
AVALIAÇÃO
Por Marcelo Algauer de Almeida - COXAnautas
O Coritiba, com uma formação tática defensiva quase toda a partida, apenas empatou com o fraco Bragantino e perdeu a oportunidade de assumir a liderança da competição. O adversário, com má campanha no campeonato, veio a Joinville querendo apenas não ser derrotado, limitando-se a marcar o Coxa no seu campo de defesa, explorando esporadicamente os contra ataques. O Alviverde, durante toda a primeira etapa, insistiu em jogar pelo meio da defesa, sendo facilmente desarmado pelo adversário. Sem força ofensiva pelas laterais, a equipe Coritibana não conseguiu criar uma jogada sequer de gol na primeira etapa. A partir da entrada de Geraldo e Renatinho, no segundo tempo, a equipe Alviverde conseguiu exercer pressão sobre o adversário, entretanto o tempo foi curto e a equipe amargou um empate com sabor de derrota.
Primeiro Tempo
O Coritiba inicia o jogo com uma formação pouco ofensiva, com dois zagueiros e Lucas Mendes na lateral esquerda com função de marcação. Pela lateral direita, Ângelo, que pouco chega ao ataque. No meio, Andrade centralizado como primeiro volante, Marcos Paulo pela direita auxiliando o ataque, com Enrico jogando pelo lado esquerdo. Na frente, Dudu na ligação, Betinho como homem de referência, já Marcos Aurélio flutuando entre o meio de campo e ataque.
Aos 3', o Coritiba tem o primeiro escanteio da partida, mal executado, facilitando o cabeceio da defesa adversária.
O Bragantino tenta finalizar de longa distância aos 5', a bola passa muito longe do gol.
A equipe paulista apresenta uma proposta extremamente defensiva, marcando inteiramente no campo de defesa, dificultando consideravelmente as ações ofensivas do Coritiba, que apesar do amplo domínio da posse de bola, apresenta dificuldade na criação de situações que levem ao menos perigo ao gol adversário. Observando a dificuldade, o técnico Ney Franco, pede uma maior alternância de posição dos meias e atacantes de sua equipe, tentando assim furar o bloqueio defensivo.
Aos 15', o jogo ainda não apresentava grandes emoções. Os meias do Coritiba com muita dificuldade em trocar passes pelo meio da defesa do Bragantino. Já os laterais Alviverdes eram pouco participativos no setor ofensivo. O adversário demonstra claramente que veio atuar sem grandes pretensões de vencer a partida, limitando-se apenas em não levar o gol.
O meia Dudu, faz boa jogada individual aos 17', toca para Enrico, que já dentro da área é desarmado pelo zagueiro adversário. A partir dos 20', a equipe do Bragantino, tenta equilibrar as ações da partida, aumenta seu tempo de posse de bola, entretanto quando tenta chegar ao ataque é facilmente desarmado pela defesa do Coritiba.
Aos 27', o Bragantino chega pela primeira vez próximo da área do Coritiba, com um escanteio a seu favor, no cruzamento o ataque paulista comete falta na defesa.
O atacante Betinho, tenta de fora da área aos 31', a bola sobe e passa longe do gol. Aos 34', Marcos Aurélio também chuta de fora da área, sem perigo.
O goleiro Edson Bastos, que pouco trabalhou, levou um susto aos 35', após chute forte de fora da área, a bola ganha velocidade ao tocar a grama e exige uma defesa em dois tempos. A partir desse momento, o Bragantino equilibra as ações do jogo, valorizando a posse de bola, com a colaboração do meio de campo do Coritiba, que passa a errar muitos passes.
No final da primeira etapa, o Coritiba faz uma excelente triangulação que envolve a defesa adversária, a bola sobra para Andrade que chuta longe do gol. No último minuto, Lucas Mendes também tenta finalizar de longe, sem muita precisão, a bola vai para fora.
O primeiro tempo termina sem grandes emoções, em jogo truncado. O Bragantino com uma postura extremamente defensiva, não demonstrou interesse em chegar ao gol de Edson Bastos, limitando-se em poucas tentativas de contra-ataque. Já a equipe do Coritiba tentou atacar o adversário, entretanto, a escalação de atletas com pouca característica ofensiva, principalmente pelas laterais, facilitou a marcação do Bragantino, obrigando a equipe insistir em cruzamentos ineficazes e chutes de longa distância sem muito perigo ao gol.
Segundo tempo
As equipes retornam com a mesma formação do primeiro tempo, entretanto o Bragantino apresenta uma nova postura ofensiva, adiantando seus laterais e meias.
O atacante Marcos Aurélio, no primeiro minuto de jogo, tenta finalização de fora da área, sem sucesso.
A nova postura adotada pela equipe visitante, proporciona ao Coritiba novas opções ofensivas, principalmente pelo lado esquerdo com Dudu, que em bela jogada aos 3', dribla dois adversários, chega na linha de fundo, cruza, mas a finalização vai para fora.
O jogo ganha em emoção, o Bragantino passa a atacar, aos 7', o goleiro Edson Bastos foi obrigado a fazer uma difícil defesa, evitando o primeiro gol da partida.
O Coritiba volta a finalizar de fora da área com Lucas Mendes, aos 10'. O volante Marcos Paulo avança pela direita, chega na linha de fundo, chuta quase sem ângulo, o goleiro rebate para fora da área, aos 12'.
O Bragantino passa a gostar do jogo, com um posicionamento mais ofensivo, demonstra que a defesa do Coritiba, apesar de composta de vários jogadores de marcação, sente dificuldades quando atacada.
Com uma partida mais franca, os espaços começar a surgir, aproveitados principalmente pelo meia Dudu, que passa a sofrer faltas repetidas pela ponta esquerda. Na primeira, Marcos Aurélio bate direito ao gol, para difícil defesa do goleiro, aos 13'. Na segunda, a bola é cruzada na área, a defesa do Bragantino tem dificuldades em cortar, a bola sobra dentro da pequena área para Cleiton, que chuta forte de perna esquerda, a bola bate na defesa que se joga na frente da bola, impedindo a melhor chance do Coxa até então.
O técnico Ney Franco promove a primeira alteração passados 17'. Entra o atacante Geraldo no lugar do meia Enrico. O angolano, passa a atuar do lado direito do ataque, já que o meia Dudu ocupava e vinha obtendo destaque pelo lado esquerdo.
Aos 20', o zagueiro Lucas Mendes, improvisado como lateral esquerdo, faz bom cruzamento, o goleiro rebate, a defesa corta quando Cleiton estava preparado para finalizar. Em seguida, aos 21', Lucas Mendes sofre falta próximo da área, no cruzamento a defesa rebate mal, a bola sobra para Geraldo dentro da área, que finaliza forte, a bola sobe muito e vai para linha de fundo.
Em boa jogada aos 23', Geraldo, agora pelo lado esquerdo, chuta em gol enquanto o goleiro do Bragantino esperava um cruzamento, no contra pé, o camisa 1 paulista consegue a defesa.
O Coritiba pede pênalti em Ângelo aos 27'. Mas apesar do choque entre os atletas das duas equipes, o lance não é faltoso, agindo corretamente o árbitro da partida.
O técnico Ney Franco, faz mais duas alterações. Aos 31´, entra Ramon no lugar de Andrade e Betinho sai para a entrada de Renatinho. As substituições surtem efeito após os 35', e o Coritiba passa a pressionar o adversário que permanece acuado no campo de defesa.
O posicionamento da defesa do Bragantino era tão defensivo, que o Coritiba mesmo atacando o adversário praticamente o jogo todo, teve seu primeiro impedimento marcado apenas aos 41´ da segunda etapa.
Durante os minutos finais, o Coritiba foi completamente para frente em busca do gol que daria a liderança, proporcionando, assim espaço ao Bragantino. Aos 43', em jogada de contra ataque, a equipe paulista cria a melhor chance de gol da partida, que só não aconteceu graças a defesa espetacular de Edson Bastos.
O Coritiba ainda tenta atacar nos últimos minutos, mas sem criar claras situações de gol, não sai do zero a zero com a equipe paulista, deixando o G4 e passando a ocupar a 7ª posição na tabela. O próximo jogo já é na próxima sexta-feira, 16, diante do América-RN, no Machadão.
Destaque Positivo: O meia Dudu, que foi o único atleta que procurou jogadas individuais contra a forte marcação adversária, destacando-se com o melhor jogador da partida.
Destaque Negativo: O lateral Ângelo, demonstrou mais uma vez que não possui condições técnicas de vestir a camisa de um grande clube como o Coritiba, apresenta baixo rendimento tanto no ataque quanto na marcação. O esquema tático defensivo, atuando em casa e a demora nas substituições, também merece destaque negativo em relação ao técnico Ney Franco.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)