
ADVERSÁRIO
Do site oficial do Fortaleza
Hélio dos Anjos deu entrevista coletiva nesta manhã
O técnico Hélio dos Anjos falou à imprensa na manhã desta segunda-feira, após o treinamento regenerativo na sede do clube, no Pici. Veja os principais trechos:
Jogo contra o Botafogo
“Eu gostei do jogo, tivemos um padrão durante os noventa minutos, apesar da falha no gol do Botafogo. Senti que antes do gol deles estávamos um pouco ansiosos, faltou coordenação no início do jogo, erramos, mas depois do gol o time reagiu bem. Tivemos volume de jogo, criamos jogadas num ritmo acelerado, tivemos movimentação e o adversário não acompanhou o ritmo. Alguns jogadores atuaram num nível acima que vinha atuando, no caso do Marquinhos e do Lúcio, por exemplo. O Lúcio jogando com desenvoltura. Eu sempre falo pra ele e pro Mazinho Lima que são jogadores que podem desequilibrar uma partida a nosso favor. E o Mazinho melhorou no segundo tempo, apareceu pro jogo. Essa é a característica da nossa equipe”.
Segundo turno do Brasileirão
“Os times terão mais consistência. Vai diminuir a saída desenfreada dos jogadores para o exterior – e a gente sabe que isso atrapalha muito – e a tendência é que a maioria das equipes cresça na competição, seja no aspecto físico ou técnico. É normal que os times subam de produção. E não podemos ficar distantes dos líderes. Desde que estou aqui tivemos um aproveitamento de 63%, e se estou aqui desde o início da competição com esse aproveitamento, seríamos um dos primeiros colocados. Mas temos que manter os pés no chão e trabalhar com responsabilidade para alcançarmos os nossos objetivos”.
Participação da torcida
“Vale lembrar sempre que nós precisamos do nosso torcedor. É algo que pode fazer a diferença. Contra o Botafogo eu fiquei, digamos, surpreso com o público. Uma coisa é você jogar no Castelão com 35-40 mil, como estamos acostumados. E ontem tinha 19 mil. Nós precisamos da nossa torcida. Eu sempre digo que a nossa campanha passa também pela participação ativa do nosso torcedor”.
Preparo Físico
“Nós falamos muito nisso na semana passada. Contra o Botafogo o time deu provas de como está a condição física, mas não alteramos em nada o nosso trabalho. Não somos os donos da verdade. Posso não ter a melhor comissão técnica do mundo, mas se a gente não tiver controle do planejamento de trabalho do Fortaleza, não servimos para trabalhar no futebol. Eu sou centralizador, não no fato de não deixar minha comissão atuar, mas em relação as decisões. Eu participo de todas elas, em todos os aspectos. Sempre digo que não podemos julgar departamento físico e médico de uma equipe, não é pra qualquer um. Em 30 dias, o preparador físico não fez trabalho nenhum, principalmente com esses jogos no meio da semana. O Benazzi e o Wanilton fizeram um excelente trabalho, mas nós não tínhamos dados. Hoje nós temos e trabalhamos em cima deles. Precisamos crescer também em estrutura”.
André
“Eu sempre vi o André como um atacante-referência. Mas ele ainda está passando por problemas. Foram quatro meses parado. Nós temos uma preocupação com o jogador, ele precisa de cuidado. Em algumas situações, por exemplo, ele fará um trabalho diferenciado, vez por outras vocês o verão na piscina, ele tem que evitar o piso duro. Ele foi bem nos 16 minutos que ele atuou contra o Botafogo. Sempre mostrando muita vontade, torci para as situações que ele criou fossem transformadas em gol porque seria um prêmio à sua dedicação. Mas é bom frisar que estou satisfeito com o nosso ataque, Rinaldo e Fumagalli subiram de produção, são leves, criam boas situações contra zagas pesadas, sabem tirar proveito das suas qualidades. O André vai participar, mas tudo vai ser feito com muita tranqüilidade, sem precipitação”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)