
AVALIAÇÃO
Decepção. Este é o sentimento que tomou conta de boa parte da torcida Coxa-Branca que acompanhou a transmissão da partida do Coritiba em Santo André. A derrota de 2x1 para o time paulista foi uma ducha de água fria para a torcida, e um sinal de alerta para a comissão técnica e para o Departamento de Futebol do Verdão. O gol coritibano foi assinalado por Marcelo Batatais. Se na frente, o ataque pouco fez, na zaga, os erros individuais de Kleber, Egídio e do próprio Batatais originaram os dois gols do Santo André. Na próxima terça-feira, o Cori encara o Ceará, 20h30 no Couto Pereira.
O Cori foi até o ABCD paulista encarar o Santo André, deixando no ar a expectativa de uma nova vitória, já que o time local vinha de más jornadas na Série B. Mas ao final dos noventa e quatro minutos da partida, a expectativa trocou de lugar com a decepção. O desempenho Coxa ficou muito abaixo do esperado, num futebol confuso e pouco inspirado no ataque. Na defesa, uma série de erros individuais originaram os gols do adversário.
Bonamigo não conseguiu impor no time do Cori o ritmo de jogo necessário para sufocar o time da casa e chegar à vitória.
Ricardinho foi o jogador que mais chamou a responsabilidade para o jogo, buscando sempre o ataque. Wilton Goiano lutou bastante, correu e disputou um jogo forte. Mas não teve a qualidade ofensiva para incomodar o time do Ramalhão. O ala levou o terceiro cartão e não jogará na próxima rodada.
O goleiro Kleber, o zagueiro Batatais e o volante Egídio erraram nos dois gols do adversário, o que comprometeu o desempenho individual e coletivo. Índio e Henrique fizeram uma apresentação regular.
Alberto teve uma boa jogada individual, voltou a deixar a grande área para buscar o jogo. O outro atacante, Eanes, não tocou na bola. Figura apagada, deixou a desejar em Santo André.
No meio, Caio e Jackson pouco mostraram. Caio até arriscou algumas jogadas individuais, mas conduziu muito a bola, o que acabou facilitando a marcação e as faltas do time paulista.
Torcida nota 10
A torcida do Coritiba fez a parte dela, viajou até o ABCD paulista, cantou e apoiou o Verdão.
O jogo
O gol do Cori saiu dos pés de Jackson, junto com Ricardinho e Caio, os autores dos lances de bola parada, e da cabeça de Batatais, ainda no primeiro tempo.
Num lance infantil, o time azul empataria o jogo: troca de passes de cabeça, Batatais não marca, a bola sobra entre o goleiro Kleber e o volante Egídio, que vacilam e deixam o meia do Santo André fazer o gol de peixinho.
Bona optou por não mudar o time no intervalo. Mas poderia ter feito a mudança no time, tirando Eanes do jogo. Eanes pouco mostrou contra o Santo André, assim como Caio e Jackson.
A mudança aconteceria mais tarde, quando eram passados dos vinte minutos da etapa final. Anderson Gomes entrou no time, no lugar de Eanes. Até buscou mais o jogo em velocidade, mas sem objetividade.
Noutro lance infantil, o time da casa faria o gol da vitória. Num lance de grande área, o zagueiro consegue ficar livre, fintar um coritibano e bater rasteiro, entre três defensores do Cori.
Com o 2x1, o time local procurou manter o placar, se defendendo com um ferrolho defensivo. E conseguiu. As entradas de Jefferson e Fábio Pinto, nos lugares de Alberto (que já tinha cartão) e Batatais pouco mudou o panorama do jogo, apesar da mudança tática (do 3x5x2 para 4x4x2).
Fábio Pinto não fez uma boa atuação, pouco aparecendo no jogo; Jefferson repetiu o erro de Alberto, saíndo do interior da área.
O Coxa atacava de forma apressada. Os passes curtos facilitavam as bolas roubadas, já que o time local se postava atrás para segurar o resultado. E conseguiram, numa jornada que mostrou que o Coritiba ainda precisa arrumar o time para voltar à Série A já em 2007.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)