
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Pode fazer uma análise do jogo, onde o Fluminense propôs o jogo e o Coritiba explorou os contra-ataques, e no final a torcida aplaudiu o empenho e o desempenho da equipe? “A equipe teve determinação e nos preparamos para enfrentar o Fluminense, que é hoje uma das principais equipes do Brasil com base em seu desempenho recente e conquistas históricas como Libertadores e a boa colocação no Mundial de clubes de 2025. Foi uma oportunidade para a equipe se medir contra um adversário forte e aplicar as estratégias preparadas, apesar do tempo limitado de preparação, desde o jogo do Vasco. Estou satisfeito com a imensa dedicação e o desejo de vencer dos jogadores, e vejo a evolução da equipe e o crescimento individual de jovens jogadores em um campeonato muito difícil como o brasileiro.”
Como foi feita a estratégia para este jogo, com disposição tática diferente do jogo anterior, e com um bom volume de jogo no segundo tempo que até poderia ter saído com a vitória? “A estrutura da equipe no primeiro tempo visava criar dificuldades para o Fluminense, conseguindo superioridade numérica no meio-campo, embora tenhamos tido dificuldades em usar essa superioridade numérica como deveríamos. A segurança defensiva limitou o jogo interior do Fluminense e, apesar de algumas dificuldades, os jogadores conseguiram neutralizar o adversário de forma eficaz no primeiro tempo. No segundo tempo, tivemos a necessidade de substituições por fadiga dos jogadores e a necessidade de colocar jogadores frescos que pudessem contribuir por um tempo limitado, como o caso de Breno e Wallisson, adaptando-se à dinâmica em evolução do jogo.”
Por que a escolha dos três zagueiros para começar o jogo? Pode ter sido devido às condições do Breno e do Wallisson? “O Breno Lopes e o Walisson não treinaram, estavam sem ritmo e não poderiam jogar mais de 45 minutos, tornando incoerente escalá-los para um tempo integral. A entrada do Felipe permitiu uma estrutura que se pensava ser vantajosa, ao mesmo tempo que era facilmente ajustável para uma formação 4-4-2. A escalação inicial proporcionou a flexibilidade para ajustar caso necessário, seja dentro do plano inicial ou revertendo para um 4-4-2, graças à versatilidade do Felipe.”
Pode falar sobre a arbitragem, que mais uma vez deixa a desejar no Couto, como por exemplo a agressão do Ganso contra o Vini Paulista, que o VAR sequer chamou? “No meu modo de ver, o gol anulado do Fluminense foi corretamente invalidado e o meu cartão amarelo foi justo. Houve sim inconsistência nas marcações de faltas, pois o Fluminense cometeu muitas faltas não apitadas que levaram a contra-ataques, enquanto os potenciais contra-ataques do Coritiba foram interrompidos por faltas. Não quero mais discutir a arbitragem devido ao desgaste pessoal que isso está me causando, e mais uma vez observo que existe a necessidade da responsabilidade da CBF na formação e feedback dos árbitros.”
Tem alguma preocupação com a questão física dos jogadores, pois o Coritiba tem sido muito exigido fisicamente, como hoje o Jacy foi substituído porque estava extenuado, o próprio Maicon, enfim, e ainda terão 10 jogos antes da parada da Copa? “Não estou preocupado com a condição física da equipe, a alta exigência é resultado do desempenho de alta intensidade. O único jogo em que não tivemos um alto nível de desempenho foi no clássico, que era o quarto jogo em sequência, e em um campo com características diferentes. A fadiga da equipe indica que todos estão dando o seu máximo, e que eles estão igualando ou superando os adversários na maioria dos parâmetros controlados, o que requer tempo para assimilação. Uma equipe, recém-promovida da Série B, precisa se adaptar e competir efetivamente em um nível de jogo mais alto como estamos fazendo.”
O que pode falar sobre o Renato Marques, que hoje já figurou no banco de reservas? “O Renato Marques demonstra qualidades técnicas, boa tomada de decisão sem a bola para ocupar espaços e um jogo associativo interessante com a bola. É um jogador que está sendo preparado, capaz de finalizar com os dois pés e de cabeça, embora precise de mais consistência em suas finalizações.”
Como avalia o desempenho da equipe em relação à posição na tabela? “A tendência do desempenho tem sido de evolução, e embora os resultados não sejam controlados diretamente, eles são influenciados pelo desempenho. Os treinos da equipe, os planos de jogo, o engajamento dos jogadores e o esforço indicam que estamos no caminho certo, mas não devemos nos acomodar, pois a competição se transforma ao longo do ano. A equipe deve se manter satisfeita com o progresso, mas também continuar a se esforçar, mantendo a mentalidade competitiva, a resiliência e o foco até o final da temporada.”
Em relação ao Lucas Ronnier, que hoje mais uma vez fez uma grande partida e tem sido observado pela mídia brasileira como uma revelação do campeonato. E sobre o David que estava no banco hoje, pode falar mais sobre esse garoto? “O Ronnier tem um jogo coletivo e muita versatilidade, e tem a capacidade de atuar bem em diversas posições e muita dedicação aos esforços defensivos da equipe. Tem muito potencial para se firmar na Série A do Campeonato Brasileiro e além, desde que mantenha a humildade e o foco. Sobre o David, trata-se de um talentoso jogador canhoto vindo do futsal, que está treinando com a equipe profissional e ganhando experiência através de jogos pelo Sub-20. A presença de David no ambiente da equipe profissional, mesmo sem atuar, é crucial para seu desenvolvimento e preparação para futuras oportunidades.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)