
Entrevista Coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
O técnico Coxa-Branca, Thiago Kosloski, iniciou a coletiva comentando sobre como o Coritiba aprendeu aguentar a pressão do adversário: “A primeira situação é que a equipe precisa ter equilíbrio, tanto na fase defensiva como ofensiva. Hoje sabíamos que o Fluminense iria ter a posse de bola, e fomos mentalmente fortes para o jogo, sabedores disso, mas também sabedores que poderíamos explorar os pontos fracos do Fluminense e fomos perfeitos no primeiro tempo. Sabíamos que no segundo tempo eles iam nos empurrar para trás, aí entra a questão do equilíbrio, e soubemos nos defender num padrão de posicionamento em relação ao adversário, e a estratégia deu certo, mas enfatizo, mérito total dos jogadores”. Thiago complementou dizendo que falou aos jogadores no vestiário para que mantenham os pés no chão, que o time ainda não saiu da ZR mas entrou no campeonato e na briga para sair.
Fazendo uma análise do que foi o jogo de hoje, o treinador do Coritiba explicou: “Sabíamos que o Fluminense iria ter a posse, o Diniz coloca a vantagem numérica principalmente nos cantos do campo, onde nós fizemos os gatilhos de pressão, induzimos o Fluminense ao lado e acionávamos os gatilhos de pressão para roubar a bola e explorar os contra-ataques e foi isso que aconteceu, trabalhamos muito em cima disso durante a semana, estudamos bem a dinâmica do time deles, no segundo tempo com as trocas o Diniz procurou explorar mais os lados, por isso optamos pela entrada dos dois laterais, fazendo a dobra pelo lado. Foi um jogo de estratégia e hoje a nossa estratégia funcionou”.
Ainda falando das estratégias que utiliza nos jogos, Thiago comentou mais sobre o assunto: “Trabalhamos muito em função dos adversários, apesar de termos um padrão de jogo pré-definido. Eu priorizo a posse, mas sei que no jogo A posso ter posse e no jogo B não, mas em cima disso tenho que potencializar os jogadores, mostrando onde podemos utilizar para ganhar”. Seguiu falando da importância da subida de produção de alguns jogadores, a união do grupo e a conexão Couto Pereira, torcida e jogadores. “Podemos até perder aqui dentro, mas o adversário terá que suar sangue para ganhar aqui”, completou. E continuou explicando sobre as variações de estratégia que utiliza: “Quanto às variações, depende do adversário, o hoje quis fortalecer o meio de campo devido ao toque de bola refinado do Fluminense, fiz um tripé reforçado por dentro com Andrey, Bruno Gomes e Bianchi, que são três jogadores que marcam e que jogam, e o Marcelino mais para a ponta para marcar, mas com a bola ele vinha por dentro, num setor em que se sentia bem”.
Sobre a escalação do Diogo Oliveira, o técnico disse: “É um jogador de força física, que pode jogar tanto de beirada como de centroavante, e a ideia de colocá-lo de centroavante foi devido à escalação do Fluminense, com Felipe Melo e Nino, para que pudesse sustentar a bola no meio nas jogadas de beirada nossa, e fez muito bem”.
Falando agora da motivação dos jogadores depois desses quatro jogos sem perder, o técnico disse: “Todo resultado positivo que você tem aumenta a moral dos jogadores e funcionários do clube, por isso a importância da sequência de vitórias. Falei em Belo Horizonte contra o Cruzeiro, se formos organizados e solidários, e cada um dando algo a mais, podemos confrontar qualquer um. A vitória de hoje nos dá moral, porque enfrentamos uma das melhores equipes do Brasil, mas temos que continuar com pés no chão, já pensar no Botafogo e pensar em ganhar pontos para sair da ZR”.
Thiago foi instado a falar sobre algumas peças-chaves que tem no elenco do Coritiba hoje: “O Henrique é um ídolo no Coritiba, ajudou o clube a subir da série B para a série A, e eu gostaria muito que ele terminasse a carreira dele aqui como ele entrou, entregando o melhor futebol e ele está fazendo isso. Em relação ao Bruno Gomes e Andrey eu já os conhecia do Vasco, eu sei muito bem onde eles gostam de jogar, fico feliz com o crescimento deles, mas de outros também, Natanael e Jamerson marcaram dois pontas muito difíceis de serem marcados, fico feliz com todos que estão subindo de produção, os de fora que querem entrar e essa competitividade é muito importante, minha função como treinador é escolher aquele que estiver melhor para jogar”.
Também foi perguntado sobre como mudar a estratégia para cada jogo, mas mantendo uma identidade de jogo e qual seria a identidade do Coritiba hoje, e explicou: “A identidade do Coritiba hoje é raça, tradição, é entrega o tempo inteiro, é isso que nós temos que buscar, e os jogadores entenderam rápido isso, eles já tinham isso dentro deles, eu apenas potencializei, e repito, o mérito total é dos jogadores, eles são os responsáveis. Quanto à estratégia, é estudar muito o adversário, é de sempre procurar o gol, buscar a vitória seja dentro ou fora de casa. Sempre digo para eles, as vezes o adversário nos joga para trás, mas não devemos aceitar isso, temos que pressionar a bola”.
Por último, Thiago falou sobre a sensação de ter seu nome gritado pela torcida no final do jogo: “Fico agradecido pelo carinho que recebi aqui, sempre recebi mensagens de apoio da torcida, quando estava no Sub-20 e na Seleção Brasileira. O que passa pela minha cabeça é que eles vão voltar para casa felizes, hoje foram 35 mil pessoas que ficaram felizes e estarão felizes durante a semana, é isso que me move a estar aqui”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)