
BRASILEIRÃO
O Verdão Coxa-Branca faz sua estréia esta tarde, às 16h, no Campeonato Brasileiro - Série B - encarando o time do Remo, no estádio Baenão, em Belém, estado do Pará, contando com uma boa vantagem, a ausência da torcida adversária, pois o clube paraense cumpre suspensão imposta pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), devido ao mau comportamento de seus torcedores, tendo que jogar com os portões fechados contra o Cori.
Para muitos, essa vantagem não existe, pois futebol se joga dentro das quatro linhas, vencendo o melhor. Mas tal pensamento não reflete a realidade de uma partida de futebol, onde o torcedor, muitas vezes, é o décimo segundo jogador, especialmente na Série B.
Dentro de campo, o Verdão também aparenta ter boa vantagem, pois os erros nas contratações de jogadores no início do ano foram identificados pela diretoria do Clube, que providenciou reforços que já estão aptos para estrear.
Já o Remo terá que disputar a partida desta tarde com o mesmo plantel que fracassou no campeonato paraense, pois os novos contratados não foram registrados a tempo de estrearem neste sábado.
O time do Leão, como é carinhosamente chamado por sua apaixonada torcida, deverá jogar no esquema tático do 3x5x2. O gramado do Baenão, local da partida, tem um mau estado de conservação. O calor de Belém é mais um dificultador para o time Coxa. Tecnicamente, o Cori é bem superior ao Remo, mas precisa tomar cuidados defensivos com o atacante Landu e o meia-esquerda Maico Carioca.
Para o Cori, existem as desvantagens também, entre elas, a falta de entrosamento, a indefinição quanto ao uso do sistema tático da equipe, a perda da confiança do torcedor Alviverde no trabalho do técnico Estevam Soares.
A falta de confiança do torcedor coritibano quanto ao trabalho do técnico Estevam Soares pode pesar muito neste início de campeonato, sendo que essa partida fora de casa é a grande chance do técnico do Alviverde começar a recuperar seu moral junto a torcida.
Estevam, que vinha conquistando a Nação Coxa-Branca, cravou um punhal no coração Alviverde ao escalar o Coritiba de forma totalmente equivocada na segunda partida da semifinal do campeonato paranaense 2006, contra a ADAP, de Campo Mourão, tirando o Coxa das finais do estadual.
Para conquistar a confiança do torcedor, o técnico do Coxa deverá mostrar coerência e competência. Coerência nas escalações, inclusive do banco de reservas, e competência no comando da equipe durante as partidas.
Material humano para trabalhar Estevam tem, querendo ou não, pelo menos no papel, na teoria, o Coritiba está com um elenco, a princípio, equilibrado, faltando alguns reforços ainda, como por exemplo um grande matador, no caso do atacante William não surpreender a Nação Coxa.
Dizem que a Série B é selva! A lei do mais forte, do mais apto! Para isso o Verdão deve estar preparado! O primeiro passo é não ter medo. O medo é o inicio da derrota, do fracasso. Respeito sempre foi muito diferente de medo.
Para a partida desta tarde, em que o campo tem as menores dimensões permitidas, o time Coxa-Branca deve se espalhar, ocupar todos os setores do campo, ir para cima do adversário que não contará com sua numerosa torcida. Se fechar na defesa esperando o adversário para tentar roubar a bola e sair em contra-ataque, Estevam Soares já viu que não funciona e correrá o risco de estrear com derrota.
Indo para cima do Remo, impondo sua velocidade e qualidade técnica, o Coritiba pode viajar quatro mil quilômetros com uma importante vitória, que mobilizará a torcida para o primeiro jogo no Alto da Glória neste ano, pela Série B.
O que se pode especular, apenas no campo da teoria, sendo que o torcedor Alviverde nunca viu essa equipe atuar, é que o meio campo deve ganhar qualidade na saída de bola com Luciano Santos, corrigindo o setor que sofre desde a saída de Roberto Brum da equipe.
Outra esperança é o lateral direito Andrezinho que, muito bem recomendado, deve aumentar o fluxo de jogadas pelas laterais do campo, pois desde a saída dos laterais Adriano e Rafinha, esses setores do campo ficaram largados. Quem sabe, com o crescimento da equipe, o lateral esquerdo Ricardinho não lembra de todo o seu futebol? Pois, em um passado recente, Ricardinho já provou que sabe.
A incógnita para o torcedor Coxa-Branca é o ataque. William e Fábio Pinto fazem suas estréias esta tarde com os votos de esperança do torcedor. Credencial, ambos têm para apresentar, mas devem demonstrar todo seu bom futebol no campo, é ali, dentro das quatro linhas que as credenciais devem se fazer valer.
Para o Coritiba a questão chave é se impor. Para isso o Coxa tem que primeiro acreditar em si, ter consciência de que é grande, de que é temido, de que é glorioso. Essa autoconfiança está faltando há tempos no Alto da Glória.
Está na hora do Gigante Alviverde despertar do longo sono. O Coritiba nunca se acovardou em sua história. Possui a ‘Fita Azul’ em seu currículo, retornando invicto do exterior. Foi Campeão Brasileiro dentro do Maracanã completamente lotado, entre outras grandes conquistas. Então não existem motivos para esse encolhimento dos dois últimos anos.
Que esse seja o ano da grande virada! Acorda Verdão!
Partida válida pela primeira rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro – Série B
Remo x Coritiba
Data: 15/04/2006 – 16h
Local: Estádio Baenão, em Belém, Pará.
Remo:
Alexandre Buzetto; Magrão, Ricardo Henrique e Rodrigo; Léo, Serginho, Beto, Arthur e Maico Carioca; Daniel e Felipe Mamão.
Técnico: Flávio Campos
Coritiba
Kleber; Andrezinho, Índio, Henrique e Ricardinho; Márcio Egídio, Luciano Santos, Jackson e Eanes, Fábio Pinto e William.
Técnico: Estevam Soares.
Árbitro: Ricardo Grégio de Souza – AP
Assistente 1: Jorge Antônio Pinheiro Lobato – AP
Assistente 2: Juscelino Padilha de Sousa – AP
4º Árbitro: Clauber José Miranda – PA
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)