribuindo bem a bola e colaborando na marcação. Ele destacou-se como o atleta mais lúcido do meio de campo.
Com a mudança o Coritiba ficou totalmente desconfigurado, sem poder ofensivo, errando passes a todo momento, sem capacidade de agredir o adversário, o que facilitou para o Sport empurrar a equipe Coxa para dentro de sua defesa.
Desta forma Após os 30’ a partida foi de uma equipe só: o Sport. O time da Ilha do Retiro atacava em velocidade, sempre procurando a linha de fundo com seus laterais, sobretudo no lado esquerdo onde encontrava bom espaço para as investidas ofensivas.
De tanto tentar e pressionar, o Sport quase chega ao gol aos 32’. Mas Edson Bastos fez linda defesa, evitando o gol adversário. A esta altura o goleiro Coxa-Branca jogava no sacrifício já que estava contundido e o técnico Ney Franco já realizara as 3 substituições permitidas.
Sete minutos depois novamente Edson Bastos salva o Coritiba com outra bela defesa após boa jogada do ataque do Sport, que pressionava insistentemente o Verdão.
Aos 43’, uma das poucas chances do Cori na segunda etapa. Ariel recebeu a bola em velocidade pela esquerda, mas nenhum jogador do Coritiba se apresenta ao ataque e o gringo teve que arriscar de longe, sem perigo para o gol adversário. A esta altura parecia que a equipe abrira mão de tentar a vitória, limitando-se a defender-se.
O árbitro levou o jogo até os 50’ quando apitou o final da partida para alívio dos jogadores do Coritiba e desespero da equipe pernambucana, que terá sérias dificuldades de escapar da segunda divisão.
O Coritiba volta do Nordeste com um importante ponto na bagagem, principalmente pelas circunstâncias da partida, quando o time foi muito pressionado pela equipe do Sport. O gol de Ariel veio na hora certa e com isso o Verdão abre seis pontos de diferença da zona do rebaixamento. Agora a equipe se preparar para no próximo domingo,1, pegar o Vitória no Couto Pereira em busca de mais um triunfo que possa sedimentar ainda mais a fuga das proximidades do temeroso G4 do mal.
Destaque Positivo: Carlinhos Paraíba, o atleta mais lúcido do Coritiba, apesar de ainda insistir em jogadas individuais. Ele fez um passe espetacular que resultou no cruzamento de Ângelo para o gol de Ariel. Além de organizar as ações ofensivas, com sua substituição o Coritiba apenas defendeu-se. Menção honrosa para Jeci, juntamente com Jailton e Makelele.
Destaque Negativo: Ney Franco, com a questionável substituição de um zagueiro com boa presença em bolas aéreas com apenas 20’ do primeiro tempo, ele acabou tendo que recompor o setor no intervalo. Por sua vez, a substituição de Carlinhos Paraíba, acabou com todas as ações ofensivas do Coritiba.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)