
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Qual o trabalho psicológico que deve fazer agora, visto que a matemática já está fazendo pressão? “Temos um psicólogo e esta parte fica para ele. Fui chamado de burro, mas isso é normal quando tomamos uma decisão e o resultado é negativo. Ainda acredito que vamos alcançar nosso objetivo, mas não adianta fazer contas agora, temos que jogar com o Operário, esse jogo será uma final para nós. Peço desculpas ao torcedor por não ter conseguido a vitória, e era uma vitória possível, tivemos 16 finalizações com nove chances de gol. Fizemos um primeiro turno muito ruim, precisamos fazer um grande segundo turno”.
Qual a ideia de colocar um zagueiro a mais quando estava ganhando de 2 x 1? “Fui justamente organizar o que estava faltando, estávamos com uma linha de quatro atrás e eles empurraram cinco jogadores na nossa última linha. Tomamos o gol numa situação que justamente eu queria corrigir com a substituição. As linhas já estavam baixas, não baixei as linhas”.
Como projeta o jogo com o Operário, o Coritiba não vence lá há 13 anos? “É um jogo de final, vamos dar a vida. Não estamos satisfeitos, estamos tristes. Será um jogo fundamental e se sairmos com a vitória ainda teremos chances de classificação”.
Como trabalhar a ansiedade demonstrada principalmente na parte final do jogo, após o empate do adversário e com o Brandão perdendo uma grande chance? “Sabíamos que o Brumado não aguentaria o jogo todo, então colocamos o Brandão, é jovem, sentiu um pouco o jogo, mas tenho total confiança nele, precisamos trazer segurança para ele. São tomadas de decisões como por exemplo num lance em que ele podia ter ajeitado para a perna direita e dar uma chapada, mas acabou batendo de esquerda”.
Como corrigir estes erros que tem se transformado em gols, como contra o Guarani e hoje? “Precisamos organizar a parte defensiva, é uma questão corporal, principalmente no momento do cruzamento você precisa ter um movimento diferente, mas também é uma questão de juventude”.
A questão da bola aérea na área preocupa? E o fato de fazer um gol e tomar outro em seguida, assim como foi contra o Guarani? “A defesa deve ter uma atenção maior nestes momentos cruciais, precisamos estar mais organizados. O gol foi felicidade deles e infelicidade nossa”.
Sobre a saída do Robson. “Ele estava com cartão, um jogador que luta o tempo todo, então colocamos o Figueiredo, que também é um jogador que vai para dentro”.
Como tem conversado com o elenco, visto que a maioria dos jogadores são jovens e acabam ficando ansiosos, assim como foi o caso do Brandão? “O Brandão é um excelente jogador, que vai dar muitos bons resultados para a equipe. A carga fica sempre em mim, e eu falei dentro do vestiário, se tem alguém culpado, pode jogar essa culpa em mim”.
Qual foi a ideia de começar o jogo com o Brumado? “Ele fez dois gols, uma coisa muito favorável para ele, mas devemos entender que ele estava parado há quatro meses, temos critérios e respeitamos esses critérios, Ele não aguentou o tempo todo, é um jogador que tem muita experiência, jogou na Europa. Esperamos o momento certo de começar com ele jogando, e fez dois gols e foi muito bem hoje. Agora em relação ao Robson de número 9, já falei outras vezes aqui, ele realmente é um 9 que sai muito da área”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)