
AVALIAÇÃO
As recentes lições que Junior Lopes teve no comando do time do Coritiba parecem não ter surtido efeito. Após perder o clássico, por ter errado nitidamente na armação do sistema defensivo, e errar da mesma forma na partida contra o Botafogo, no Rio de Janeiro, insistindo na escalação de Egídio, visivelmente fora de forma, e sem ritmo de jogo, agora o técnico interino mantém a mesma estrutura, sinal de que as coisas realmente não andam bem no Alto da Glória.
A equipe do Cruzeiro conta com dois jogadores rápidos e habilidosos no meio campo. Será preciso muita atenção na marcação para que os atacantes não recebam bolas em condições de marcar.
Bem por isso, a função do volante marcador deveria ser exercida por alguém com mais velocidade do que Egídio vem apresentando. Além disso, as características de Humberto são mais de armador do que de destruidor de jogadas. Deveria haver um reforço na marcação, com a entrada de Peruíbe (foto) e o avanço do Humberto, com a saída de Jackson.
Para piorar, a zaga está visivelmente "baixa", pois nem Nascimento nem Vagner possuem grande estatura. Este fato pode ser amenizado com a alegação de que o Cruzeiro não tem atacantes altos, mas, sim, jogadores velozes.
Mesmo assim, acreditar neste modelo é muito arriscado para quem não pode sequer imaginar a hipótese de perder.
Contudo, a gana dos jogadores e o apoio da torcida podem reverter qualquer dificuldade porventura encontrada. Além disso, a experiência do capitão Nascimento será fundamental na orientação do setor, já que a voz do técnico pouco tem resolvido.
A torcida, mesmo assim, aguarda ansiosa por um bom resultado e promete apoiar o time do início ao fim, sempre com a mente voltada para o atual momento. Esta briga agora é nossa!
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)